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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Especial de Final de Ano - Parte 5: Top 5 Melhores de 2011, Lista da Mari

Sem mais delongas, apresento os cinco livros eleitos para a minha lista de melhores do ano. Ótimos livros ficaram de fora, mas esses foram escolhidos por serem mais do que leituras e sim experiências literárias que me marcaram por apresentar algo novo, inusitado ou único. São eles:

5. Incidente em Antares – Érico Veríssimo

Desde que eu me entendo por gente ouço minha mãe dizer que eu PRECISO ler “O Tempo e o Vento” de Érico Veríssimo. Vontade eu tenho, mas sempre que penso que são sete livros de 400 e tantas folhas cada bate a preguiça. Explico: eu sei que se começar a ler, vou querer ler os sete livros na sequência e é justamente a idéia de ficar uns dois ou três meses com os mesmos personagens, sem intercalar com outra história, que me desanima. Mas eu estou fugindo do assunto. O que eu queria dizer é que foi por essa razão que eu escolhi outra obra de Erico Veríssimo para ler e devo dizer que “Incidente em Antares” foi uma ótima escolha. Veríssimo mistura ficção e realidade, dando uma aula de história enquanto conta a trajetória das famílias Campolargo e Vacariano, aliando tudo à comédia para contar uma trama absurda em um livro escrito com maestria. “Incidente em Antares”, além de ser um livro divertidíssimo, é literatura de qualidade.



4. Marina – Carlos Ruiz Zafón (RESENHA)

São tantos os elementos que fazem de “Marina” um livro único que é preciso ler para entender e para aqueles que leram não é preciso dizer mais nada. São poucas páginas, mas repletas de acontecimentos e sentimentos que me envolveram da primeira à ultima palavra. Para mim, que nunca havia lido Carlos Ruiz Zafón, foi o suficiente para me apaixonar pela narrativa e o mundo criado pelo autor.





3.A Estrela do Diabo – Jo Nesbo (RESENHA)

A trama é boa e a maneira como o autor a conduz também, mas o maior mérito do livro do Jo Nesbo é o seu personagem principal, o detetive Harry Hole, que parece saltar das páginas e ganhar vida. Com seus defeitos e qualidades, Hole me conquistou, garantiu um lugar à mesa no jantar do mês de novembro (veja AQUI) e é devido a ele que “A Estrela do Diabo” está nesta lista.





2. Os Homens que não Amavam as Mulheres – Stieg Larsson

Há uns dois anos eu havia lido o primeiro livro da trilogia millenium e, confesso, não havia gostado muito. Na época estava com pouco tempo para dar ao livro a atenção merecida e não conseguia ler muitas páginas por dia, o que prorrogou a minha leitura, me deixando com a impressão de que se tratava de um livro enrolado e lento, apesar de conter uma boa história. Mas algo me dizia que esse era um livro que merecia uma segunda chance e por isso, esse ano, quando o reli, mudei drasticamente muito de opinião. A trama do livro é de uma violência brutal, porém extremamente fascinante, e os personagens principais são impares e inesquecíveis. Arrisco dizer que qualquer um que leu “Os homens que não amavam as mulheres” concordaria comigo quando digo que este é um livro memorável.

Em breve, uma resenha especial sobre a trilogia Millenium.


1. Os 4 grandes – Agatha Christie (RESENHA)

Sabe a sensação de voltar para casa? De saber o que está esperando por você e ter a certeza que você vai se sentir bem ao chegar lá? Ler Agatha Christie é assim para mim. Eu sei o que vou encontrar ao abrir o livro: uma trama bem elaborada e construída em volta de personagens interessantes, repleta de pequenos detalhes importantes que, na maioria das vezes, passam despercebidos (porque ninguém sabe camuflar uma pista melhor que a Agatha) e tudo dosado da maneira ideal, contado sem enrolar o leitor e amarrando todas as pontas nas últimas paginas. Mesmo tendo essas altas expectativas, eu nunca me decepciono ao ler um Agatha Christie.
O top da minha lista de tops, a medalha de ouro, é para “Os 4 grandes” porque a Dama do Crime é insuperável e pronto!



