segunda-feira, 11 de abril de 2016

Conversa de Contracapa # 26

Conversa de Contracapa é coluna off topic do blog Além da Contracapa. Sem limitação temática, iremos explorar todo e qualquer assunto relacionado ao mundo da literatura. 

Algo me intriga profundamente quando falamos de livros bestsellers: vejo com  cada vez mais frequência livros que considero ruins se tornarem grandes sucessos, enquanto outros livros que a meu ver são geniais ganharem pouca atenção. Será que meu gosto é muito peculiar ou há algo que justifique essa dicotomia? 

Minha reflexão começou com o livro A Garota no Trem, que se transformou em sucesso absoluto no exterior e que causou o mesmo alvoroço em terras brasileiras. Iniciei a leitura com altas expectativas e quando cheguei à última página não entendi o porquê de tanto sucesso. O livro é construído sob uma premissa quase surreal, conta com personagens fracos, uma trama inverossímil que chega às raias do absurdo e ainda por cima é previsível. 

Por outro lado, temos livros como A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, que conta com uma trama épica, reviravoltas surpreendentes e verossímeis, personagens carismáticos, uma qualidade literária inquestionável e ainda provoca inúmeras reflexões. Apesar do livro também ter alcançado listas de mais vendidos, me surpreendi ao ver que o mesmo fez pouquíssimo sucesso no Brasil e ganhou críticas ácidas dos leitores na Amazon americana. 

Na questão de aprovação, analisemos os números da Amazon americana: A Garota no Trem ganhou 4 estrelas (sendo que 45% dos leitores deram 5 estrelas, a nota máxima); enquanto A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert ganhou 3.3 estrelas (sendo que apenas 37% dos leitores atribuíram ao livro a nota máxima). No Skoob as notas são quase iguais: 4.1 e 4.2 respectivamente. Entretanto, o livro de Paula Hawkins já foi lido por quase 4.500 pessoas, enquanto o de Joel Dicker chegou a apenas um terço deste número. 

Uma resposta para a indagação que introduziu esta coluna seria simples: marketing. Em um artigo no jornal britânico The Guardian sobre o que faz de um livro um bestseller, um editor disse que o sucesso depende 70% do livro e os outros 30% se devem ao marketing. Mas creio que nem tudo se deve à divulgação da obra. Isso por que autores que considero fracos constantemente emplacam suas obras nas listas de mais vendidos, não sendo casos isolados. 

Olhando para nomes como James Patterson, Nora Roberts, Harlan Coben, Lee Child e Nicholas Sparks figurando nas listas de mais vendidos, constatei que existe um fator em comum que permeia a obra de todos eles: seus livros contam com tramas mais simples, personagens menos complexos e suas estórias são mais batidas. Em suma, são livros que demandam menos do leitor, que não precisa se esforçar em juntar as peças, por que tudo já vem mastigado. São livros com pouca originalidade e que por isso mesmo não tiram o leitor de sua zona de conforto. Se me é permitida uma metáfora: são como fast food. Rápidos, práticos e que alimentam, mas não têm sustância. 

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert é um dos melhores livros que já li justamente por ser original e deixar o leitor sem a menor ideia de qual será o rumo da estória. Não se trata apenas de mais um thriller, mas de uma estória que consegue romper as barreiras entre os gêneros literários e desafia o leitor a ler nas entrelinhas e a enxergar aquilo que não é dito. 

O mesmo poderia ser dito sobre Os Luminares, cuja trama audaciosa e perfeitamente concatenada me encantou do início ao fim, e que também ganhou pouca atenção no Brasil (no Skoob, apenas 79 pessoas o leram). Outros livros fantásticos e que me espantam pela falta de popularidade são O Pintassilgo, Ainda Estou Aqui e A Morte do Pai, que também compartilham a qualidade de sair do lugar comum e que provocam o leitor a refletir. 

Já fui um ávido leitor de literatura policial, mas ultimamente tenho começado a fugir do gênero por que ou encontro tramas estapafúrdias e irreais ou encontro mais do mesmo. No mundo da distopia, o que mais vemos são releituras das premissas de Jogos Vorazes. A fantasia igualmente sofre de uma série crise de originalidade. Mas nada disso parece impedir que livros com fórmulas repetidas se tornem best sellers. 

