segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

RESENHA + PROMO: Os Três Mosqueteiros

“Dom Quixote tomava os moinhos de vento por gigantes e os rebanhos por exércitos: d’Artagnan considerou cada sorriso um insulto e cada olhar uma provocação.” (DUMAS, 2011, pg.20)

Algumas histórias, e os personagens que as vivem, têm a capacidade de sair das páginas dos livros e ganhar vida própria, passando a fazer parte do nosso cotidiano. É o caso de personagens como o Conde Drácula, Frankenstein (ambos já citados no blog) e também dos três mosqueteiros. A prova disso é que caso você nunca tenha lido os livros protagonizados por esses personagens, ou assistido filmes inspirados nessas obras, ainda assim você reconhece essas criaturas e sabe de quem eu estou falando, certo? Como já mencionei anteriormente, quando se trata desses personagens icônicos eu gosto de beber direto da fonte e foi por isso que quando demos início a nossa parceria com a Editora Martin Claret, “Os Três Mosqueteiros” de Alexandre Dumas, foi o primeiro livro escolhido por mim, saído da minha lista de desejados de muitos anos.

A história tem início quando o jovem d’Artagnan deixa sua cidade natal para ir ao encontro do Sr. de Tréville na esperança de se tornar um dos mosqueteiros do rei. Chegando em Paris, d’Artagnan conhece Athos, Porthos e Aramis, três dos melhores mosqueteiros, e marca duelos com cada um deles. Surpreendidos pelos mosqueteiros do Cardeal, um dos vilões da história, os quatro se unem e lutam, vencendo os adversários. A partir desse momento, os três já antes inseparáveis ganham mais um companheiro e juntos partem para inúmeras aventuras.

Algo que me chamou a atenção é ver que os mosqueteiros se dividem algumas vezes, mas ao leitor é permitido acompanhar todas essas pequenas aventuras que na verdade fazem parte de uma grande aventura, como no caso da busca pelas agulhetas da rainha Ana da Áustria.

Entre as lutas, duelos e juras de amor, as intrigas são o centro da história. Milady, uma das personagens mais interessantes da obra, surge nesse contexto e mesmo não sendo protagonista da história como os mosqueteiros é a ela que darei destaque nessa resenha. Milady é uma mulher misteriosa, bela, sedutora e perigosa que traz para o leitor uma grande surpresa sobre o passado de um dos mosqueteiros e sem dúvida rende alguns dos melhores momentos do livro. Não é a toa que vários dos últimos capítulos são dedicados a ela. Embora sua importância cresça no final da trama, sua presença é constante na história desde o início da viagem de d’Artagnan rumo a Paris quando ele se depara com esta misteriosa mulher e com o igualmente misterioso homem da cicatriz no rosto, ambos servidores do Cardeal. Ela é uma grande vilã e o tipo de personagem de quem se espera tudo, mas ainda assim é capaz de surpreender – exatamente o tipo de personagem que eu gosto.

Eu devo dizer que o livro é diferente do que eu imaginava em vários aspectos. Eu sempre imaginei os duelos e as lutas, mas a verdade é que os mosqueteiros são encarregados de verdadeiras missões a serviço do rei. Além disso, devo dizer que eles são bem mais jovens do que eu imaginava (d’Artagnan, por exemplo, tem apenas 18 anos no início do livro) além de terem personalidades bem distintas. Athos é de origem nobre e mais sério que os outros, possivelmente por ser o mais velho de todos; Porthos é extremamente vaidoso; enquanto Aramis, mesmo sendo um ótimo mosqueteiro, vê essa como sua profissão temporária, pois pretende seguir vida religiosa.

A linguagem de Alexandre Dumas é, como era de se esperar, clássica e rebuscada, mas nem por isso torna a leitura difícil, pelo contrário, só acrescenta charme ao livro, combinando perfeitamente com o atmosfera na qual a trama é ambientado.

“Os Três Mosqueteiros” é um clássico da literatura universal. Uma grande aventura recheada de intrigas e romances, vivida por personagens não podem deixar de ser conhecidos.

Título: Os Três Mosqueteiros
Autor: Alexandre Dumas, pai
Nº de páginas: 599
Editora: Martin Claret

Agora vamos à PROMOÇÃO! Em parceria com a Editora Martin Claret, estaremos sorteando um exemplar de “Os Três Mosqueteiros”, de Alexandre Dumas. Para concorrer basta seguir algumas REGRAS:

1.Seguir publicamente o blog no Google Friend Connect

2. Seguir o blog no twitter (@alemcontracapa)

3. Seguir a editora no twitter (@EdMartinClaret)

4. Ser residente ou ter endereço de entrega no Brasil

5. Preencher o FORMULÁRIO


Com isso você já está participando. Mas se você quer ter CHANCES EXTRAS pode:

1. Comentar um dos posts que forem ao ar DEPOIS do início da promoção. Mas tem que comentar de verdade. Comentários do tipo “ótima resenha” e afins não serão considerados. (Após cada comentário, preencha o formulário mais uma vez)

2. Depois de comentar um post, você pode divulgar no twitter a seguinte frase: “O blog @alemcontracapa e a @EdMartinClaret me presenteiam com o clássico da literatura universal “Os Três Mosqueteiros” de Alexandre Dumas”. Mas ATENÇÃO: você só poderá divulgar a frase se tiver comentado em algum post. Dessa forma, cada post pode dar a você duas chances extras: uma pelo comentário e outra pela divulgação. (Depois de divulgar, preencha o formulário mais uma vez)

O preenchimento incorreto do formulário acarretará na invalidação do mesmo.


A promoção encerra às 23:59h do dia 31 de março e o resultado será divulgado, no blog e no twitter, até três dias após o encerramento.

O vencedor será contatado via e-mail, tendo até três dias para responder com seus dados. Decorrido o prazo sem manifestação do vencedor, novo sorteio será realizado.

3 comentários:

Vanilda disse...

Essa é uma daquelas histórias que parece que conhecemos desde sempre, em várias versões e formas. Mas eu ainda não li o livro e tenho bastante curiosidade de ler. Como você bem colocou que o livro é diferente em vários aspectos, acho que é isso o que torna a leitura interessante: temos o texto realmente escrito pelo autor, com todos os seus detalhes e sem interferências exteriores. Muito bom texto.

Maurício maumau disse...

A historia é realmente inesquecivel, quem nunca disse um por todos e todos por um que atire a primeira pedra... realmente marcnte na minha infancia, adora a historia.

Pedro Ramos disse...

Gosto muito da coleção "A obra prima de cada Autor" da Martin Claret e sem dúvidas Os Três Mosqueteiros é uma obra indispensável para os amantes dos grandes clássicos. A linguagem do livro consegue ser erudita sem deixar o texto pesado (não chega a ser uma Odisseia rs), sendo um tanto similar a de livros como Dracula, Sherlock Holmes, Os Contos de Cthulhu, entre outros. Recomendo aos amantes dos clássicos ter esse livro na estante.

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