segunda-feira, 22 de outubro de 2012

RESENHA: A Menina que não sabia ler

“O que eu mais gostava em Shakespeare era a facilidade com que lidava com as palavras. Parecia que, se não houvesse palavra para o que queria dizer, ele simplesmente a inventava. Ele poetava o idioma. Por inventar palavras, ele bate qualquer outro autor. Quando crescer e tornar-me escritora, e sei que me tornarei, pretendo shakespearear algumas palavras. Já estou praticando.” (HARDING, 2010, p. 18). 

***

Se você frequenta blogs literários, pode-se dizer que, em maior ou menor grau, você é um bookaholic. E se você é um bookaholic, você deve estar familiarizado com aquelas promoções do Submarino que levam qualquer leitor a falência. Eram cinco livro por cinquenta reais, eu tinha escolhido quatro títulos. E foi assim que A menina que não sabia ler veio parar na minha estante. 

Florence e Giles são irmãos órfãos e residem em Blithe House, mansão mantida pelo tio e tutor das crianças, o qual não se importa com os sobrinhos e limita-se a pagar as despesas da casa. Nos idos de 1891, não era de se estranhar que este tio proibisse qualquer tipo de formação a Florence, que, ao descobrir uma biblioteca em Blithe, apreende a ler sozinha.

A narrativa, em primeira pessoa, do ponto de vista de Florence, é excepcional. Além de ser muito fácil se identificar com a personagem, é muito fácil ser tragado pelas suas aventuras até a biblioteca e suas descobertas no mundo da literatura. E até a página 50 eu teria apenas elogios. Mas eis que o livro tem 282 páginas, e sinto-me obrigado a alertar-lhe que as 232 páginas restantes foram desastrosas. 

A trama, que inicialmente parecia ser tão promissora, se transfigurou subitamente no roteiro bizarro e incoerente de um filme de terror de quinta categoria, também conhecido pela expressão: “sem pé, nem cabeça”. 

Tudo aquilo que eu achei interessante, todas as pergunta que me fiz durante o decorrer da leitura, todos os pontos altos da trama simplesmente foram deixados de lado, porque, aparentemente, não eram a estória que o autor tinha para contar. Ou seja, o livro termina, e o leitor não recebe respostas. 

Ao que tudo indica, boa parte da estória poderia constituir um mero devaneio da menina. Lembre-se que o livro é narrado por Florence, no alto dos seus doze anos, e a única resposta plausível é a de que não há separação entre a realidade e a sua imaginação fértil. Aliás, começo a pensar que, talvez, tudo fosse sua imaginação. 

Sem problemas se o leitor soubesse isso desde o início da leitura. Mas ao chegar no final do livro, sem nenhuma das respostas que esperava, sem uma explicação clara do que foi que aconteceu, me senti enganado pelo autor. E sinceramente, a mensagem que se extrai do livro é que se uma criança lê demais ela perde o juízo. 

Assim, deixo meu alerta: mantenha distância.

Título: A menina que não sabia ler
Autor: John Harding
N.º de páginas: 282
Editora: LeYa

33 comentários:

Eduarda Menezes disse...

Oi Alê!
Mesmo com o seu alerta eu confesso que tenho uma vontade imensa de ler esse livro, por uma razão.
Eu adorei A Outra Volta do Parafuso, do Henry James. É um grande clássico do terror e um das narrativas mais ambíguas de todas. Por ser contado em primeira pessoa através dos olhos da governanta você se indaga o tempo inteiro se tudo aquilo não passa de imaginação ou se realmente há uma presença maligna rodeando as crianças. Dito isso, deixa eu me explicar melhor rs
A Menina Que Não Sabia Ler é claramente inspirado e muito, no clássico do Henry James - para o bem ou para o mal. Só que, pelo visto, contado através do ponto de vista da criança. Diferente do outro livro. Até o nome dos meninos são parecidos. No do James, Flora e Miles e, nesse, Florence e Giles. Tudo faz-me lembrar o livro maravilhoso do James e, pelo menos nesse outro caso, a intenção foi justamente deixar para o leitor decidir o que para ele melhor se encaixou: se era tudo devaneios da cabeça louca da governanta, ou se de fato havia algo ali. O cara inspirou vários estudos nesse sentido, e adoro livros que fazem os leitores posteriormente procurarem significados ocultos presentes em passagens, diálogos e reflexões. Posso não ter conseguido explicar muito bem rs Mas qualquer coisa tem resenha do livro que eu mencionei lá no blog e, se te interessar - justamente porque tem uma "certa" ligação com esse - é só dar uma passada pra ver.
De qualquer forma gostei da resenha e de conhecer o seu ponto de vista!
Beijos!

