sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

RESENHA: Tempo de Matar

— [...]. Se você fosse branco, o mais provável seria que fosse a julgamento e inocentado. O estrupo de uma criança é um crime horrível e quem pode culpar um pai por retificar o erro? Um pai branco, quero dizer. Um pai negro gera a mesma simpatia entre os negros, mas há um problema. O júri vai ser branco. Desse modo, um pai negro e um pai branco não têm chances iguais com o júri.” (GRISHAM, 1994, p. 247)

***

Li apenas um livro de ficção de John Grisham e admito que não gostei muito da experiência. Mas o tempo passou, conclui a faculdade de direito e me tornei um advogado criminalista, com a ambição de publicar um thriller jurídico em um futuro próximo. Como li poucos livros desse gênero, e sendo Grisham um dos maiores expoentes, resolvi que era hora de ler uma de suas obras de maior sucesso. 

No Mississipi ainda em fase de integração racial, dois homens brancos estupram uma menina negra. Carl Lee, o pai da vítima, inconformado com a situação, decide fazer justiça com as próprias mãos, matando os dois meliantes e sendo detido logo em seguida. O massacre envolvendo a questão racial logo chama atenção da mídia nacional e as opiniões se dividem rapidamente. Caberá a Jack Brigance, jovem advogado, defender Lee em busca de justiça. 

O grande mérito de Grisham foi explorar temas complexos e polêmicos, que fazem parte do cotidiano forense, mas que nem sempre são percebidos pelo público. Assim, temas como preconceito, racismo, justiça, vingança, imparcialidade, influência da mídia em processos criminais, coerção de jurados, e tantos outros assuntos surgem naturalmente na trama e fazem o leitor refletir. 

Para destacar tais reflexões, o autor optou por criar um caso simples e com poucas reviravoltas, que não roubasse a atenção das questões suscitadas ao longo da obra, sobretudo, a influência da raça para um julgamento justo. O problema é que, por mais interessante que estas indagações sejam, a meu ver, o ponto alto de um thriller jurídico é, necessariamente, o tribunal. Mas com uma estória simples, tudo o que se desenrolou no tribunal era previsível. E mais: o autor fez questão de inserir detalhes jurídicos inócuos, mas não se deu ao trabalho de narrar o interrogatório do réu, tampouco as alegações finais do promotor de justiça, deixando de aproveitar alguns dos momentos de destaque em um julgamento. Em resumo, temos um livro estável, sem altos e baixos, que caminha sempre com o mesmo ritmo, não chegando a entediar, mas tampouco empolgando. 

A verdade é que Tempo de Matar é um thriller jurídico que se desenvolve em razão de fatores extraprocessuais, visto que a cobertura da mídia, os ataques da Ku Klux Klan, as manifestações dos negros e a manipulação dos jurados são eventos externos, mas que acabam por determinar, de uma forma ou de outra, como o julgamento se dará. Por este motivo, creio que o primeiro livro de Grisham constitui muito mais um drama tendo como pano de fundo um julgamento, do que verdadeiramente um thriller jurídico. 

É comum livros desse gênero comportarem uma certa dose de romance policial. Afinal, temos um crime que será levado a julgamento, e as investigações podem ser tão interessantes quanto o desenrolar do processo criminal. Além disso, inquéritos policiais, por melhores que sejam, dificilmente esclarecem completamente o que ocorreu. Grisham, ao criar um caso policial em que se sabe absolutamente tudo o que aconteceu (o que, diga-se de passagem, dificilmente acontece no mundo real), eliminou sua melhor chance de fazer suspense. Como já disse, entendo a opção do autor, mas ainda assim me pareceu um tiro no pé. 

Não aprovei a visão maniqueísta que Grisham imbuiu em seus personagens relacionados ao mundo jurídico sobre o direito penal. Nada no direito, e muito menos no direito criminal, é preto no branco, bom ou mau, culpado ou inocente. Advogados se preocupam (ou deveriam se preocupar) em garantir que o réu tenha uma defesa justa e que as provas sejam suficientes para condenar, afastando qualquer dúvida. Os personagens de Grisham eram, a meu ver, 8 ou 80, sempre defendendo os extremos: ou tem que abolir a pena de morte ou tem que matar todo mundo. 

A narrativa em terceira pessoa funcionou adequadamente, e se mostrou ideal para mostrar os inúmeros pontos de vista da estória, embora tenha exagerado, em alguns momentos, nas descrições. Infelizmente, os diálogos soaram superficiais, pois o autor utilizou a mesma voz para todos os personagens. Convenhamos que é estranho que um homem sem instrução fale exatamente igual a um homem culto.  

Admito que nesta resenha a opinião do leitor foi sobreposta pela opinião do advogado. A estória em si é boa e admiro a coragem do autor em criar um livro em cima de discussões e não de eventos. Mas, creio que uma estória mais intrincada e com mais reviravoltas empolgaria mais o leitor, e nem por isso perderia o brilho das reflexões a que o autor se propôs.