Amanha, na reta final do nosso especial de final de ano, a parte 6: Top 5 livros mais desejados para 2012, Lista do Alê.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Especial de Final de Ano - Parte 4: Top 5 Melhores de 2011, Lista do Alê

Se os dias anteriores eram destinados a concessão da “Framboesa de Ouro” para os piores do ano do mundo literário, os dias de hoje e amanhã são destinados a entrega do Oscar. Quem terá sido o melhor autor? Quem terá criado a trama mais elaborada? Quais foram os personagens que conquistaram nossos corações? Ou os que despertaram um ódio intenso? Tudo isso na quarta e quinta parte, deste especial de fim de ano.

Em quinto lugar, O Poeta, de Michael Connelly (resenha em breve).
Confesso que estava na dúvida se incluía este livro na lista de melhores do ano. Em breve, a resenha será postada e destacarei mais especificamente os pontos positivos e negativos da trama. Porém, devo reconhecer duas qualidades marcantes no livro de Connelly: uma estória fascinante, somada ao fator tensão/adrenalina que se desenvolve do início ao fim da estória. Ou seja, você simplesmente não tem vontade de parar de ler o livro.
Some-se a isso: personagens bem construídos, um protagonista cativante, e uma boa narrativa, que faz com que você sinta como se participasse das investigações policiais. Contudo, algumas falhas, as quais serão esclarecidas na resenha, impediram um melhor posicionamento do livro, mas que, contendo tais qualidades, garantiu o seu lugar entre os melhores do ano.
Para Connelly, o prêmio de melhor autor da literatura policial na atualidade.

Embora apresente uma versão mais ligth (e até mesmo romântica) da Revolução Farroupilha, o livro é excelente. Seja pelos “personagens” que, embora reais, foram muito bem explorados; seja pela originalidade em contar uma estória conhecida por um prisma novo. Os capítulos alternados entre a narrativa da estória e trechos do diário da protagonista fazem com que a estória flua em um ritimo único, além de ter o condão de envolver o leitor ainda mais profundamente com os personagens. Na verdade, alguns personagens foram tão bem construídos que o leitor consegue, até mesmo, prever seus pensamentos, ações e emoções. Em suma, trata-se de uma estória cativante, além de interessante pelo conteúdo histórico, e que conseguiu demonstrar, senão todo, uma boa parte do talento da autora.
Para Letícia, o prêmio de melhor romance histórico.

terceiro lugar fica com Punição para a inocência, de Agatha Chrsitie (resenha em breve).
Creio que este livro seja uma das especialidades da Dama do Crime: fazer com que o leitor suspeite de todos os personagens, ao mesmo tempo, pois todos tem um motivo plausível para cometer o crime, sendo que, ao final da estória, a autora nos mostra sua genialidade: o verdadeiro culpado sequer perpassou por nossas mentes.
Neste livro a autora já parte de uma premissa interessante: se no seio familiar há um assassino, responsável por matar a matriarca, como discernir entre culpados e inocentes? Pois, mesmo que indiretamente, o inocente, tachado de possível criminoso, é indevidamente punido, seja pelos próprios familiares, seja pelos vizinhos fofoqueiros, seja pelos amigos.
Como mencionei na coluna "Quem vem para o jantar? # 04", Agatha Christie é a prova viva de que livros policiais não precisam de quinhentas folhas (vide Prazer de Matar) para ser bem contadas. Em Punição para a inocência encontramos mistério, suspense e uma reviravolta de tirar o fôlego, dosados na medida certa, nem mais, nem menos.
Para Agatha, o prêmio de melhor autora de livros policiais.