Lili disse...

Assim como a Duda eu digo "também tenho curiosidade de ler o livro, mesmo com teu alerta". Também comprei numa promoção louca (só que da saraiva).

Comprei pelo preço e claro porque chamou atenção o título (nós que amamos ler gostamos de livros que falem sobre leitores, não?). E aí li diversas críticas desfavoráveis. Não parece que as pessoas tenham gostado.
Ainda assim, eu quero muito ler.
Não sei quando, mas eu ainda tenho a sensação de que eu vá gostar.

liliescreve.blogspot.com

Mai disse...

Oiii!

Eu também fiquei morrendo de vontade de ler esse livro.
Quando vi,lembrei de um livro infantil que acho que se chama 'O menino que não sabia ler'
Sua resenha faz ele parecer beeem estranho, mas também me deixou curiosa.

Sofia disse...

Oi Alexandre!

Eu me decepcionei profundamente com esse livro. Concordo com o que você disse: “sem pé, nem cabeça”. O livro realmente tinha um história legal, mas infelizmente não foi bem aproveitada; acho que o título não fez jus ao livro em si. Pois bem: seu foco foi completamente diferente do que se parece ser. O final foi simplesmente decepcionante pra mim, pois a Florence superou as suas próprias loucuras, e eu fiquei me perguntando o por que dela ter dito aquilo.
Gostei bastante de sua resenha!

Beijos

Nardonio disse...

Já tinha lido a sinopse desse livro há um tempo, mas essa é a primeira resenha que leio sobre ele. Ao ler a sinopse, já tinha ficado com um pé atrás em relação a ele, e agora, depois dessa resenha, posso dizer que fiquei com os dois pés. Rsrsrs
Pode ser que um dia chegue a lê-lo, mas a única coisa que posso falar é que vai demorar muito.

Seguidor: DomDom Almeida
@_Dom_Dom

Aline Stechitti disse...

Na vdd eu acabei de ler e fiquei com mta raiva, só agora pensando melhor é q entendi a genialidade do autor e o qto q é preciso pensar p entender o que ele fez.

Spoilers a seguir:

Florence é a vilã da história, uma garota paranoica, mas não p culpa da leitura, mas pela solidão e p não ter nada nem ninguém ao seu lado além do irmão por quem se torna obcecada. Crescendo sozinha em uma casa velha q rangia, sem nada além de livros de fantasia p lhe orientar (tendo q fazer isso escondido) e talvez com algum transtorno mental desconhecido, ela surta.
O que as pessoas não entendem é q estão lendo a versão dos fatos contada por uma jovem "maluca", não sei se essa é a palavra, mas me entendem né? Ela estava tendo alucinações, era pirada mesmo, uma criminosa, a vilã da história caramba! Não é p ter um final mais feliz p ela do q teve. Era exatamente o q ela queria e p mostrar sua maluquice, sua frieza e maldade temos a morte de Theo, pois ela o deixou morrer.

Camilla Vasconcelos disse...

Quando vejo esse livro nas americanas sempre fico com vontade de por ele na cestinha, mas até agora não coloquei, mesmo com essa critica que vc fez ainda tenho vontade de lê-lo, só que não nesse momento pois tenho muitos livro acumulado ( por conta de tantas promoções na submarino, que verdadeiramente nos deixam lisos),kkkk

Letícia Valle disse...

Alexandre, o que me chamou a atenção foi o título do livro. Até me entusiasmei pelos seus elogios anteriores. Ao ver seu ponto de vista, concordo, e me entristeci um pouco. Achei que poderia ser uma boa leitura, particularmente gosto de histórias do século XIX e bibliotecas! Mas o outro lado, não. Nunca leio livros de terror (nem assisto filmes), só um ou outro romance policial, só li 2 até hoje!! risos
Não gosto quando se torna uma narração destas. Você é um ótimo escritor! :)

Melkides Diniz disse...

Oi,o trecho do livro citado na resenha na verdade fica na página 15, a não ser que o livro que tenho é outra versão,mas eu não li ainda rsrs...

Maria Sousa. disse...

Não sei se quero arrancar os cabelos do autor, por ele ter deixado todas as perguntas mais petulantes sem uma só resposta, ou se quero beijá-lo, pelo mesmo motivo. Talvez tenha sido isso que me fez gostar tanto desse livro, não saber se foi uma história real, ou se tudo não passou de mais um sonho da menina. Tantos detalhes, que eu jurava que estava lá, bem ao lado, observando cada movimento. Gostei um bocado!

