Está no ar mais um Especial de Fim de Ano no Além da Contracapa. Quem acompanha o blog há mais tempo, já sabe o que vem por aí. Para quem nunca viu os nossos especiais, eis uma breve explicação: todo ano, fazemos um especial dividido em três partes. Na primeira, comentamos como foram as leituras dos livros que, no especial do ano anterior, elegemos como as nossas maiores expectativas para esse ano. Na segunda, vocês ficam sabendo quais foram as nossas melhores leituras de 2017. Por fim, contamos para vocês quais os livros que estão no topo da nossa lista de desejados para 2018.
Na segunda parte do especial deste ano, vocês podem conferir o nosso Top 3 Melhores Leituras de 2017.
Na segunda parte do especial deste ano, vocês podem conferir o nosso Top 3 Melhores Leituras de 2017.
3º lugar: Tormenta de Fogo
E pelo segundo ano consecutivo, Brandon Sanderson emplacou um livro nas minhas melhores leituras do ano. O que mais se destacou em Tormenta de Fogo, o segundo livro da série Executores, é como o autor conseguiu explorar todo o potencial do universo que criou, o que me deixou abismado com a complexidade da estória e com a genialidade de Sanderson. Mais uma vez preciso elogiar a narrativa que é envolvente a ponto de ser impossível largar o livro, especialmente no final, quando o ritmo se torna ainda mais acelerado. Já disse e repito: a série Executores certamente é uma das mais originais que tenho acompanhado nos últimos anos e Tormenta de Fogo provou que Sanderson é um dos mais relevantes autores de fantasia da atualidade. (Alê)
3º lugar: A Lógica Inexplicável da Minha Vida
Uma das minhas grandes expectativas literárias para 2017 (sobre a qual eu nem sabia muito a não ser o nome do autor) se revelou um livro sensível, por vezes melancólico, por outras engraçado e totalmente adorável sobre uma fase da vida em que nos questionamos sobre quem somos e quem queremos ser. Muito mais do que um Young Adult sobre autodescoberta e amadurecimento, “A Lógica Inexplicável da Minha Vida” envolve temas como amor, amizade, família e luto em uma história repleta de personagens cativantes passando por momentos com os quais qualquer leitor é capaz de se identificar. Por ter me feito, literalmente, abraçar o livro em alguns momentos, mereceu o terceiro lugar. (Mari)
2º lugar: Os Miseráveis
Há anos eu desejava ler a obra-prima de Victor Hugo, sendo que o livro até mesmo entrou na minha lista de mais desejados de 2016. Por causa do tamanho, só consegui ler Os Miseráveis este ano e certamente foi um dos clássicos mais marcantes que já li. A estória de Jean Valjean, um homem que ficou preso por dezenove anos por roubar um pedaço de pão, mexeu comigo de uma forma que poucos livros conseguiram. Victor Hugo não poupa o leitor e testemunhamos a miséria dos personagens de perto, vendo como suas vidas vão degradando e como perdem sua humanidade. As vidas e estórias que se entrelaçam em Os Miseráveis são intensas e também nos fazem refletir sobre a sociedade em que vivemos, pois a pobreza e a miséria continuam sendo uma realidade. Entretanto, preciso fazer um registro: a partir da metade do livro, com a introdução de novos personagens e um novo pano de fundo, confesso que não senti a mesma conexão com a obra. Mas mesmo não tendo apreciado o livro em sua totalidade, a estória de Os Miseráveis é inesquecível, um verdadeiro “tapa na cara” e que certamente merece ser reconhecido com uma obra-prima da literatura universal. (Alê)
2º lugar: Foi Apenas um Sonho
Um casal em crise. Essa é basicamente a premissa de “Foi Apenas um Sonho”, o que prova, mais uma vez, que não é uma premissa sensacional que dá forma a um livro sensacional e sim bons personagens e uma boa narrativa. E isso o livro de Richard Yates tem de sobra. O mais incrível é que tanto Frank quanto April não são personagens aos quais nos afeiçoamos. Não só nenhum deles é carismático o suficiente para isso como seus problemas são cotidianos demais. E é esse detalhe a chave para o brilhantismo do livro: Frank e April são pessoas comuns, com problemas comuns. Seus questionamentos, angústias e tristezas já estiveram em todos nós. Eles são um desastre como casal porque são, individualmente, desastrosos como pessoas - infelizes e frustrados – e não por grandes eventos. Isso não só dá aos personagens profundidade como dá intensidade e cada frase do livro parece ferver e transbordar. Por ter sido a leitura mais intensa e humana do ano, levou o segundo lugar. (Mari)
1º lugar: O Pacifista
A estória de Tristan — um jovem de 21 que sobreviveu ao front de guerra e não consegue enfrentar o passado — foi uma das mais emocionantes que já li, a ponto de me levar às lágrimas quando terminei a leitura. A trama é relativamente linear e não conta com grandes reviravoltas, mas os conflitos entre os personagens são tão reais e verossímeis que prendem totalmente a atenção do leitor. Boyne aborda com delicadeza a temática LGBT, porém, é impressionante sua capacidade de mostrar sentimentos de forma sútil. Vemos a todo o instante a culpa, o preconceito e a falta de aceitação, mas em nenhum momento o autor precisa verbalizar tais elementos. Outro aspecto que me chamou atenção é como o livro dialoga com a dualidade coragem/covardia, mostrando que todos são capazes de expressar tais atitudes. Em resumo, digo que Boyne acertou em cheio em todos os aspectos: dos personagens bem desenvolvidos a narrativa sensível e envolvente, além de uma trama bem amarrada. O Pacifista foi uma estória comovente e que certamente lembrarei por muitos anos. (Alê)
1º lugar: O Livro dos Baltimore
Com que frequência um livro corresponde a todas as nossas altas expectativas sobre ele? Mas aqui está: minha maior expectativa de 2017 se tornou, de fato, a minha melhor leitura do ano e me deixou sonhando com o próximo livro de Joël Dicker. Assim como os outros livros que entraram nesse top, “O Livro dos Baltimore” não tem uma premissa fantástica. É basicamente um drama familiar que flerta com o suspense, mas Joël Dicker tem o poder de construir suas tramas de um jeito que você simplesmente não sabe dizer porquê elas são tão boas, mas simplesmente não consegue desgrudar do livro (e mesmo quando desgruda, leva os personagens com você e fica pensando neles, porque eles se tornaram reais a esse ponto). A história da família Goldman, em especial dos primos Marcus, Woody e Hillel, e o misterioso Drama (assim mesmo, com D maiúsculo) que mudou a dinâmica da família é completamente envolvente, cheia de nuances e perspectivas. Um verdadeiro quebra-cabeças que é um prazer montar aos pouquinhos, entre idas e vindas do passado para o presente. Por ser, de longe, a leitura mais envolvente do ano, “O Livro dos Baltimore” ganha o primeiro lugar da minha lista. (Mari)



