Em segundo lugar, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen.
Se não disse antes, digo agora: sou fã confesso e incondicional de Jane Austen (muito embora ainda não tenha lido a totalidade de sua obra, algo que deverá ser corrigido em 2012).
Muitas pessoas dizem que a linguagem da autora é arcaica, maçante e cansativa, porém, discordo profundamente: Austen escreve com uma classe e requinte que dificilmente é encontrado em outros autores. Não sei explicar essa “sofisticação”. Talvez seja oriunda da estrutura da frase, ou da escolha das palavras, ou ainda da pontuação. De qualquer forma, sua técnica perfeita gera livros com uma profundidade sem comparação.
Muito embora o pano de fundo seja semelhante com o de outros livros de sua autoria, Orgulho e Preconceito comprova o talento de Austen, que criou uma estória, além de universal, apaixonante, com uma trama criativa, e com personagens inesquecíveis. Trata-se de uma clássica estória de amor, que merece ser lida e relida.
Para Jane Austen, o prêmio de melhor clássico.

And the Oscar goes to... Digo, o melhor livro do ano é A Guerra dos Tronos, de George Martin.
Um resumo em duas palavras? Muito simples: épico e magistral. Queres mais palavras? Vamos a elas: sete reinos e um rei, cavaleiros e lordes, bastardos e mercenários, intrigas e conspirações, batalhas e disputas.
Destaque para os personagens, construídos e explorados com maestria, fazendo com que o leitor os conheça profundamente, além de amá-los ou odia-los. Com tais personagens, impossível permanecer indiferente. Embora sejam muitos os personagens, nenhum deles está ali por acaso. Todos foram criados com um propósito específico, e não somente para enrolar o leitor. E sendo uma saga, os personagens não permanecem estáticos, mas crescem, evoluem e amadurecem ao longo da trama, mas de uma forma natural. Por fim, embora seja um tanto quanto injusto escolher os melhores personagens, vamos a eles: o bastardo (John), o anão (Tyrion) e a rainha (Cersei). Acho suas estórias pretéritas tão interessantes quanto seus futuros são prometedores.
Além dos personagens, merece destaque a trama: embora o início do livro apresente uma gama imensa de personagens e estórias paralelas, a partir de certo momento o leitor percebe como todas elas irão se cruzar, algumas delas nos próximos capítulos, enquanto outras somente nos próximos volumes da saga.
As Crônicas de Gelo e Fogo são exatamente isso: uma saga, épica e magistral.
Para Martin, o prêmio de melhor revelação e de melhor criação (estória, trama e personagens).

Amanha, a quinta parte do nosso especial de final de ano: Top 5 Melhores de 2011 - Lista da Mari.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Especial de Final de Ano - Parte 3: Top 5 Piores de 2011, Lista da Mari

Antes de começar a minha lista, gostaria de comentar algo que talvez nem precisasse ser comentado, afinal, ninguém começa a ler um livro já acreditando de antemão que ele se revelará uma decepção, certo? Mas é essa a essência da minha lista. As maiores decepções literárias que tive em 2011. Aqueles livros que eu comecei a ler com expectativa e que se revelaram muito diferentes daquilo que acreditei que seriam. Eis os cinco piores do ano:

5. 007 Cassino Royale - Ian Flemming

Relutei muito ao colocar esse livro na lista e devo me justificar, já de inicio, dizendo que Cassino Royale não é um livro ruim, mas é o maior exemplo que posso dar de decepção. Sabe o 007 que conhecemos dos filmes? O implacável, sofisticado e sedutor agente britânico? Não vi a menor sombra dele. Sabe as cenas de ação típicas dos filmes do 007? Não encontrei nenhum vestígio delas, pelo contrario. Alguns trechos são cansativos ao extremo (principalmente as cenas do cassino) e a trama deixa a desejar em acontecimentos.
É possível que em Cassino Royale, Flemming ainda não nos apresente um James Bond no auge de sua forma por essa se tratar de sua primeira aventura, que seria uma espécie de introdução ao mundo do personagem (como comentou o Alê em sua resenha), mas mesmo reconhecendo isso, é impossível não sentir um pontinha de decepção ao terminar a leitura.