Francielle de oliveira silva disse...

Bom, eu sempre gostei de livros narrados em primeira pessoa, ainda mais quando são ficção e estava morrendo de vontade de ler esse livro.
Mas pelo que você falou, pelo seu aviso, acho que vou desistir...não gosto quando fico "Ué, mas já acabou? assim??" rsrsrs

Renata disse...

Eu também comprei o livro na promoção da submarino (5 livros por 50,00 reais) entre eles estavam A menina que não sabia ler, no inicio da leitura parecia uma história incrível não desgrudava um minuto do livro, até que a história começou a tomar um rumo surreal realmente ''sem pé nem cabeça'', me decepcionei MUITO com o final. Mais vou deixar um dica de um bom livro Veronika Decide Morrer de Paulo Coelho, leiam vale muito a pena!!

Ana disse...

Meu Deus, esse livro é excepcional, maravilhosamente bem escrito, nos confundindo pelo fato de nos seguirmos apenas pelo ponto de vista de Florence e por isso demoramos a perceber que entre sua inteligência aguda se aflorava também sua psicopatia.
É perturbador, mas inesquecível, eu sugiro que as pessoas leiam esse livro e tirem suas próprias conclusões. "Florence and Giles/ A Menina Que Não Sabia Ler" tem sim, muito pé e muita cabeça.
O autor é um gênio e vale a pena seguir a trama, não percam.

Flor disse...

o livro é uma bomba!

Aline Stechitti disse...

O motivo pelo qual as pessoas odeiam o final do livro é o mesmo motivo pelo qual eu adoro.

Moema L disse...

Sei que essa postagem é meio velhinha mas tenho que dizer que sou apaixonada por "A menina que não sabia ler". Simplesmente li ele em um único dia, não conseguia parar nem um segundo, me senti na pele da Florence, a cada acontecimento meu coração pulava... simplesmente amei.
Como já disseram antes o motivo pelo qual alguns odeiam o final é o mesmo que me fez eu amar.

Temos opiniões diferentes mas gostei da sua resenha.

David Bassotto disse...

O meu livro não tem 282 páginas, só tem 220 :/
Como assimmm??!?!

Guria de Lua - Ana :) disse...

O livro é uma droga! Mega decepcionante! Bizarro ao extremo! Vc começa a ler o livro esperando ansiosamente uma coisa e ele acaba sem responder praticamente nada dos mistérios inseridos ao longo das páginas. Não que história não fosse promissora ... com certeza tinha tudo pra ser ... pelo menos até as primeiras 50 páginas é ... mas aí entram mistérios que ficamos na expectativa de desvendar e nada ... todas as perguntas ficam no ar sem resposta ... o final se apresenta de um jeito interessante mas a quantidade de perguntas sem explicações são muitas o que tira completamente a graça do final ... sem nexo algum ... pura loucura mesmo ... eh como se faltasse metade da história ... vc fica com aquela sensação de "tá e daí o que mais?" e daí eu digo: nada!

Aninha Araujo disse...

Eu tô apaixonada por esse livro... acho que a ideia do autor era mesmo deixar nossa imaginação encontrar as respostas.
Desde o começo você consegue perceber como a Flo, na verdade, era má... só que nem todo mundo quer acreditar que a narrativa é feita pela vilã do livro.
Sensacional!

Sr. Startanius disse...