Título: Tempo de Matar (exemplar cedido pela editora)
Autor: John Grisham
Tradutor: Aulyde Soares Rodrigues
N.º de páginas: 591
Editora: Rocco

31 comentários:

Andressa Menezes disse...

Oie

Nunca li nenhum livro do autor, mas pela sua descrição este não me chamou tanto a atenção, eu gosto bastante de livros que tenham cenas no tribunal e os diálogos no tribunal que são a parte interessante né e neste não teve não entendi, se você gosta de dialogos em tribunal recomendo que leia algum livro da Jodi Picoult são livros de drama mas que sempre surgem um tribunal e faz ficarmos pensando quem é o certo e quem é o errado ou onde está o certo e o errado.

Beijos
www.livrosechocolatequente.com.br

Alessandra Salvia disse...

Oi Alexandre!
Primeira vez que vejo uma resenha desse livro. E para ser sincera, ainda não sei se ele se encaixa no que eu leio, porém, as vezes precisamos nos arriscar nas leituras né?
Gostei da sua resenha!
Beijos
http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

Mariana Ogawa disse...

na verdade eu não sou muito fã de tramas que se passam em tribunais, em especial nos EUA Deus sabe quando, pois as leis variam muito de estado para estado (nem comento da avaliação de época p época) e se eu não sei as regras do jogo fica complicado avaliar como o jogo está se desenvolvendo. sem falar que algo que teria uma pena em um canto em outro tem uma outra avaliação por causa das leis/costumes do local...
mas sempre que há manequismo eu fico muito pé atras o ser humano é muito mais complicado do que isso... enfim... o estilo não me atrai, na verdade nessa questão de tribunal só me atrai quando são casos reais...

Thiago Skeeter disse...

Lembro de ter assistido a esse filme quando era criança, se não me engano é o Samuel L. jackson no papel principal. O filme era bom. Nunca li nada do gênero Thriller Jurídico, sempre fico com um pé atrás com medo de que as histórias sejam enfadonhas.

Nil Macedo disse...

Ale, ha muito tempo atras tambem li um livro do John Grisham e nao gostei tanto, nao fiquei tao empolgada quanto imaginei que ficaria. Nao conhecia esse titulo dele. Mas, pelo menos por enquanto nao me interesso nos livros do Grisham.

bjs.

www.booksandmuchmore.com

Celly Nascimento disse...

Oi, Alê.
Sou estudante de Direito, então esse thriller jurídico já me interessou. A discussão que o livro provoca também. Na verdade estou pensando até em indicar a uns amigos da minha turma que gostem de ler por ler (porque o que a gente tem de leitura não é brincadeira, né? Não é qualquer um que vai topar ler esse livro de 591 páginas). De qualquer forma, ótima resenha. Também odeio esse maniqueísmo que víamos muito nos livros. Ainda bem que hoje em dia os livros têm perdido isso, não existem mais personagens bons ou maus (pelo menos nos que tenho acompanhado do gênero de fantasia épica, o melhor de todos <3).
Adorei seu blog, já estou seguindo você.

Com carinho,
Celly.

http://melivrandoblog.blogspot.com/

Kamilla Evely disse...

Eu nunca li nada do autor, mas tenho certa curiosidade. Porém pena que o autor não investindo de fato no gênero do livro, preferindo olhar mais pra outro lado. Também fiquei receosa com esse lance dos personagens ou serem 8 ou 80. rs Mas quem sabe um dia eu leia e goste né? mas por agora, apesar de ter um pouco de curiosidade, não o farei.
Beijos
Lendo & Apreciando

Cabine de Leitura disse...

Um livro com um tema e tanto diga se de passagem. Parece bom.
Gosto de ler de tudo um pouco, isso aumenta o repertório, então fiquei
curiosa com essa leitura.

Abraços Ale.
http://cabinedeleitura1.blogspot.com.br/2015/01/tag-livros-emocoes.html

Ana Clara disse...

Oi Alê!

Ganhei dois livros desse autor. Comecei a ler um deles, "O Último Jurado" e não consegui me envolver muito. Depois disso, os dois estão aposentados na minha estante. Acho que, depois dessa leve decepção, não sei se pegaria "Tempo de Matar" para ler agora, apesar de ter uma premissa bem interessante.

Beijo!
http://www.roendolivros.com/

Ana Lima disse...

Oláaa!
Gosto desses temas fortes, mas mais para documentários e não para uma leitura. Não sei se conseguiria realizá-la. Mas ele tem a premissa bem interessante, acho que eu leria mais para frente, quando eu evoluísse mais os meus pensamentos e estilo de leitura!
Beijos!

http://our-constellations.blogspot.com.br/

Guilherme Dias disse...

Heey!!
Acredita que eu não conhecia o autor?! Pois é, mas depois de ler essa resenha maravilhosa que você escreveu, não fiquei somente com vontade de ler esse livro dele, fiquei com vontade de ler vários livros dele hahah
Abraços!!
Enjoy The Little Things

Elisa disse...