O fato é que se esse fenômeno acontece é por que nós, como leitores, não gostamos de sair da nossa zona de conforto. E imagino que não deva existir nada mais frustrante para um autor do que escrever e não ser lido, então para que reinventar a roda? A resposta é simples: quem não evolui, retrocede. Literatura é arte, e o papel da arte é questionar, inovar, mudar paradigmas. Se permanece estática, perdeu a essência e a finalidade. 

É claro que gosto é algo subjetivo e no fim das contas não há uma resposta certa para responder a pergunta que deu início a esta coluna. O que apresentei aqui é apenas uma teoria e sou o primeiro a admitir que ela pode estar incompleta ou até mesmo errada. Aliás, se você discordar dos meus argumentos, sinta-se livre para rebatê-los. Mas deixo aqui uma sugestão: quando encerrar a leitura de um livro, questione-se. Era uma estória original? Apresentou algo novo? Fez-lhe refletir sobre algum assunto? Mostrou-lhe uma nova perspectiva? Ou era mais do mesmo? Uma releitura de algo já explorado?

Encerro esta coluna utilizando-me mais uma vez da metáfora gastronômica: não há nada de errado em gostar de fast food. Entretanto, indago: quem comeria fast food diariamente se pudesse optar por um banquete com o que há de melhor? É claro que, de vez em quando, um Whooper ou Big Mac até cai bem, mas limitar-se apenas a isso não me parece uma boa opção.

23 comentários:

Bruna Lago disse...

Primeiro quero parabenizá-lo por expor suas opiniões tão bem colocado. E te entendo. Eu mesma já me fiz essas perguntas com vários livros que ficam esquecidos, e que com certeza fariam um sucesso e tanto se fossem "vistos".
Mesmo eu lendo e adorando os romances do Nicholas e da Nora, vou te confessar que são mesmo mais que previsíveis. Parece que todos os livros contam a mesma coisa. Mas é só minha mera opinião também.
Abraços e bom dia !

Desbravador de Mundos disse...

Olá, Alê.
Já parei para pensar sobre isso diversas vezes. Cada vez mais livros rasos vêm ganhando mais espaço na mídia, enquanto livros mais profundos, interessantes e realmente trabalhados vão sendo deixados de lado. Acredito que sua teoria do fast food literário esteja realmente certa; as pessoas buscam algo rápido, para agradar seu "estômago literário". O problema é que, em geral, esse tipo de literatura não faz pensar, não faz refletir. Pior, normalmente é tão previsível que irrita.
Enfim, essa mudança no mercado passa também pelo leitor. Quando quem lê começar a procurar literatura mais substancial, o tipo de livro vendido e publicado mudará. Claro que, se tratando de Brasil, isso também necessita de uma grande mudança no projeto educacional.

Desbravador de Mundos - Participe do top comentarista de abril. Serão três vencedores!

Déborah Q disse...

haha também sou assim. Me impressiono como tem livros tã excelentes que são pouco conhecidos e livros tão ruizinhos que se tornam best-sellers. Estaríamos nós produzindo leitores superficiais? Ou livros superficiais?
É algo a se pensar...
Excelente post!

❥Blog:Gordices Literárias

Maria Fernanda Pinheiro disse...

Ja senti isso em vários livros, começar com muitas expectativas e terminar não satisfeito, livros servem para passar o tempo e para algum aprendizado, livros sem isso acabam sendo vazios, livros com isso as vezes não são tão conhecidos, tem uma capa mais simples, não são muito indicados, e por isso acabamos não conhecendo e perdendo grandes oportunidades. Best sellers se tornam modinha, e a maioria dos leitores ama ler modinha, acabamos lendo por estar em alta e paramos para pensar porque outro livro não é best sellers, os leitores estão se contentando com ''pouco'' e deixando o ''muito'' de lado

Vic disse...

Olá, nossa concordo plenamente com você! Sempre vejo por ai livros super aclamados e quando vou ler não vejo nada de novo, sempre é um releitura de outro livro mais famoso ainda, e fico muito chateada. Infelizmente hoje em dia as pessoas se importam mais em ler oq ta na moda do q realmente livros de qualidade. É triste mas a verdade é que pra fazer sucesso hoje em dia só talento não basta, pq se você não tiver uma boa divulgação dificilmente vai atingir o sucesso.
Otimo post!