Eu realmente me irrito com resenhas que não são aprofundadas e com gente que desgosta de algo que não entende. A minha impressão é que esses "leitores" não souberam nem interpretar o livro que estava diante deles.
John tem uma genialidade sem precedentes e o que me incomoda é que a maioria das pessoas que leram o livro não deveriam nem passar perto. Sabe por quê? Esse tipo de livro não é pra qualquer um, e sim pra um seleto grupo de pessoas que sabem analisar aquilo que leem. O que me incomoda muito nesse livro é o tom comercial que a Leya quis passar. Enganou milhões e ainda vende muito, rs. Se não tivesse esse nome clichê que lembra o best-seller "A Menina que Roubava Livros" e essa capa de romance/drama de banca, e sim o nome original e a capa original que fazem parte de uma história de suspense gótico, muita gente que leu nem passaria perto. Pra quem gostaria de ler livros enigmáticos, vá em frente. Se esse estilo não te agrada, não leia.
Pra quem leu, e não entendeu, vamos uma pequena reflexão. Quem narra a história do livro não é "o autor" e sim o personagem, a própria Florence. Então, por favor, leitores medianos, não culpem o autor pela falta de "respostas" ao longo do livro ou o final que não lhe agradou por não ter sido mastigado, te entregando tudo aquilo que você não foi captar ao longo da leitura. Pensem por si mesmos. Vocês já pararam pra pensar em tudo aquilo que a Florence não quis escrever, por que é óbvio? Ela oculta aquilo que bem entende, esse livro não é nada mais do que as impressões do que ela fez/presenciou e aquilo que se prostrou a contar. Nem tudo que ela disse faz sentido se você levar o que ela diz como único ponto de vista ou como verdade absoluta. Saiba duvidar daquilo que lê! As coisas são tão óbvias que poucas pessoas realmente entendem os fragmentos chaves jogados no livro, para uma concepção final. Enfim, para um maior entendimento aqui vai: Florence é psicopata, esquizofrênica, sonâmbula, e tudo que narra deve ser levado em consideração desses três fatores. Ela é uma garota sozinha que se priva em uma biblioteca e lê para se livrar do tédio. A morte da primeira preceptora provavelmente foi ocasionada por ela pela proibição da bibliotexa, e por pouco não foi descoberta pelas autoridades, que chegaram a duvidar de suas versões dos fatos. Ela, traumatizada com a morte da outra, criou uma teoria de que ela estaria voltando da vida para aterrorizá-la e roubar seu irmão /matá-lo. Levem em consideração a esquizofrenia dela na parte das visões dos espelhos e o sonambulismo dela na parte em que ela acha que está vendo/ouvindo certas coisas, aliada ao medo e ao terror. A gente consegue captar muito bem que eram os pais de Giles e Florence pelo livro, pelo menos isso eu acho que a maioria conseguiu captar, e pelo menos os motivos dela ter feito o que fez no final com o personagem que muita gente apostaria ter outro fim, um romântico. Enfim, quebrar a cabeça pra pensar um pouquinho não custa nada, e fazendo isso, a gente dá realmente valor pra coisas como esse livro.

Anônimo disse...

bem eu ja li e digo , se vc quer fica na duvida leia , e se vc gosta de um terror leia , que um final feliz leia, mas se vc quer resposta no final do llivro nem chegue perto!

Anônimo disse...

como as pessoas são ignorante , criticam tudo o que não entende , me diz uma coisa , o que custa parar e pensar um pouquinho ? para depois fazer essa critica de um autor tão genial ? será que não está obvio que a menina era cheia de problemas mentais e que fantasiava tudo , tipo vemos casos que tal pessoa mato fulano ciclano e achamos essa pessoa um mostro sem tamanho , e o livro A MENINA QUE NÃO SABIA LER revela a mente de uma vilã como ela pensa e sente , agora me diz uma coisa essa garota parece ser uma assasina impiedosa ? claro que não o autor nos fez viajar na mente de uma vilã enfim esse livro me fez pensar muito ,é uma pena que não tenha acontecido o mesmo com vc , mas por favor para de julgar o que vc não conhece ou não compreende ok ?

Mênyky Rocha disse...

Quando peguei esse livro na biblioteca publica da minha cidade, eu simplesmente li o resuminho atras e olhei para a capa e pensei q esse livro era bem simpático e inocente (se assim podemos dizer). Comecei a lê-lo e imaginei que a senhorita Taylor era a verdadeira vilã, mesmo considerando que a Florence já estava louca ao ver a imagem da professora nos espelhos. Imaginei isso tudo até quando estava lendo os últimos capítulos que mudaram todo o rumo que eu havia imaginado. Por mais que esse livro é muito louco, eu gostei dele pelo fato de que o autor nos trouxe um final imprevisível. E eu amo livros que me surpreendem!

Anônimo disse...

O que as pessoas não entendem é que a proposta do autor é exatamente essa: fazer com que o leitor tire suas próprias conclusões, é justamente esse o diferencial do livro.

Só pra constar: pra mim a Taylor é a vilã, mas Florence também não deixa de ser, afinal ela é extramamente fria, acredito também que ela matou a Whitaker e teve algo haver com o acidente do pai e da madrasta, pois coragem para matar ela tinha. Se o livro continuasse, provavelmente Hadleigh seria a próxima vítima, porque , como detetive, ele desconfiava que havia algo de errado com as histórias menina, só não queria acreditar...o resto são só dúvidas!

Carolina

Anônimo disse...

O que as pessoas não entendem é que a proposta do autor é exatamente essa: fazer com que o leitor tire suas próprias conclusões, é justamente esse o diferencial do livro.

