segunda-feira, 25 de março de 2013

RESENHA: A Esperança

Atenção: esta resenha contém spoilers dos livros Jogos Vorazes e Em Chamas. Se você não leu os livros anteriores da saga, aconselho que não leia esta resenha.

Antes de começar a ler A Esperança, o pensamento que cruzou minha mente era que Suzanne Collins tinha uma grande estória para contar, mas eu não estava completamente convencido de sua capacidade, a despeito de minha agradável surpresa com o segundo volume da série, Em Chamas. Infelizmente, este pensamento se mostrou, pelo menos em parte, verdadeiro.

Katniss Everdeen sobreviveu a duas edições dos Jogos Vorazes, e agora se vê no meio de uma rebelião que ajudou a criar, mesmo que inconscientemente. Planos, estratégias e ofensivas militares são arquitetados a fim de derrubar a Capital, mas para unir os rebeldes em torno da causa, Katniss precisa se tornar o símbolo máximo da revolução: o mockingjay (na versão brasileira: “tordo”).

Imagino que quando Collins teve as primeiras ideias a respeito de Jogos Vorazes e começou a montar esquemas para desenvolver a estória, ela tinha em mente um desfecho diferente. Porém, no desenrolar da trama surgiu uma protagonista com uma personalidade tão forte que a autora acabou perdendo o controle de sua própria estória. Ou seja, se outro rumo tivesse sido tomado (o rumo que eu esperava, diga-se de passagem) a estória entraria em dissonância com as características da protagonista, o que é inaceitável. Assim, mesmo que trilhando um caminho inesperado (para mim), a escolha da autora se mostrou completamente justificável.

Também fiquei com a impressão que a estória da saga cresceu tanto nos últimos dois volumes que já não se tratava mais apenas sobre a Katniss. Todavia, o leitor ficou amarrado a visão, pensamentos e sentimentos da protagonista durante todo o tempo, mesmo quando eventos mais interessantes ocorriam com outros personagens. Apesar disso, a narrativa de Collins é extremamente envolvente, o que faz com que o leitor não tenha vontade de interromper a leitura em momento algum.

Acrescento que também senti falta de algumas respostas para perguntas que, embora não fossem tão importantes, poderiam ter sido esclarecidas devidamente. Neste aspecto, porém, registro que posso ter perdido algum detalhe ou outro, visto que li em inglês.

Admito que não sou fã de triângulos amorosos, pois, geralmente, não passam de clichês baratos. Todavia, Collins soube explorar com maestria os sentimentos confusos de Katniss em relação a Gale e Peeta, além de temperar estas relações com acontecimentos inesperados e dar-lhes um final coerente.

Muito embora o livro não tenha tomado o rumo que eu esperava, reconheço que a saga me surpreendeu do início ao fim. Jogos Vorazes possui uma premissa criativa, conta com excelentes personagens, uma narrativa cativante e ainda brinda o leitor com reflexões profundas. Eis uma equação irresistível.

Dados da edição brasileira:
Título: A Esperança
Autor: Suzanne Collins
N.º de páginas: 424
Editora: Rocco

11 comentários:

Ana Paula Barreto disse...

Ainda não tive a oportunidade de ler nenhum dos livros, mas pelo que tenho visto, o pessoal elogia muito. Tanto pela narrativa ser bem fluida, quanto pela história em si e seus personagens (cheios de contradições, qualidades e defeitos - ou seja, humanos).
Tenho muita vontade de ler!!
bjs
GFC: Ana Paula Barreto

Manuela Cerqueira disse...

Tenho vontade mais como ainda não li nem "Jogos vorazes" nem " em chamas" e ja tem um aviso de spoileres nem li a resenha...rsrs
Mas sempre ouço/leio maravilhas sobre esses livros.

GFC: Manuela Cerqueira

Aione Simões disse...

Oi Alê!
Ainda que A Esperança não seja meu favorito, eu o considero o melhor da série, principalmente por a história ter se tornado mais complexa, tanto em fatos quanto - e principalmente - com relação às emoções da Katniss.
Acho que a Suzanne realmente foi muito feliz em conseguir explorar esse lado da protagonista, e as reflexões com certeza dão um toque a mais na história.
Beijão!

cristiane disse...

Eu gostei do começo, mofei no meio porque achei meio bobo e depois deu uma engrenada de novo só no final, então não sei o que achar desse livro. Morreram pessoas que eu amava, poxa, sem necessidade u.u
E sem contar que foi meio sem noção o final, pra mim foi....não, o final final não foi, mas o começo do fim ficou meio bobo. Eu tive um ritmo corrido de leitura nos outros dois e nesse foi mais parado. Mesmo assim é muito bom...Ah, saudade de ler esses livros.

cristiane dornelas

Manu Hitz disse...


Não li nenhum livro da série e tb nada da autora. Nem sei o que dizer, pq não tenho elementos nem para opinar, muito menos para comparar. O que nem imaginava é que a série trouxesse alguma reflexão, achei que era só mesmo muita ação e tensão.

GFC: Manu Hitz

cath´s m. disse...

Eu simplesmente amo toda a série, e embora muitas pessoas reclamem do final, eu acho que foi bem condinzente com o livro, não podiam esperar muita purpurina em uma trilogia que não foi leve.

cath´s_m

Gladys Sena disse...

Fiquei curiosa com essas "reflexões profundas", não esperava isso dessa trama...

GFC: Gladys.

Jessica Lisboa disse...

Sinceridade: eu li somente alguns trechos da resenha, pois eu tenho a esperança de ler essa trilogia este ano. Tenho uma imensa curiosidade com esses livros, e mean que capa linda é essa *0*

Jessica Lisboa

Clara Beatriz disse...

Ainda não li Jogos Vorazes, mas tenho muita vontade. Pretendo ler a trilogia antes de lançar o filme Em Chamas.

Andreza Galvão disse...

Bom, como já disse, ainda sou bem resistente a saga! No momento passo a leitura adiante! :) hehe

GFC: Andreza Galvão

Nardonio disse...

Como li apenas "Jogos Vorazes", li apenas o primeiro e o último parágrafo dessa resenha. Pelo que deu a entender, todo o entusiasmo que você teve depois de ler "Em Chamas" foi quase todo por água abaixo. Uma pena, mas pelo menos ao final, a trilogia te deixou uma boa impressão.

Seguidor: DomDom Almeida
@_Dom_Dom

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