Abraços.
aressacaliteraria.blogspot.com.br

Sávio França disse...

Olá!
Realmente você está coberto de razão. Hoje, livros sem um pingo de originalidade e profundidade são os que fazem mais sucesso, enquanto outros, com temáticas bem importantes, não são vistos com os mesmos olhos.
Acredito que o fato do autor não ser conhecido também influência no que diz respeito a leitura do seu livro. Eu, particularmente, fujo de livros que estão bem comentados, quando vou lê-los já é muito depois do lançamento. Prefiro pegar um livro que não sei nada sobre e me surpreender com ele.

Abraço!
http://tudoonlinevirtual.blogspot.com/

Gabriela CZ disse...

Concordo com muito do que disse e te parabenizo pela coragem de dizê-lo, Alê. Pois quando se diz que alguns desses autores best-sellers são fracos já vem meio mundo apedrejar. Acredito que além dessa questão dos leitores que temem deixar a zona de conforto existe o fato de que está se priorizando muito mais a quantidade do que a qualidade dos livros lidos. Há quem diga que não importa o que se lê desde que se leia, mas tenho minhas dúvidas. Enfim, ótimo texto.

Abraços!
http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

Ju - Conjunto da Obra disse...

Oi Alê, sendo bem sincera, geralmente gosto muito de visitar o Além da Contracapa por encontrar resenhas de livros que nem sempre são abordados em outros blogs. O Conjunto da Obra mesmo não tem tratado muito de livros mais complexos, mas isso por questões pessoais e momentâneas - se der tudo certo. rsrs Concordo que é mais fácil ler algo já dissolvido, simples, sem grandes implicações. Superficialidade, por vezes. Mas acho que é um problema que vai além da vontade, já que conheço pessoas que gostam de ler mas não conseguem se aventurar em livros mais profundos pelo fato de que não compreendem a subjetividade ali colocada, o que dá a sensação de se tratar de um livro chato.
Acho que sua teoria está certa sim, mas talvez haja algo além disso, algo a se pensar mais detidamente.

Beijos

Camila Monteiro disse...

Eu concordo com vc, apesar de ter gostado de A Garota no Trem. Acho que nós não estamos acostumados a tramas mais complexas e acabamos suscetíveis ao marketing que mastiga a coisa é manda para as estantes os livros mais simples e de impacto rápido. Nós, brasileiros, porque eu e vc já entendemos isso um pouco e fugimos das modinhas.
Somos capazes de escolher o que queremos ler sem engolir o que nos mandaram comer.
Adorei sua crítica. Muito bem feita. Concordo plenamente.

>> Vida Complicada <<

Beto disse...

Oi Ale,
Compartilho de sua revolta.
Eu frequentava muito livrarias famosas como Saraiva e sempre percebi que os livros mais expostos são os mais rasos. Simplesmente falta espaço para livros de qualidade. Hoje busco autores independentes e meios alternativos de adquiri los. Confesso que dentro do cenário nacinal há inúmeras obras maravilhosas porém desconhecidas pelo grande público. Isso é muito triste. Os leitores e massa acabam sê acomodando dentro desses arquétipos.
Ótimo texto.


Beto

blogcoisastrivais.blogspot.com

Luiza Helena Vieira disse...

Oi, Alê!
Primeiro, queria lhe parabenizar sobre o texto. Ficou excelente.
Segundo, anotei a dica do A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert.
Tem alguns best sellers que realmente não entendo. A Garota no Trem foi um deles. Não li e nem quero ler porque a premissa não me convenceu.
Outro que faz muito sucesso é A Rainha Vermelha. Acho que sou uma das poucas que não gostou da história. O livro é um recorte de vários plots que já vimos, mas nem é isso o problema. O problema são os personagens e a escrita da autora. Eu comecei a ler a continuação na esperança de que melhorasse, mas fez foi piorar tudo. Aquilo já era uma cópia descarada de X-Men.
Não vou nem começar a comentar sobre os best-sellers nacionais que pertencem a youtubers...
Beijos
Balaio de Babados
Porcelana - Financiamento Coletivo

Teca Machado disse...