Só pra constar: pra mim a Taylor é a vilã, mas Florence também não deixa de ser, afinal ela é extramamente fria, acredito também que ela matou a Whitaker e teve algo haver com o acidente do pai e da madrasta, pois coragem para matar ela tinha. Se o livro continuasse, provavelmente Hadleigh seria a próxima vítima, porque , como detetive, ele desconfiava que havia algo de errado com as histórias menina, só não queria acreditar...o resto são só dúvidas!

Carolina

Anônimo disse...

O que as pessoas não entendem é que a proposta do autor é exatamente essa: fazer com que o leitor tire suas próprias conclusões, é justamente esse o diferencial do livro.

Só pra constar: pra mim a Taylor é a vilã, mas Florence também não deixa de ser, afinal ela é extramamente fria, acredito também que ela matou a Whitaker e teve algo haver com o acidente do pai e da madrasta, pois coragem para matar ela tinha. Se o livro continuasse, provavelmente Hadleigh seria a próxima vítima, porque , como detetive, ele desconfiava que havia algo de errado com as histórias menina, só não queria acreditar...o resto são só dúvidas!

Carolina

juliano cesar de oliveira disse...


Oi adorei.. muito obrigado, depois de ter lido sua resenha...me interessei pelo livro....mas vc já leu o livro reverso ... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link ..
www.buqui.com.br/ebook/reverso-604408.html

Denise disse...

SPOILERS....Acsbei de ler o livro. minha teoria: comecei a perceber que ela era "esquisita" e que poderia ter sido ela a causadora da morte da sra. Whitaker quando o delegado pergunta sobre o som da madeira batendo na cabeça e ela diz que nunca escutou esse barulho. Nesse ponto pensei: - puts, foi ela que deu com o remo na cabeça dela ... CONTINUEI, mas ainda achei q ppderia ternsim um fundo enigmático espiritual na trama... depois achei que realmente a Sra. TAYLOR era má (no momento que a Sra. GILES discute com ela), mas também fiquei em dúvida pois ela fica realmente preocupada com a Sra. GILES E cuida dela..
bom, o autor cita muito Macbeth e isso também me intrigou...
ao final acho que: Sra. Taylor era a mãe de Giles que o pai (que era o tio) não deixou mais ver...
ela pretendia pegar o filho e levar para viver com ela (interpretei isso juntando um momento wue ela fala para Flo: na verdade ele é seu meio irmão" e na fotografia final...

Denise disse...

SPOILERS....Acsbei de ler o livro. minha teoria: comecei a perceber que ela era "esquisita" e que poderia ter sido ela a causadora da morte da sra. Whitaker quando o delegado pergunta sobre o som da madeira batendo na cabeça e ela diz que nunca escutou esse barulho. Nesse ponto pensei: - puts, foi ela que deu com o remo na cabeça dela ... CONTINUEI, mas ainda achei q ppderia ternsim um fundo enigmático espiritual na trama... depois achei que realmente a Sra. TAYLOR era má (no momento que a Sra. GILES discute com ela), mas também fiquei em dúvida pois ela fica realmente preocupada com a Sra. GILES E cuida dela..
bom, o autor cita muito Macbeth e isso também me intrigou...
ao final acho que: Sra. Taylor era a mãe de Giles que o pai (que era o tio) não deixou mais ver...
ela pretendia pegar o filho e levar para viver com ela (interpretei isso juntando um momento wue ela fala para Flo: na verdade ele é seu meio irmão" e na fotografia final...

Milena Schabat disse...

Poxa, eu amei esse livro!
Entendo tudo o que você disse, e tive a mesma opinião depois que acabei de ler o livro, mas não consegui admitir toda essa história e, mesmo chateada, me forcei a refletir mais sobre o que aconteceu na trama. Acho que, o que John Harding quis fazer com tantas perguntas não respondidas, foi nos dar o poder de decisão. Normalmente, finais "abertos" não me agradam, mas gostei desse. O maior problema talvez tenha sido a editora desse livro, que mudou o título pra, com certeza, vender mais (lembra muito A Menina Que Roubava Livros), e também mudou a capa, fazendo parecer que o livro é algo que está bem fora da verdade. E, pra finalizar esse comentário gigante: leia o segundo livro, ele te dará algumas respostas sobre o primeiro (o meu final estava certo, rs)

Beijos,
literarizei.blogspot.com

Bárbara Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bárbara Lima disse...

Aaaaiiiiii que raiva... O que aconteceu depois? E aí?
Acabei de ler e vim em busca de uma explicação e o que encontro é um monte de gente com a minha mesma sensação.

Unknown disse...

Existe o volume 2, do livro

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