4. Honra ou Vendetta - Silvio Lancellotti

Eu adoro uma boa história de máfia. Devido a isso quando descobri “Honra ou Vendetta” achei premissa do livro irresistível. A mescla de ficção e realidade em uma trama que contaria a verdadeira história da máfia. Quase comecei a ler ali mesmo, em frente a prateleira da bilioteca.
Contando rapidamente, é a história de um homem, possivelmente mafioso, que planeja uma vingança contra as pessoas que assassinaram sua mulher e seus filhos (esse é o núcleo fictício da trama) e revela a uma jornalista e a um policial a origem da máfia (esses são os fatos verídicos). Ou seja, seriam duas historias interessantes contadas paralelamente. Mas então eu comecei a leitura e meu problema com “Honra ou Vendetta” teve inicio com os personagens fictícios que não me conquistaram, voltando o meu interesse exclusivamente à história verdadeira da máfia, que tinha tudo para ser interessantíssima, mas na qual eu me perdi. Eram tantos nomes, tantas cidades, tantos acontecimentos que chegou um ponto em que eu já não sabia quem era quem, quem pertencia a qual família, quem havia traído quem ou matado quem e assim por diante. Foi uma confusão de mafiosos na minha mente da qual eu só encontrava alivio com os personagens fictícios (que, como eu disse, não me interessavam).
Lembra quando eu disse que adoro uma boa historia de máfia? Pois é, foi por isso que eu não gostei de “Honra ou Vendetta”. Não era uma BOA história de máfia. E de qualquer forma, os Corleones são imbativeis.

3. 120 Horas - Luis Eduardo Matta

Mais uma história que tem origem em meus passeios pela biblioteca. Foi lá que descobri “120 Horas” e me deparei com uma sinopse que prometia conspirações, intrigas internacionais, atentados terroristas, desaparecimentos, seqüestros entre outros elementos me levando a pensar que tinha em mãos uma trama de tirar o fôlego. Não foi nada disso. Sabe aquele livro que você lê e depois não tem ao menos lembrança de ter lido, ou seja, que você leu, mas o livro não marcou em absolutamente nada? “120 Horas” foi assim para mim. Sua trama e seus personagens nada significaram e a verdade é que eu só lembrei do livro porque, ao preparar a parte 1 desse especial, me deparei com o título na minha lista de leituras do ano. “120 Horas” foi apenas isso: um título na lista.


2. O Quarto Pecado Mortal – Lawrence Sanders

O assassinato de um psiquiatra tendo como suspeitos alguns de seus problemáticos pacientes. Não é uma sinopse de tirar o fôlego, mas promete apresentar personagens com conflitos interessantes. Eu não sei se tenho como explicar o quanto "interessante" é o ultimo adjetivo que posso impregar ao livro de Sanders, portanto, vou me limitar ao seguinte: deixando de lado algumas coisas que me incomodaram durante o livro inteiro (como por exemplo, o fato de o falecido psiquiatra revelar detalhes dos casos dos pacientes para esposa – alguém já viu uma coisa dessas? – e o detetive que contava para a esposa detalhes do caso em que trabalhava e, apresentando as evidencias a ela, pedia sua opinião sobre o homicídio – aparentemente o autor tem uma certa compulsão em compartilhar tudo com a esposa) ao final me deparei com uma história não apenas previsível como também recheada de clichês que se alastravam das ações dos personagens à narrativa do autor. Um desastre!


1. Vento Sudoeste - Luiz Alfredo Garcia-Roza

Sem duvida o pior livro que li esse ano (veja a resenha AQUI), “Vento Sudoeste” é aquele tipo de livro que poderia ser muitas coisas e acaba se revelando algo completamente diferente do esperado (e não no bom sentido). Na verdade, acaba por se revelar um grande nada! Eu previ que a história poderia tomar mil rumos diferentes. Todos igualmente interessantes que poderiam culminar em desfechos inusitados e surpreendentes. O que encontrei? Uma história medíocre na qual parece que o autor teve preguiça de desenvolver os personagens. Quando fechei o livro, meu pensamento foi: “Que perda de tempo!”



OBS.: Menção "desonrosa" para "A Cruzada de Ouro" de David Gibbins que só não entrou na lista porque terminei a leitura ontem (dia 30/12/11), portando, depois deste post ser publicado. Caso contrário, o livro estaria aqui em posição de honra, digo, desonra. Resenha em breve.


