sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

RESENHA: A Ascensão dos Nove

“Mas, na verdade, eu era uma mentirosa. É irônico. Mentir era tudo o que eu havia feito desde que chegara à Terra. Meu nome, minha origem, onde meu pai estava, por que eu não podia dormir na casa de outra menina... mentir era tudo o que eu sabia, era o que me mantinha viva.” (LORE, 2012, p. 12)

***

A Ascensão dos Nove era uma das minhas leituras mais aguardadas desse ano, e mesmo ocupando o quinto lugar na minha lista de Expectativas Literárias para 2014, o terceiro volume da saga Os Legados de Lórien me surpreendeu do início ao fim.

ATENÇÃOa sinopse (parágrafo abaixo) CONTÉM SPOILERS do livro anterior. O restante da resenha é SPOILER FREE. 

Número Seis, Marina/Número Sete e Ella, a até então desconhecida décima loriena enviada a terra, partem rumo a Índia para seguir os rumores de um provável membro de sua tropa. Nos Estados Unidos, John/Número Quatro e Número Nove se recuperam da última batalha e discutem quais serão seus próximos passos. Enquanto isso, a perseguição implacável dos mogadorianos continua. 

Creio que A Ascensão dos Nove pode ser considerado o turning point (ou momento de virada, se você preferir) da série, pois me parece que começamos a nos afastar de estórias e eventos isolados referentes a cada lorieno enviado a Terra, para vermos a saga como um todo. E isto não seria possível sem a entrada de novos personagens, que trouxeram um novo fôlego a série. 

Outro fator que merece destaque é que o autor não enrola, sendo que logo nos primeiros capítulos a ação já começa. Além da ação crescente, as reviravoltas e a narrativa ágil e dinâmica fazem com que seja difícil interromper a leitura. Para vocês terem uma ideia, comecei a ler A Ascensão dos Nove na quarta à noite e encerrei a leitura na madrugada de quinta para sexta.

Juntando-se a John/Número Quatro e Marina/Número Sete, que eram os narradores de O Poder dos Seis, desta vez também contamos com o ponto de vista da Número Seis. E mesmo que a narrativa seja em primeira pessoa, cada personagem tem personalidades tão distintas que suas vozes se tornam inconfundíveis.  

Já critiquei inúmeros autores por insistirem em usar múltiplos pontos de vista sem saber como utilizar corretamente tal recurso. Além de ser necessário que cada narrador tenha uma voz marcante e de que exista uma real necessidade para utilizar múltiplos pontos de vista, é fundamental que o autor saiba utilizar os cortes na narrativa em seu favor, fazendo com que o leitor fique em um estado contínuo de curiosidade sobre o que está acontecendo nos demais ângulos da estória. Em todos os aspectos que se analise, Lore acertou em cheio.  

Como já disse nas resenhas anteriores, não gosto de John/Número Quatro, tendo em vista sua personalidade impulsiva e sua linha de raciocínio adolescente. Felizmente (e já era sem tempo), John começa a mostrar sinais de amadurecimento, o que atribuo ao convívio com o Número Nove, um lorieno muito mais “pé-no-chão” e consciente de suas responsabilidades.  

Minha única crítica ao livro é que fiquei com a impressão de que o fator sorte parece estar ao lado dos lorienos com uma certa frequência, o que acaba por deixar o leitor com a sensação de que alguns “problemas” foram resolvidos com muita facilidade. De toda forma, não é nada que afete o envolvimento com a estória ou que retire o seu brilho. 

Com altas doses de adrenalina e tensão, A Ascensão dos Nove se mostrou o melhor livro da saga até o momento, e fiquei extremamente empolgado para as continuações, que prometem serem ainda melhores e mais imprevisíveis do que nunca. 

Livro: A Ascensão dos Nove
Autor: Pittacus Lore
N.º de páginas: 287
Editora: Intrínseca

6 comentários:

Gabriela Cerutti Zimmermann disse...

Tenho muita vontade de ler essa saga e minha ansiedade e curiosidade aumentaram ainda mais agora, Alê. Mas terei que deixar pra ler quando estiver completa, pois é do tipo que gosto de ler dessa forma. Ótima resenha.

Abraço!
http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

thayna ta disse...

Não tenho muita vontade de ler a série não. Mas que bom que ficou empolgado. a história não entra na minha cabeça. Acho um pouco de enrolação e tem alguns personagens que não gostei em outras resenhas. Até o filme eu não curti tanto, mas claro que é diferente.
Enfim, qualquer dia eu irei comprar (acho) e tentarei ler. E para ti, tomara que fique melhor mesmo e não se decepcione.
Abraços Alexandre,
ThayQ.
http://leituras-insanas.blogspot.com.br

Kel Araujo disse...

Que bom que o personagem vai amadurecendo ao longo do livro. Também sou do time dos que não tem interesse na série, apesar do livro ter elementos que eu curto: tensão, adrenalina, etc

beijos
Kel
www.porumaboaleitura.com.br

Nardonio disse...

Quando lemos uma série em que a trama vai amadurecendo e melhorando a cada volume lançado é outra coisa. Bom também ver o amadurecimento de uma personagem com características de adolescentes mimizento. Ainda não li essa série, mas vontade não me falta.

Seguidor: DomDom Almeida
@_Dom_Dom

Sarah Costa disse...

Essa série é demais.
Depois que eu vi o filme Eu Sou o Número Quatro, fiquei bastante interessada nos livros até porque nunca tinha visto uma história desse jeito.
Sim o John é mesmo um chato e imaturo de vez em quando, mais ainda assim gosto um pouquinho dele. Minha personagem favorita da série e a N° Sete e o Morgadoriano (que foi pro lado dos loreanos.
Esse é um dos livros que mais desejo em 2015. Tomare que o ganhe no meu aniversário \o/

Vitória Pantielly disse...

Oii Alê !

Alguns personagens são realmente imaturos a ponto de nos fazer não gostarem dele, é uma maravilha quando o autor decide dar um ar mais adulto pra tal personagem! Confesso que o livro não faz muito meu tipo, mas fiquei impressionada em como sua leitura foi rápido, então creio que o livro seja realmente maravilhoso! Se eu tiver oportunidade vou dar uma chance pra série, espero ficar empolgada assim como você..
Bjs

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