sábado, 9 de novembro de 2019

RESENHA: Mortos não contam segredos

Mortos não contam segredos / Karen M.McManusNo ano passado, tive uma grata surpresa com “Um de nós esta mentindo”, livro de estreia de Karen M. McManus que se revelou um envolvente YA ao melhor estilo whodunnit. Por isso, quando o segundo livro da autora foi lançado fiquei curiosa para conferir essa nova história.

A cidadezinha de Echo Ridge já passou por alguns momentos trágicos. Há cinco anos, Lacey, a rainha do baile da escola, foi assassinada e seu assassino nunca foi descoberto. Agora, Ellery e, seu irmão gêmeo, Ezra chegam na cidade para passar uma temporada com avó, enquanto a mãe se recupera em um clínica de reabilitação. Eles também têm sua tragédia familiar. No ano em que sua mãe foi rainha do baile, a irmã dela desapareceu sem deixar vestígios. Agora que eles estão de volta à cidade, estranhas ameaças começam a surgir em todos os lugares e os alvos parecem ser novamente as rainhas do baile.

A narrativa se divide entre o ponto de vista de Ellery e Malcon, um dos amigos que ela e seu irmão fazem ao chegar na cidade. Confesso que para mim não ficou clara a necessidade da autora em empregar duas narrativas já que as descobertas correm paralelas para os dois personagens e eles compartilham um com o outro cada nova pista.

Ellery é uma personagem curiosa. Tendo crescido com o silêncio da mãe a respeito do desaparecimento da tia, se tornou obcecada por estudar crimes reais, de forma que cai de para-quedas nos acontecimentos de Echo Ridge e conduz sua própria investigação. Aliás, fiquei me perguntando se o nome da personagem seria uma homenagem a Ellery Queen’s Mystery Magazine, lendária revista de histórias de mistério.

“El, estamos aqui há três semanas. Até agora reportamos um cadáver para a polícia, conseguimos empregos em uma cena de crime e viramos alvos de um perseguidor de rainhas de baile.” (McMANUS, 2019, p. 103)

Em “Mortos não contam segredos” muitos mistérios se entrelaçam. Temos o desaparecimento de Sarah (tia de Ellery), a morte de Lacey, o atropelamento de um dos professores mais queridos da escola, as novas ameaças e, também, a paternidade dos gêmeos que nunca souberam a identidade de seu pai. Somado a isso temos suspeitas a ex-namorados, possíveis traições de melhores amigas e mais uma série de elementos típicos dos corredores escolares.

Não sei apontar exatamente porque a trama deste livro não me prendeu tanto quanto a de “Um de nós está mentindo”. Acredito que de modo geral a trama seja ampla demais, contando com muitas vítimas a quem não conhecemos e, portanto, não nos apegamos. Não se trata de saber o que aconteceu com Lacey, com Sarah e com os outros. Se trata de saber quem está por trás dos crimes. Uma trama que foca mais no criminoso do que nos crimes em si (inclusive a revelação, embora consiga causar surpresa, mostra uma motivação que deixa bastante a desejar).

A meu ver, Karen M. McManus não consegue repetir em seu segundo livro o mesmo feito de sua estreia. Mesmo não sendo arrastado, “Mortos não contam segredos” não é tão fluido nem tão envolvente quanto “Um de nós está mentindo”, nem apresenta a mesma coleção interessante de personagens. Ainda assim, é um livro curioso que mata a vontade de um mistério para ser lido rapidamente.

Título: Mortos não contam segredos
Autora: Karen M. McManus
N° de páginas: 351
Editora: Galera
Exemplar cedido pela editora


Compre: Amazon

terça-feira, 5 de novembro de 2019

O que vem por aí - novembro

Separamos alguns dos lançamentos de nossas editoras parceiras que estão previstos para o mês de novembro. Quais estão na lista de desejados de vocês?

INTRÍNSECA



GRUPO COMPANHIA DAS LETRAS



DARKSIDE BOOKS



GRUPO EDITORIAL RECORD



Top Comentarista Novembro


Em novembro, o vencedor do Top Comentarista do mês poderá escolher um livro dentre as quatro opções: Horror Noire, A Corrente, A Filha do Rei do Pântano e Uma Sombra do Passado. 
Confira o regulamento:

1. Para participar, basta preencher o formulário abaixo, usando sua conta do Facebook ou seu e-mail. É obrigatório curtir a página do blog no Facebookcomentar em todas as postagens de novembro e ter um endereço de entrega no Brasil.

2. Para simplificar, optamos por utilizar o Rafflecopter. A primeira entrada confirma sua participação no Top Comentarista, enquanto as demais constituem chances extras, sendo opcionais. Atenção: depois de feito o sorteio será conferido se o sorteado comentou em todas as postagens do mês. Caso essa regra não seja cumprida, o mesmo será desclassificado, e um novo sorteio será realizado.