Amanha, a quarta parte do nosso especial de final de ano: Top 5 Melhores de 2011 - Lista do Alê

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Especial de Final de Ano - Parte 2: Top 5 Piores de 2011, Lista do Alê.

Você já deve ter ouvido falar na Framboesa de Ouro (Razzie Award), uma paródia do badalado Academy Award, vulgo Oscar, certo? Se nunca ouviu falar, creio que a menção da palavra “paródia” é suficiente para permitir que você deduza que são “laureados” com a Framboesa de Ouro os piores filmes do ano, nas mais diversas categorias.

Infelizmente, o mundo literário não está imune a obras de má qualidade, e também nos brinda com alguns livros dignos de serem premiados com a dita Framboesa. Então, conheça agora os livros que ficaram na categoria Piores de 2011, na minha modesta e humilde opinião, neste especial de final de ano.

O quinto lugar fica com O garoto que seguiu Ripley, de Patrícia Highsmith.
Para ser sincero eu não queria ter colocado esta autora na lista dos piores do ano mas, optando pela honestidade, fiquei sem escolhas. Vamos aos motivos: estória fraca somada a um personagem irritante, qual seja, o garoto que dá título ao livro. Tudo o que ele falava, sentia, pensava ou fazia, me irritava e me arrancava suspiros do tipo “Arrrgg”. Se não fosse pela presença do Ripley, a posição do livro nesta lista teria sido muito pior. E sim, nem mesmo um personagem tão interessante quanto Ripley conseguiu salvar o livro.

Em quarto lugar, Além do Planeta Silencioso, de C.S. Lewis.
Novamente, não gostei de colocar Lewis nesta lista, pois acho que ele seja um escritor muito bom, mas verdade seja dita. Antes de mais nada, devo confessar que existe a possibilidade de que tenham faltado células cinzentas deste que vos fala, mas o livro em questão não me conquistou. Não sei se foi o ritmo mais pacato da estória, ou seu caráter mais filosófico, o que sei é que ao findar da leitura disse: “Tá, e daí?”. Em suma, esperava mais do autor de As crônicas de Nárnia.

O terceiro lugar vai para A Zona Azul, de Andrew Gross.
Uma trama muito boa, com personagens interessante, mas que poderiam ter sido mais explorados. Então qual foi o problema, você deve estar se perguntando. Lhe respondo: a falta de habilidade do autor para escrever é abismal. Credo. Nunca li um livro tão mal escrito. Faltou técnica mesmo, e como fez diferença. Nem mesmo uma estória que prometia ser bem interessante conseguiu disfarçar a incompetência de Gross.

Em segundo lugar: A Farsa, de Christofer Reich.
Embora o título seja brega mesmo, a sinopse prometia algo mais interessante. Algo como espionagem, com pitadas de aventura e ação. Porém, ficou só na promessa. Uma estória forçada e muito previsível, com personagens que não cativaram. Falhas na técnica também, mas não tão grave quanto as de Andrew. Ao final da leitura, também conseguiu me arrancar um “Tá, e daí?”, somado a um "Grande coisa.".

E agora que rufem os tambores. A Framboesa de Ouro vai para... Digo, o pior livro do ano é Prazer de matar, de Julie Garwood.
Não se deixe enganar por esta capa instigante, pois foi o que aconteceu comigo, que ficou impressionado e atraído pela semelhança com a série Dexter. Mas a semelhança com Dexter ficou somente na capa e no título, e não na qualidade.
Sem a menor sombra de dúvidas, este foi o pior livro que li neste ano, quiçá, em toda a minha vida. Pretensioso, com personagens fracos e com a profundidade de um pires, e com uma trama apelativa e previsível. As quinhentas e poucas páginas poderiam ter sido reduzido pela metade tranquilamente. Até hoje tenho medo de aproximar dos livros da Julie Garwood.

