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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Conexões Além da Contracapa #14

Ernest Hemingway é, sem dúvida, um dos maiores escritores de todos os tempos. Conhecido por seu estilo minimalista de escrita, com frequência sua obra aborda temas como a guerra e a natureza. Hemingway morou por alguns anos em Paris, assim como...

F.Scott Fitzgerald, cuja obra mais famosa “O Grande Gatsby” é um retrato da era do Jazz. Fitzgerald também é autor do conto “O Curioso Caso de Benjamin Button” (que ganhou as telas com Brad Pitt no papel principal) e narra a história de um homem que nasce velho e tem sua aparência rejuvenescida ao longo da vida. A aparência do protagonista também é o tema de “O Retrato de Dorian Gray”, obra prima de...

Oscar Wilde, autor conhecido por sua vida agitada e atitudes extravagantes, tendo sido inclusive preso por atentado ao pudor. Quem também passou pela vida fazendo barulho...


e ficou conhecido tanto pelos excessos quanto pelo seu estilo intenso e “avalanche” de escrita foi Jack Kerouac, um dos mais importantes escritores do movimento beat, autor de “On The Road – Pé na estrada”, livro que narra a história de dois amigos e sua viagem atravessando os Estados Unidos a partir da Rota 66. Quem também se valeu do tema “Road-trips” foi...

Hunter S. Thompson em seu “Medo e Delírio em Las Vegas” que foi adapatado para o cinema em 1998 com Johnny Depp e Benicio Del Toro. Thompson cometeu suicídio aos 68 anos, assim como Ernest Hemingway aos 61.

Conexão extra: Todos os autores citados nesse post eram alcoólatras.

domingo, 5 de agosto de 2012

RESENHA: Cenas de Nova York e outras histórias

“Às vezes eu gritava perguntas às rochas e às arvores e através dos desfiladeiros, ou cantava como um tirolês – ‘o que significa o vazio?’ A resposta era o silêncio perfeito, e então eu entendia.” (KEROUAC, 2012, p.36)

É claro que eu já havia ouvido falar, e muito, de Jack Kerouac e, principalmente, do seu “On The Road”, mas foi “Cenas de Nova York e outras viagens” o primeiro livro que li do autor e no qual encontrei um texto diferente dos que costumo ler. Como explicar a minha sensação? A mim parece que o autor sentou e escreveu. Simples assim. Que as palavras vieram - ora aos poucos, ora em enxurradas - e ele as foi transcrevendo ao longo de uma madrugada solitária e ao fim desta mesma madrugada deu o texto por encerrado, sem fazer nele uma única revisão que fosse. Não entenda por essa minha última frase que estou dizendo que o texto não é bom. De jeito nenhum. Isso foi o que eu achei mais incrível na narrativa de Kerouac. É um texto – como posso dizer? – cru e ao mesmo tempo extremamente visual. Além de ser muito fácil enxergar as cenas e pessoas descritas pelo autor, todas soam muito reais. Parece que tudo acontece ao mesmo tempo, ao seu redor, e ele está ali apenas registrando tudo o que vê – como uma câmera, mas usando como lente suas palavras – e o que isso o faz sentir.

“Cenas de Nova York e outras viagens” conta com três crônicas, um poema e uma apresentação do autor por ele mesmo. Seus temas são a noite de Nova York, a solidão e a vida dos vagabundos.

Título: Cenas de Nova York e outras viagens
Autor: Jack Kerouac
Nº de páginas: 64
Editora: L&PM
 

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