3. Para a entrada "Tweet about the Giveaway" ser válida, é obrigatório seguir o blog no twitter. 

4. Lembrando que somente serão válidos comentários significativos. Ou seja, comentários do gênero “interessante”, “legal” ou “ótima resenha” não serão computados. O participante poderá comentar apenas uma vez em cada post.

5. O sorteado poderá escolher o livro que deseja receber dentre as quatro opções disponíveis:
Horror Noire, 
- A Corrente, 
- A Filha do Rei do Pântano,
- Uma Sombra do Passado.

6. O resultado do Top Comentarista será divulgado no blog até o dia 05 de dezembro.

7. O sorteado será contatado por email, tendo o prazo de 48h para fornecer seus dados e o blog se responsabiliza por confirmar o recebimento das informações. Decorrido o prazo sem manifestação do vencedor, novo sorteio será realizado.

8. O prêmio será enviado pelo blog no prazo de quarenta e cinco dias úteis.

9. A Equipe do Além da Contracapa se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.

a Rafflecopter giveaway

terça-feira, 29 de outubro de 2019

RESENHA: Noah foge de casa

john boyne noah foge de casa
John Boyne é um dos raros autores que possui talento para escrever para todas as faixas etárias. E independentemente do público alvo da obra, Boyne sempre consegue encantar seus leitores com estórias profundas e significativas. Assim, mesmo não me interessando tanto assim pela premissa de Noah foge de casa, confiei cegamente no potencial do autor.

Noah é um garoto de oito anos que foge de casa em busca de aventuras, da chance de conhecer o mundo. O que ele não esperava era encontrar uma loja de brinquedos mágica no caminho, nem conhecer seu velho dono. Os dois acabam compartilhando suas lembranças, dos melhores aos piores momentos de suas vidas. 

O início da leitura de Noah foge de casa não me prendeu e, por conta de alguns elementos mais fantasiosos, minha sensação era de estar lendo o roteiro de um filme da Disney. Confesso que cheguei até mesmo ao ponto de criar teorias, sem saber se o protagonista tinha uma imaginação fértil ou algum transtorno mental. A verdade, contudo, é muito mais simples: Noah foge de casa é uma fábula. 

O ponto alto do livro certamente é a relação entre Noah e o dono da loja de brinquedos: eles são pessoas em fases completamente diferentes da vida, mas seu encontro revela importantes lições para ambos. Aos poucos eles vão se abrindo, revelando seus segredos, dialogando sobre suas dores e arrependimentos. De uma forma lúdica, Boyne mostra que a cura das feridas da alma vem através da conversa. 

"— Só que a vida é breve, Noah, e devíamos passar a maior parte do tempo que pudéssemos com as pessoas que amamos." (BOYNE, 2011, p. 124)

Como esperado, mais uma vez o autor consegue abordar diversos temas relevantes, como amizade, relacionamentos e perda. A trama é simples, não apenas por ser um livro infantil, mas também para evidenciar a mensagem da fábula e fazer com que o leitor reflita sobre ela ao encerrar a leitura. 

Ao final, entendemos os motivos que levaram a fuga de Noah, além de descobrirmos a identidade do velho, o que me surpreendeu. Boyne se apropriou de um personagem universalmente conhecido e esculpiu-lhe novas facetas, comprovando mais uma vez a genialidade do autor. 

Apesar de ter sido uma leitura agradável, confesso que esperava mais de Noah foge de casa. Infelizmente, não me envolvi tanto com o protagonista, tampouco com sua jornada, sendo que alguns aspectos da obra me pareceram um tanto previsíveis. Um livro que recomendo apenas aqueles que já são fãs dos autores, mas que não deve ser a porta de entrada para a obra de Boyne. 

Autor: John Boyne
Título: Noah foge de casa
N.º de páginas: 194
Editora: Companhia das Letras
Exemplar cedido pela editora

Compre: Amazon
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sábado, 26 de outubro de 2019

RESENHA: Ubik

Philip K. Dick / Ubik / Editora AlephQuem conhece Philip K. Dick não precisa sinopse para saber o que esperar de seus livros: algo que irá lhe fazer refletir sobre a vida que você conhece, mas que não necessariamente lhe trará respostas. Foi neste espírito que li “Ubik”.