E você, caro leitor, quais foram os piores livros que leu neste ano? Deixe seu comentário e nos conte.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Especial de Final de Ano - Parte 1 - Livros Lidos em 2011

Final de ano combina com lista, não é mesmo? E aqui no Além da Contra Capa nós não podíamos deixar de fazer as nossas listas literárias. Por isso, nessa ultima semana de 2011 estaremos recapitulando as leituras que fizemos ao longo desse ano numa série de posts especiais que serão publicados todos os dias. Comentaremos o melhores e os piores livros lidos esse ano e ainda os livros que desejamos ler em 2012.

Hoje, começaremos apenas listando os livros que lemos para despertar a curiosidade de vocês a respeito do que virá pela frente ao longo dessa semana. Muitos deles foram resenhados ao longo desses três meses de existência do blog, o que já dá algumas pistas sobre quais entrarão na lista de piores e quais serão considerados os melhores livros do ano. Façam suas apostas!



Livros Lidos em 2011 – Lista da Mari

1. O Ônus da Prova – Scott Turow
2. O Mistério do Trem Azul – Agatha Christie
3. O Cão dos Baskervilles – Arthur Conan Doyle
4. O Vendedor de Armas – Hugh Laurie
5. Para Sempre ou Nunca Mais – Raymond Chandler
6. Persuasão – Jane Austen
7. Comer, Rezar, Amar – Elizabeth Gilbert
8. O Visitante Inesperado – Agatha Christie
9. Tragédia da Rua da Praia – Rafael Guimarães
10. Incidente em Antares – Érico Veríssimo
11. 120 Horas – Luis Eduardo Matta
12. Honra ou Vendetta – Silvio Lancellotti
13. Perdas e Ganhos – Lya Luft
14. Rei Lear – William Shakespeare
15. O Quarto Pecado Mortal – Lawrence Sanders
16. 007 Cassino Royale – Ian Fleming
17. Seguindo a Correnteza – Agatha Christie
18. Ripley Subterrâneo – Patricia Highsmith
19. O Jogo de Ripley - Patricia Highsmith
20. Os Homens que não amavam as mulheres – Stieg Larsson
21. A Menina que Brincava com Fogo - Stieg Larsson
22. A Rainha do Castelo de ar - Stieg Larsson
23. Crimes - Ferdinand Von Schirach
24. Sr. e Sra. Smith - Cathy East Dubowski
25. E no final a morte – Agatha Christie
26. Echo Park – Michael Connelly
27. Em outras palavras – Lya Luft
28. Vento Sudoeste – Luiz Alfredo Garcia-Roza
29. O Relato de Arthur Gordon Pym – Edgar Allan Poe
30. Medo de Tiro e outras histórias – Dashiell Hammett
31. O Mirante – Michael Connelly
32. A Noite da Encruzilhada – Georges Simenon
33. Feliz por nada – Martha Medeiros
34. A Estrela do Diabo – Jo Nesbo
35. Alta Tensão – Harlan Coben
36. Que Loucura! – Woody Allen
37. O Sono Eterno – Raymond Chandler
38. Eu sei o que você está pensando – John Verdon
39. Marilyn e JFK – François Forestier (resenha em breve)
40. Dança da Morte – Douglas Preston e Lincon Child
41. Marina – Carlos Ruiz Zafón
42. Os 4 Grandes – Agatha Christie
43. Acima de Qualquer Suspeita – Scott Turow
44. A Síndrome de Copérnico – Henri Loevenbruck (resenha em breve)
45. A Cruzada do Ouro - David Gibbins (resenha em breve)





