quarta-feira, 4 de junho de 2014

RESENHA: O Lírio Dourado

"Quando se passa a maior parte do tempo vivendo entre vampiros e meio-vampiros, transportando-os para que consigam sangue, e ocultando a existência deles do resto do mundo... bem, isso meio que dá uma perspectiva diferente da vida. Já havia presenciado batalhas sangrentas entre vampiros e visto proezas mágicas que desafiavam todas as leis da física que eu conhecia. A minha vida era uma luta constante para reprimir meu medo do inexplicável e tentar, desesperadamente, encontrar uma maneira de explicá-lo." (MEAD, 2013, p. 07/08). 

***

Após a leitura de Laços de Sangue, estava curioso para ver como Richelle Mead daria sequência a saga da alquimista Sydney Sage, e mesmo conhecendo o potencial da autora, admito que me surpreendi da primeira a última página. 

ATENÇÃO: a sinopse (parágrafo abaixo) CONTÉM SPOILERS de Laços de Sangue, primeiro volume da série BloodlinesO restante da resenha é SPOILER FREE.

Sydney permanece em Palm Springs, sendo responsável por manter Jill Dragomir, a princesa Moroi,  a salvo de qualquer perigo a fim de evitar uma guerra civil entre os vampiros e suas nefastas consequências. Além disso, Sydney igualmente dá suporte a uma equipe que busca descobrir uma forma de impedir a transformação em Strigoi, uma raça de vampiros cruéis e imortais.

Para aqueles que acompanham muitas sagas ao mesmo tempo ou que não possuem a melhor das memórias (ou, ainda, os que se encaixam em ambas as hipóteses, como este que vos fala), trago uma boa notícia. Nos primeiros capítulos a autora tem a sensibilidade de relembrar os principais eventos do livro anterior, o que situa o leitor no contexto da série.

A primeira coisa que salta aos olhos em O Lírio Dourado é a narrativa extremamente envolvente, ponto este que sempre destaco nas resenhas das obras da autora. Porém, neste livro Mead conseguiu se superar, me obrigando a ler mais de duzentas páginas no primeiro dia de leitura e admito que apenas a interrompi porque não consegui vencer o sono para ler mais.

Creio que uma das razões que tornou a narrativa de Mead ainda mais viciante foi o ritmo da estória. Ao contrário do primeiro livro da saga, O Lírio Dourado conta com doses muito maiores de ação e reviravoltas, as quais não se concentram apenas no final da obra. Além disso, o desenrolar da trama se dá numa cadência crescente, aumentando a expectativa do leitor a cada capítulo. 

Ainda me espanta a facilidade com que a autora mescla inúmeros elementos distintos. Apesar da obra ser eminentemente de fantasia, Mead consegue temperá-la com aventura, suspense, humor e romance, entretanto, sem forçar tais elementos para dentro da estória. 

Sydney continua sendo uma protagonista ímpar. Sua mente extremamente analítica consegue perceber todos os fatos que se passam ao seu redor, mas ela se mostra ignorante no que diz respeito as interações sociais. O crescimento da personagem também chama atenção, principalmente quando as situações que ela vivencia em virtude de sua missão colocam em xeque valores e princípios dos alquimistas, nos quais ela acreditou por toda sua vida. 

Fica claro que Mead demonstra ter completo domínio sobre a estória. A linha mestra da série está em franco desenvolvimento, mas, paralelamente a isso, também há uma linha mestra para o livro em si. Como sempre podemos esperar da autora, os ganchos deixados para as sequências são dos mais promissores e aumentam ainda mais a expectativa para o próximo volume da série, O Feitiço Azul

Minha única crítica se resume a insistência da autora em deixar pistas sobre algo que eu já suspeitava que iria acontecer desde o primeiro volume. Não que tais indicativos não fossem necessários mas, ao errar na dosagem, Mead "estragou" a surpresa.  

Nunca estive tão convencido de que Richelle Mead é o tipo de escritora que sabe o que faz. Muitos criticam as temáticas que a autora aborda ou a alta quantidade de sua produção literária (em 2013, Mead publicou três livros), mas a verdade é que seus personagens são cativantes, seu texto é viciante e sua imaginação não tem limites. E isso é mais do que suficiente para fazer um leitor feliz. 

Título: O Lírio Dourado – Bloodlines 2 (exemplar cedido pela Editora)
Autora: Richelle Mead
N.º de páginas: 418
Editora: Seguinte

5 comentários:

Gabriela Cerutti Zimmermann disse...

Vejo vários elogios a narrativa de Richelle e até tenho uma certa vontade de ler as séries Vampire Academy e Bloodlines, mas ainda tenho um certo trauma de vampiros. Mas quem sabe um dia? Ótima resenha.

Abraço!
http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

rafaela disse...

Eu sou apaixonada por VA, e estou louca pra ler essa série, eu sou apaixonada pelo Adrian, e vou me apaixonar mais ainda ver ele com a Sidney *u*
Eu até tenho os dois primeiros livros de Bloodlines, mas queria esperar lançar todos os livros pra começar, só não sei se aguento :P
Beijos!

pamela mendes disse...

Eu esto louca pra começar essa série, mas só vou ler ela quando acabar de ler VA e eu ainda estou no livro Promessas de Sangue, então deve demorar um pouco pra ler ainda =P
Eu já só apaixonada pelo Adrian desde o segundo livro, e tenho certeza que vou me apaixonar por Bloodlines também. A Sydney eu não sei quem é, ela não apareceu anda...
Bjss

Aline Ramos disse...

Eu amo tudo que a Richelle escreve..e o livro Laços de Sangue foi perfeito...e pelo que vi de sua resenha sei que vou amar Lírio Dourado..etou ansiosa pra ler e ter... Amei sua resenha, sem contar que a capa é linda.

bjs

Nardonio disse...

Sempre leio resenhas positivas em relação aos livros da autora, mas ainda não li nada dela. Apesar de ter um pé atrás com livros que tenham vampiros como personagens importantes na trama, fiquei um pouco interessado em ler essa série, pois esses outros elementos (narrativa ágil, ritmo da trama interessante, reviravoltas, suspense, ação, mistério, etc.) me agradam bastante. Vamos ver se consigo ler em breve.

Seguidor: DomDom Almeida
@_Dom_Dom

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