Em uma Nova York futurista, poderes psíquicos podem servir tanto para manipular realidades, quanto para neutralizar esses efeitos. Nesse mundo, também é possível falar com os mortos, já que eles são mantidos em um estado de meia-vida que permite que seus entes queridos os abordem de tempos em tempos para, entre outras coisas, receberem conselhos. É isso que Glen Runciter faz quando seus funcionários começam a desaparecer e ele precisa da ajuda de sua esposa falecida, Ella, para definir os rumos da empresa. Eventualmente, Runciter embarca em uma missão para a Lua com um grupo dos seus melhores funcionários, entre eles Joe Chip, e coisas estranhas começam a acontecer.

Aprendi a gostar de ficção cientifica quando entendi que ela sempre parte de alguma pergunta, normalmente um “e se?”, questionando como seria a nossa realidade caso alguma coisa fundamental fosse alterada. Em “Ubik” o questionamento não é “como” seria e sim “o que” seria. O que é, afinal, a realidade? Como sabemos que o que estamos vivendo é mesmo real e não um sonho, um delírio ou uma manipulação?

A outra grande pergunta que PKD propõe nesse livro é a existência da vida após a morte. Em “Ubik”, os mortos podem ser armazenados durante anos e, eventualmente, serem despertados para pequenas conversas. Eles têm uma espécie de estoque de vida, um número limitado de horas, que poderá ser utilizado em doses homeopáticas para momentos oportunos. Isso seria viver, de alguma forma?

Outro elemento interessante que surge ao longo do livro é o “Ubik, que adota finalidades diferentes, devendo sempre ser utilizado de acordo com as instruções de uso para manter a segurança, e que é apresentado para o leitor de maneira isolada em pequenos anúncios publicitários que introduzem cada início de capítulo. Essa foi uma das coisas que mais me deixou curiosa ao longo da leitura: afinal, o que é este Ubik e como ele entra nessa confusão toda?

“É como se, pensou, alguma força maliciosa estivesse brincando conosco, deixando-nos fugir e matraquear feito ratos descerebrados. Nós a entretemos. Nossos esforços a divertem. E quando chegarmos ao ponto exato, seu punho se fechará à nossa volta para depois largar nossos restos espremidos, como os de Runciter, sobre o chão que se move devagar.” (DICK, 2019, p.86)

Ubik” foi a minha quarta experiência com PKD, então, de certa forma, eu já sabia o que esperar. Pelas minhas leituras anteriores, aprendi que os livros dos autor não necessariamente são leituras agradáveis (costumo sentir sempre um certo distanciamento e uma frieza em relação às tramas, o que acredito ser próprio da ficção científica, afinal, trata-se de um mundo que nos é estranho), mas que sempre compensam com reflexões interessantíssimas. No caso de “Ubik” confesso que continuei bastante perdida ao finalizar a leitura.

Durante a trama toda, acompanhamos Joe Chip tentando desvendar o que está acontecendo com ele e seus colegas. Isso dá a “Ubik” contornos de história policial, o que funciona bem. De fato esse foi o livro que mais rápido li de PKD e um dos que mais me estimulou a querer descobrir o que estava acontecendo. O problema foi que terminei a leitura continuando sem saber. Ao se propor questionar a essência do que é realidade e o que não é, PKD mantém seus personagens e seu leitor no mesmo barco (ou, deveríamos dizer, nave espacial?) sem ter certezas do que é real e o que é manipulação. É claro que é interessante que o autor seja capaz de construir e destruir seus conceitos constantemente durante a trama, jogando o leitor e os personagens no abismo a todo instante, o que me desagradou foi terminar na incerteza. Acho isso até bastante surpreendente, pois costumo gostar muito de finais em aberto, mas com “Ubik” senti que eu não tinha com o que trabalhar para encontrar as respostas e que a ideia do autor nem era deixar que o leitor encontrasse as suas respostas e sim demostrar justamente o contrário: que respostas não existem, consequentemente, certezas também não.

Ao chegar nessa conclusão, devo dizer que aprecio a obra, mas não consigo evitar ficar com o sentimento de que “Ubik” é um mistério incômodo que não chega a lugar algum.

Título: Ubik
Autor: Philip K. Dick
N° de páginas: 242
Editora: Aleph
Exemplar cedido pela editora

terça-feira, 22 de outubro de 2019

LISTA DE RELEITURA: Veia Bailarina

Título: Veia Bailarina

Autor: Ignácio de Loyola Brandão

Sinopse:O título poético esconde uma quase tragédia vivida pelo escritor: um aneurisma cerebral que podia explodir a qualquer instante. Momentos de angústia, o temor da morte, a ansiedade, o balanço da vida, a cirurgia brutal, e por fim, após o êxito da operação, a redescoberta luminosa da vida. Um livro forte, belo e pungente.” (sinopse retirada do site da editora)

Ocasião da primeira leitura: 2007

Por que está na lista de releitura: li Veia Bailarina pela primeira vez quando estava no ensino médio, por indicação de um professor. Apesar da premissa não ter me chamado atenção, confiei na indicação e me surpreendi. Quero relê-lo porque, naquela época, ainda era um leitor em formação e não tinha bagagem para apreciar um livro com uma carga dramática e emocional tão intensa. Além disso, hoje não precisaria da indicação de ninguém para me interessar pelo livro, pois a sinopse me parece promissora. 