Livros Lidos em 2011 – Lista do Alê



1. A Farsa, Christofer Reich
2. Orgulho e Preconceito, Jane Austen
3. Persuasão, Jane Austen
4. Voz do que clama no deserto, vol. 1, Daniel e Isabela Mastral
5. Além do Planeta Silencioso, C.S. Lewis
6. Mentes Perigosas, Ana Beatriz Barbosa Silva
7. Sr. & Sr. Smith, Cathy East Dubowski
8. O amor venceu o medo, Dan Baumann
9. O misterioso caso de Styles, Agatha Cristie
10. Voz do que clama no deserto, vol. 2, Daniel e Isabela Mastral
11. Nada dura para sempre, Sidney Sheldon
12. Prazer de Matar, Julie Garwood
13. Cassino Royale, Ian Flemming
14. Zona Azual, Andrew Gross
15. Ripley Subterrâneo, Patricia Highsmith
16. O Jogo de Ripley, Patricia Highsmith
17. A Guerra dos Tronos, George Martin
18. O garoto que seguiu Ripley, Patricia Highsmith
19. A casa das sete mulheres, Letícia Wierzchowski
20. O Mirante, Michael Connelly
21. Diário de uma paixão, Nicolas Sparks
22. Echo Park, Michael Connelly
23. Desaparecido para sempre, Harlan Coben
24. Macaco de Pedra, Jeffrey Deaver
25. Eu, robô, Isaac Asimov
26. Um amor para recordar, Nicolas Sparks (resenha em breve)
27. A abadia de Northanger, Jane Austen (resenha em breve)
28. Dragões de Eter, Raphael Draccon
29. Punição para a inocência, Agatha Christie (resenha em breve)
30. O poeta, Michael Connelly (resenha em breve)




Vocês devem ter percebido que alguns títulos figuram em ambas as listas. Por isso, decidimos eleger, dentre os livros que lemos em comum esse ano, quais foram os três melhores. Eis os escolhidos:

1. Echo Park – Michael Connelly

Um dos livros mais famosos de Michael Connelly, Echo Park é um suspense que conta com uma trama bem construída, muita ação e um final que, mesmo não sendo de tirar o fôlego, é bastante satisfatório e deixa os fãs querendo mais do detetive Harry Bosch.

2. Ripley Subterrâneo – Patricia Highsmith

O segundo livro em que a autora apresenta o intrigante e fascinante Tom Ripley é uma aventura traiçoeira e bastante perigosa, digna das artimanhas de seu protagonista.

3. Sr. e Sra. Smith - Cathy East Dubowski

A versão literária do filme estrelado por Brad Pitt e Angelina Jolie apresenta os mesmos elementos da obra cinematográfica: a mistura perfeita entre comédia e ação e não decepciona àqueles que se apaixonaram pelo casal Smith nos cinemas.


Amanha, a segunda parte do nosso especial de final de ano: Top 5 Piores de 2011 - Lista do Alê

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Especial Halloween – Top 5 Livros de Terror

Pode ser um livro ou um filme. Pode ser uma história que faz você se assustar e gritar enquanto agarrado em uma almofada ou embaixo das cobertas ou uma cujos efeitos se prolongam e deixam você olhando desconfiado para o movimento de uma sombra ou um ruído desconhecido, sentindo medo por dias. Não importa qual o estilo, a pergunta é: Quem resiste a uma boa história de terror?

Claro que tramas assustadoras como essas são bem vindas o ano inteiro, mas o halloween faz com que fiquem com um gostinho especial, não é mesmo? Pensando nisso, resolvi aproveitar a data e selecionei cinco livros do gênero para comentar aqui hoje. São todos clássicos, todos imperdíveis e todos assustadores.

Frankenstein – Mary Shelley

Independente de terem lido o livro ou não, todos estão familiarizados com a figura alta, esverdeada, cheia de cicatrizes a que chamamos de Frankenstein. O que nem todos sabem é que, originalmente no livro, não é a criatura, ou seja, o mostro, que se chama Frankenstein e sim o homem que a criou e depois a renegou assustado com sua própria criação, levando-a a vagar sem rumo disseminando medo.
Lembro de ter sentido pena da criatura ao ler “Frankenstein” e isso foi um dos aspectos que mais me chamou atenção no livro: você sente medo e entende a repugnância que o mostro gera nos outros, e no próprio Dr. Frankenstein, mas é quase impossível não considerar triste a jornada do chamado “monstro”.
De qualquer forma, como já mencionei anteriormente, a figura criada por Mary Shelley se tornou lendária e seu livro merece ser lido, nem que seja para conhecer essa personagem em sua verdadeira essência.

