quarta-feira, 28 de março de 2012

RESENHA: Um Homem de Sorte


“Recuperava o fôlego com as mãos na cintura, quando viu o brilho pálido de uma fotografia, meio enterrada na areia. Parou para pegá-la e percebeu que a plastificação era barata, mas bem feita, provavelmente para protege-la das intempéries. Tirou o pó para ver a imagem com mais nitidez e foi então que a viu pela primeira vez” (SPARKS, p.34, 2011)

Longe de ser meu gênero favorito de leitura, há muito que os livros de Nicholas Sparks me despertavam a curiosidade devido aos inúmeros e fervorosos fãs que o autor tem conquistado. Assim, quando “Um Homem de Sorte” chegou às minhas mãos eu tinha uma expectativa bastante contraditória com relação a leitura.

Devo dizer que o mais difícil foi deixar meu preconceito de lado. Afinal, eu não gosto de histórias de amor irreais e, correndo o risco de estar equivocada, tenho a impressão que é exatamente este tipo que o autor escreve: histórias de amor intensas e dramáticas. Aqueles amores impossíveis que encontram vez apenas nos livros e telas de cinema. No caso de “Um Homem de Sorte” as primeiras páginas foram um desafio, mas depois disso eu passei a apreciar a leitura.

A história gira em torno de Thibault, um ex-fuzileiro naval que encontra uma fotografia de uma mulher e devido a inúmeros eventos passa a acreditar que essa fotografia é seu amuleto de sorte. Ele parte então em uma jornada, atravessando o país a pé por cinco anos atrás da mulher da fotografia, pois acreditava que era seu destino encontrá-la, afinal se essa mulher salvara sua vida tantas vezes, talvez ele devesse retribuir de alguma forma.

Até esse momento, tudo o que eu tinha a dizer era: “Sério mesmo? Sr. Sparks, assim fica bem difícil levá-lo a sério”. Convenhamos. Um homem larga tudo e sai a procura de uma mulher que viu numa fotografia perdida no meio deserto? Alguém imagina alguém que faria uma coisa dessas? Eu não. E com certeza, se alguém fizesse comigo eu colocaria a pessoa para correr (e sairia correndo para o outro lado, provavelmente). Mas como eu disse, passada essa parte o livro se torna bastante gostoso.

A partir do momento em que Thibault e Elizabeth (a mulher da fotografia) se conhecem as coisas ficam mais “normais”. Ele passa a trabalhar para a avó dela e faz amizade com o filho dela de 10 anos, um menino esperto que não tem um bom relacionamento com o pai. Falando no ex-marido de Elizabeth, fica claro desde o início que ele está ali apenas para atrapalhar a história – toda história de amor tem que ter essa figura, não é mesmo? – e Sparks consegue construir ele de forma a ser bastante detestável.

Quanto ao casal principal, não vou dizer que me apaixonei por eles e pela história dos dois. Pelo pouco que sei sobre as obras de Sparks, e de novo correndo o risco de falar bobagem, tenho a impressão que os finais de seus livros tendem a ser trágicos, principalmente para os casais protagonistas. No decorrer da leitura de “Um Homem de Sorte” eu não consegui me envolver a ponto de me angustiar, me emocionar ou coisa parecida, o que claramente é a intenção do autor, mas apreciei a história. Como eu disse, passada a parte da busca pela mulher da fotografia, os dois se tornam um casal bastante normal.

Acho que Sparks escreve de uma maneira leve e agradável e faz com que a história seja absorvida rapidamente. Cada personagem tem uma função clara e seus propósitos se cumprem ao longo da trama. A mim, parece que nada do que o autor colocou no mundo de Thibault e Elizabeth foi desperdiçado. Acredito, sem dúvidas, que o autor é bastante feliz na concepção de suas histórias, conseguindo entregar para o seu público exatamente o que ele quer ler, conseguindo contá-las de maneira a até mesmo emocionar os mais românticos. Agora entendo porque os amantes das histórias de amor gostam tanto do autor. Ele com certeza faz um excelente trabalho nesse sentido.

Gostei mais de “Um Homem de Sorte” do que imaginava. Como disse, comecei a leitura com certo preconceito, mas depois acabei por gostar. Esse foi o primeiro Nicholas Sparks que li e possivelmente não será o ultimo. Quando os romances não forem muito exagerados, o autor consegue em mim mais uma leitora.

Título: Um Homem de Sorte
Autor: Nicholas Sparks
Nº de páginas: 349
Editora: Novo Conceito

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4 comentários:

Aione Simões disse...

Oi Mari!
Bom, eu sou um pouco suspeita pra falar porque eu amo romances, quanto mais intensos pra mim é melhor hehe!
Mas acho que o que mais me agrada no Nicholas foi o que também te agradou: a maneira de como ele constrói a história, os personagens e como ele consegue transmitir tudo o que deseja. De um modo geral, os livros dele sempre seguem uma mesma fórmula, mas, ainda assim, são muito gostosos de serem lidos!
Boa sorte com suas próximas leituras dele ^^
Beijos!

Blake disse...

Sua resenha ficou muito boa!
Só li um livro do Nicholas, mas espero ler muitos outros! rs Principalmente esse!

BjO
http://www.the-sook.blogspot.com.br/

Juliana disse...

Oie!
Além de Um Homem de Sorte, só li Um Amor Para Recordar, e gostei mais do segundo :P

Também achei tensa essa história do cara cruzar o país pela mulher, e depois ela dar ataques quando descobre da foto. Tipo, WTF, mulher? hahaha

Não sei, esse livro não me cativou muito, assim como você, não senti uma ligação muito grande com os personagens, então nem me emocionei nem nada. Foi um livro "bom", no fim das contas.

Sua resenha ficou ótima :D

Beijoooo!

Ju
julianagiacobelli.com

Vanilda disse...

Ainda não li nada de Nicholas Sparks e foi bom saber que o livrou agradou você, porque eu também tenho esse pé atrás com a história. Enfim, creio que num futuro próximo vou encarar "Um homem de sorte" e ver o acho de Nicholas Sparks.

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