Comentários: O cerne do livro é acompanhar Brandão dos primeiros sintomas e diagnóstico da doença até a cirurgia e recuperação, mostrando as angústias e temores desse encontro com a morte. E o mais curioso é ver que um livro que dialogo sobre um tema tão pesado é, na verdade, uma celebração da vida. 

Preciso admitir que não recordo com muitos detalhes da estória de Veia Bailarina, no entanto, tenho memórias muito vívidas da minha experiência imersiva de leitura. A lembrança mais marcante é de ler no sofá da sala por horas a fio, completamente hipnotizado com a jornada do autor. 

Creio que Veia Bailarina foi uma das primeiras biografias que li, numa época que estava muito mais acostumado aos best-sellers internacionais. Hoje parece bobagem, mas lembro de ter me surpreendido com uma leitura tão fluída de um livro nacional, pois minhas experiências com autores brasileiros durante a escola não foram das mais positivas. 

Passados mais de doze anos da primeira leitura, curiosamente ainda lembro de um quote de Veia Bailarina, o que demonstra quão impactante foi a obra. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

RESENHA: A Corrente

O que mais me motivou a ler A Corrente não foi a sinopse do livro, mas sim os elogios feitos por grandes autores, como Stephen King e Dennis Lehanne. Para minha surpresa, não precisei chegar ao fim do livro para perceber que todos os elogios eram exagerados e indevidos. 

Rachel está se recuperando do câncer e retomando sua vida, porém, tudo muda quando sua filha é sequestrada. E além do resgate, Rachel terá que sequestrar outra criança e exigir de seus pais o resgate. É assim que a organização denominada de A Corrente montou um esquema contínuo de sequestros e resgates, transformando as vítimas em criminosos e sem precisar sujar as mãos. 

A premissa do livro é interessante e bastante original. No entanto, McKinty peca na execução do livro, pois logo nas primeiras páginas minha impressão era de ter em mãos uma obra escrita por um autor amador e que não contou com o feedback de um editor. Em primeiro lugar, o ritmo do livro é instável. No início, os problemas se acumulam e não sabemos como a protagonista irá resolvê-los. No entanto, em determinado momento o autor decide correr com a estória e resolve todos os problemas com muita facilidade. 

Além disso, os personagens não convencem. O livro poderia mostrar uma jornada sombria da protagonista se tornando uma criminosa, fazendo coisas terríveis para libertar sua filha. Porém, o autor foca mais na mulher fragilizada, que depende da ajuda de outros, mas que em momentos súbitos e pontuais se mostra o completo oposto.

Os personagens parecem se limitar a nomes, profissões e aos papeis a serem desenvolvidos na estória. Ou seja, eles não parecem ter vida e as atuações não são orgânicas, dando a impressão de que  não passam de meros robôs, programados para agirem dessa ou daquela forma. E, sendo assim, se torna muito difícil se envolver e até mesmo se importar com a estória quando tudo parece tão artificial. 

“Qualquer coisa que decida fazer é uma escolha ruim. Agir é ruim. Deixar de agir é ruim. É o clássico se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. É como saltar de paraquedas num campo minado e não ter para onde correr.” (MCKINTY, 2019, p. 260)

A narrativa é feita em terceira pessoa, mostrando diversos pontos de vista, mas não me pareceu uma decisão acertada. A meu ver, um dos grandes potenciais da estória era a jornada de Rachel, o que sugeriria o uso da primeira pessoa, a fim de mostrar de perto o pesadelo que ela vive. Porém, preso a uma narrativa dispersa em diversos personagens e focada na ação, McKinty não consegue mostrar a evolução da protagonista. 

Outro aspecto que me incomodou foi que as maldades que Rachel se vê obrigada a fazer sequer são tão desprezíveis assim, no entanto, ela reage como se fosse a pior pessoa do mundo.Creio que McKinty poderia ter tornado a experiência de Rachel como vítima e criminosa muito mais perturbadora e diabólica, criando outras facetas para a protagonista. 

Apesar da ideia promissora, é preciso reconhecer que A Corrente é inverossímil e mal desenvolvido. McKinty tentou criar um thriller ágil, instigante e perverso, mas não conseguiu acertar o alvo que pretendia.

Título: A Corrente
Autor: Adrian McKinty
N.º de páginas: 377
Editora: Record
Exemplar cedido pela editora

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