Drácula – Bram Stoker



Em uma época em que vampiros estão na moda, nada melhor do que relembrar este que é o vampiro mais famoso de todos os tempos: o Conde Drácula.
Conhecemos Drácula através de Jonathan Harker: um hóspede do conde que aos poucos percebe as estranhezas que ocorrem ao seu redor (destaque para as medonhas três mulheres) e tomado pelo medo trata de fugir do castelo, pois já não é mais um mero convidado e sim um prisioneiro.
Jonathan tem uma noiva, Mina, que por sua vez tem uma amiga, Lucy que se torna vítima de Drácula. É angustiante acompanhar a deteriorização de Lucy, enquanto aqueles que estão ao seu redor não sabem o que fazer para salvá-la. É assim que entra na história outra figura bastante conhecida, que talvez muitos não saibam que tem origem em Drácula: o professor Van Helsing.
Um ser que se alimenta de sangue, dorme em caixões, é morto-vivo, pálido e tem a habilidade de se transformar em morcego. “Drácula” nos apresenta a figura do vampiro tradicional que conhecemos.

Carrie – Stephen King



Carrie é uma adolescente que se sente desconfortável no mundo. Excluída no colégio e criada por uma mãe fanática religiosa, a menina se sente inadequada em qualquer situação. É em um desses momentos de frustração que Carrie percebe que possui estranhos poderes: sua mente é capaz de mover os objetos.
A história de Carrie torna-se verdadeiramente assustadora no baile do colégio. Após ser humilhada por seus colegas a menina vinga-se de todos que a ridicularizaram durante sua vida inteira, confrontando inclusive sua mãe, em uma sequencia de eventos arrepiantes e trágicos.
Ao contrário dos livros de Bram Stoker e Mary Shelly que são narrativas mais, digamos, rebuscadas, “Carrie” é uma leitura fácil, mas nem por isso menos assustadora, e que pode ser lida rapidamente (se não me falha a memória, li o livro em apenas dois dias) absorvendo todo o seu impacto de uma só vez.

Horror em Amityville - Jay Anson

Possivelmente o título menos conhecido dessa lista, mas nem por isso menos assustador, conta a história de uma família que se muda para uma casa onde há muitos anos uma família inteira foi assassinada e coisas estranhas (muito estranhas) começam a acontecer com os novos moradores.
Pode até parecer meio clichê se não fosse pelo fato de que se trata de uma história verídica. Isso mesmo. “Horror em Amityville” foi inspirado em fatos reais e isso, sem sombra de dúvida, deixa o livro ainda mais medonho.
Para ter uma idéia do quão assustador é o livro, eu li há mais de dez anos e ainda sou capaz de lembrar nitidamente de alguns dos arrepiantes acontecimentos.

O Iluminado – Stephen King

E o melhor foi guardado para o final: “O Iluminado”, livro de Stephen King que deu origem ao igualmente excelente filme homônimo de Stanley Kubrick, com Jack Nicholson no papel principal.
Em “O Iluminado” a família do escritor Jack Torrance se muda para o hotel Overlook a fim de cuidarem do estabelecimento durante o inverno, época essa em que o hotel fica isolado. Mas esse não é um hotel qualquer. Ele tem estranhas forças sobrenaturais que tendem a possuir os visitantes e, no caso da família Torrance, acabam por possuir o patriarca, vítima fácil graças a fragilidade de seu espírito devido a problemas com alcolismo.
Em se tratando de história de terror, acho que “O Iluminado” não deixa a desejar em nenhum aspecto. O livro é tenso e assustador da primeira à ultima página e, no caso do filme, da primeira a última cena. E já que mencionei o filme, vale dizer que mesmo que você tenha assistido, não deixe de ler o livro, pois há diferenças entre as duas obras e o final do livro é bem mais interessante.

Então era isso. Se vocês tiverem outras dicas de livros de terror, nos deixem um recado.

Encerro relambrando uma das passagens clássicas de “O Iluminado” para deixa-los com no clima sinistro de halloween e, claro, fazer com os que ainda não leram o livro fiquem com mais vontade de ler: REDRUM!

Um ótimo Halloween a todos!
 

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