Oi, Alê!
Te entendo completamente. Gostei bastante de A Garota do Trem, mas não achei esse bafafá todo, não. Compararam com Garota Exemplar, o que achei um absurdo, porque o livro da Gillian Flynn é muito mais incrível e original e bem construído.
Nomes dos autores que você citou, como Nora Roberts, Harlan Coben e Sparks, eu gosto muito, confesso, principalmente quando quero um livro leve e que não exija muito de mim, mas não rejeito um bom livro mais difícil e interessante. De vez em quando é bom, temos que exercitar o cérebro, não é mesmo?
E que bom que não sou só eu que acho que todas as distopias se inspiram em Jogos Vorazes, hahaha. Amo distopia, mas tenho lido umas muito iguais as outras.
Marketing, como quase tudo na vida, é o que faz ou destrói pessoas, livros, artistas, músicas, comida e o resto.
Adorei a sua comparação do final do fast food!

Beijooos

www.casosacasoselivros.com

Diane disse...

Oie...
Parabéns pelo post! Já disse que amo essa coluna? Acho que sim, né? Rsrsrs...
Também acho que tem muuuiiitos livros desvalorizados no mercado e sim, pode ter haver com o nosso medo de sair da zona literária de conforto. E tem ainda o fato de que alguns leitores buscam apenas "os mais vendidos", não dando a chance para aqueles menos conhecidos.
Adorei a metáfora que você usou :)
Bjo

http://coisasdediane.blogspot.com.br/

Sil disse...

Olá, Alê.
Fiquei até com vergonha agora porque sou dessas que gosto de ficar na minha zona de conforto e só não como big mac todo dia porque é caro e engorda hehe. Brincadeiras a parte, concordo com o que você disse. Tem horas que fico até com vergonha de dar a minha nota do skoob porque leio um livro e acho tão mediano e quando vou lá só vejo notas cinco. E vice-versa. Conheço tão livros bons que nenhum blogueiro leu e tem tantos livros fracos que fazem tanto alvoroço. Mas acho que isso se deve a divulgação mesmo. Esse novo livros da Novo Conceito por exemplo, Tudo e todas as coisas, acho que é isso, eles estão fazendo propaganda desde setembro do ano passado e pelo que tenho lido nas resenhas não passa de mais um ACEDE. Acho que a divulgação influencia sim na opinião dos leitores.

Blog Prefácio

Patricia Martins Bueno disse...

Olá! Parabéns pelo post, concordo inteiramente com vc! Tem muitos livros que considero geniais, que pouquíssimas pessoas conhecem, e muitos livros famosos que todos amam eu não consigo nem terminar! Acho que realmente as pessoas tem dificuldade de sair da zona de conforto e procurar por algo diferente.
Beijo!
http://booksmanybooks.blogspot.com.br/

Camila Carvalho disse...

Ás vezes fico com esses pensamentos na cabeça também, na grande maioria costumo achar os livros que explodem fáceis fracos, por outro lado eles conseguem chegar em um público novo que gosta de leituras rápidas e sem muitas reviravoltas.
Um post bem interessante, parabéns.
Beijo

www.tecontopoesia.com

Sarah Fernandes disse...

Oi, tudo bom flor? Não li os livros que você citou, então não tenho como opinar sobre eles... mas com outros livros isso sempre acontece comigo, eu leio o livro com a maior expectativa e ddepois fico me perguntando "por que eu queria ler isso mesmo?" hahaha é por isso que ultimamente tenho tentado começar a ler outros gêneros além dos que eu costumava ler.
Adorei seu post

beijos
http://resenhaatual.blogspot.com.br/

Theresa Cavalcanti disse...

Achei bem interessante esse post, pelo fato disso já ter acontecido comigo. Não consigo gostar dos livros do John Green, e quando falo isso, é capaz de me apedrejarem.

Mirelle Marques disse...

Oi le! Achei bem pertinente seu post! Também penso nisso às vezes. Tem muitos livros e autores que são o máximo e não acho tudo isso. Enquanto tem livros realmente bons, que mereciam atenção e nada! Ótimo post!!

Beijinhos

Mirelle Marques
Meu Mundo Em Tons Pastéis

Thalita Branco disse...

Olá Alê!
Adorei o seu texto e concordo, a maioria quer aquilo que é fácil. Não me conformo com a quantidade de distopias ou variações de As Cronicas de Gelo e Fogo existentes por ai. Sim, eu gosto da Nora Roberts, adoro intercalar um livro denso com uma leitura mais tranquila. Pois como vc disse, não dá para viver só de fast food.
Bjs

EntreLinhas Fantásticas - MEGA SORTEIO DE ANIVERSÁRIO! LANÇAMENTO STEPHEN KING + TIMOTHY ZAHN E RENATA VENTURA AUTOGRAFADOS!

Carolina Garcia disse...

Olá, Alê!
Tudo bem?

Acho que você está sendo arrogante nesse texto. Não é porque você não gostou de algo que todas as outras pessoas devem considerar ruim também. Quem é você para dizer o que é bom e o que não é?

Eu sou da seguinte perspectiva que cada leitura é uma coisa muito pessoal. O que sinto ou acho pode não ser o mesmo que você, mas eu vou falar no meu blog que eu achei daquele livro e esperar que mais alguém ache a mesma coisa. Afinal, cada um de nós pensa de uma forma única e diferente das outras.

Não li A Garota do Trem, mas minha amiga (que é fanática por suspense, por sinal) AMOU o livro e vive dizendo para eu lê-lo.

Obviamente livros com tramas mais simples fazem mais sucesso no Brasil, já que o Brasil tem uma taxa de 13 milhões de analfabetos, sendo que 27% dos brasileiros são analfabetos funcionais (dados de 2015). Em um país que a média de leitura é 4 livros por ano, não temos que alegrar que há um crescimento no número de vendas e que as pessoas estão começando a ler mais?

Tudo é evolução. Você começa lendo algo simples e vai desenvolvendo suas capacidades e interesses até pegar livros mais complexos e cansativos.
Mas, para a maioria da população, ainda estamos na base dos livros infantis. Então que venham Nora Roberts, Nicholas Sparks, James Patterson e todos os outros best-sellers para induzir um prazer de leitura às pessoas que não leem ainda.

Livros mais complexos e cults serão sempre mais difíceis de ter um sucesso grande, se comparado às tramas mais simples. E isso não é só por conta do marketing.
O marketing é importante sim, mas também tem o fator de um leitor que mal começou a ler e está aprendendo sobre seus próprios gostos. Principalmente aqui no Brasil.

E mais uma vez replico, como você pode dizer que o livro x é um fast food e o y é um banquete gastronômico? O que o difere do resto das pessoas para categorizar que um livro é melhor que o outro?
E se a pessoa gostar mais de McDonalds (que por sinal está super caro) porque não pode comer sempre do que a comida boa que come todo dia?!
Mais uma vez, acredito que tudo depende do ponto de vista de quem está lendo.

Acho que o mais importante que todos devemos ter sobre qualquer tipo de obra é respeito.
Eu vejo algumas séries que nem tenho vontade de ler pela história me parecer incrivelmente fraca e chata, mas tem muuuuuuitos fãs enlouquecidos que vão atrás da autora e ficaram apaixonados pelos livros. Então, quem sou eu para julgá-los?!

Bjs!

livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

Marlene Conceição disse...

Oi Alê.

Parabéns pelo post, ficou maravilhoso.
Te entendo totalmente e sei como isso é frustrante, como ainda não li A garota do trem não posso te dizer exatamente o que achei.
Mas na minha opinião esse sucesso todo não é por que as pessoas gostaram da obra, e sim por que simplesmente foram na onda.
Lógico que alguns gostaram de verdade, posso esta errada, mas essa é minha opinião.
Boa Tarde.

Mariana Ogawa disse...

eu adoro essa coluna ale, mesmo quando eu não comento por aqui normalmente eu leio
acho q essa pergunta serve para qualquer tipo de arte: música, filmes ...
pq as vezes alguém q é bom pena para fazer sucesso e outros com uma qualidade discutivel conseguem vender milhões (não vou citar nomes para não dar confusão) e acho q filmes e principalmente música isso ainda é pior q em livros.
eu gosto de blockbuster/bestsellers/top na parada (alguns tá) mas concordo contigo que é bom variar um pouco.

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