Engraçado que eu nunca tinha parado para pensar sobre a diferença entre thriller jurídico e romance policial, para mim era tudo a mesma coisa! Talvez porque o meu cérebro estacionou na sexta-série e meu gênero favorito continue sendo romance infanto-juvenil, mas eu nunca parei para ler algum livro do tipo. Acho que está na hora de tentar~

The Fat Unicorn

Kamila Villarreal disse...

Olá!

Nunca tinha lido um thriller jurídico, gostei da premissa, mas não sei se teria estômago pra ler um livro onde uma criança é violentada.

resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

Juh Bernardo disse...

Oie,
Ainda não li nenhum livro do autor, mas gostei do tema, merece uma chance!!
Sua resenha ficou ótima!

Abraços,
Juh
http://umminutoumlivro.blogspot.com.br/

Gabriela Cerutti Zimmermann disse...

Agora fiquei surpresa com o que acontece quando não lemos a sinopse. Por ter visto outra capa e nunca lido a sinopse imaginava algo totalmente diferente, Alê. Mas achei a trama bem interessante, apesar do problemas que você apontou sobre o julgamento. Se chegar a ler, pelo menos vou preparada. Ótima resenha.

Abraço!
http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

Paula de Franco disse...

Oi, Alê.

Não conhecia o autor e todavia não li nenhuma obra desse universo - Thriller Jurídico - e te falo que não me chama a atenção. Achei muito interessante o crime em si que vai a julgamento. Racismo e vingança. Mas por saber que é uma história sem grandes reviravoltas e que não chega a entediar o leitor, mas que também não o empolga creio que nem arriscarei a leitura. Quem sabe uma outra obra do gênero.

Beijos.
Visite: Paradise Books BR // Instagram

Desbravadores de Livros disse...

Oi, Alê.

Diferente de você, ainda não concluí os estudos; mas sou estudante de direito também. Acredito que entendi perfeitamente o que você quis passar. Quando li "O homem que fazia chover", do mesmo autor, tive essa mesma concepção que você teve ao se referir sobre os extremos. Sem levar em conta que o autor abordava mais ou menos do mesmo estilo.
Um recém formado precisava defender alguns casos e, em destaque, de uma seguradora que não queria cobrir o tratamento de um jovem que estava doente em estado terminal.
A história era basicamente semelhante na questão de buscar honestidade, de mostrar as duas faces do direito (de um modo bem maniqueísta, como você disse) e primando pela busca de justiça através de um advogado jovem.
Acredito que não tenha sido também um thriller jurídico, também como você definiu. Mais me parecia um suspense, com drama e uma dosagem policial. Aí sim, no final, tínhamos o julgamento. Diferente desse, até que gostei do julgamento ao ser apresentada a defesa do réu. Porém, senti falta de um promotor mais assíduo, que apontasse o dedo e fizesse seu papel. Ficou meio lá, meio cá.
Gostei da sua resenha e entendi bem o seu sentimento quanto a esse livro. Ainda não li, mas quem sabe depois...

desbravadoresdelivros.blogspot.com.b

Estante Diagonal disse...

OI Alê eu adoro livros que tem diversos pontos de vista, da para entender que o autor quer que saibamos mais sobre determinado fato. Legal saber que o livro tem vários ensinamentos sobre direito e tal. Achei interessante. Ótima resenha, muito bem argumentada!

Beijos Joi Cardoso
Estante Diagonal

Inês Gabriela A. disse...

Olá,
Eu confesso que realmente não me interesso por esse tipo de livro, justamente por ele não fazer meu estilo de leitura. Mas parece mesmo ser um livro interessante para quem gosta do gênero.
Beijos.
Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

Aline Gonçalves disse...

Oie, tudo bom?
Adorei sua resenha. Não tenho o costume de ler thriller jurídico, mas gosto do gênero. Mesmo que a história tenha se apoiado em outras bases, fiquei curiosa por causa da discussão sobre o racismo e tudo que envolve esse tipo de preconceito. Parece ser uma obra que te faz refletir sobre alguns assuntos, mesmo com alguns aspectos negativos que você apontou na resenha.
Beijos,
http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

Tony Lucas disse...

Oi, Alexandre! Tudo bem? Até então eu só tenho lido romances policiais (com a investigação e tudo mais), mas sempre tive muita vontade de ler um thriller jurídico! Não sei se leria esse livro do John, fiquei meio desanimado quando você disse que "não chega a entediar, mas tampouco empolga"! :/ Ótima resenha!

Abraço

http://tonylucasblog.blogspot.com.br

thayna ta disse...

Nossa, essa frase de início é bem tensa, mas real na maioria das vezes. Nunca li nada do autor. Mas como tu já tinha lido, é bom dar chance ao autor. A temática que o livro aborda é bem delicada. Pois por a filha ser estuprada e o feito de justiça com os próprios punhos. Vi que o livro é bem estável. Nada de emoções ao ver.
Abraços Alê.

Matheus Braga disse...

Hey Alê, tudo bem?

Os livros do John sempre surgiram em rodas de discussões quando fazia faculdade, mas nunca me interessei pelas obras por um motivo muito simples: quando leio, quero fugir da realidade, e não vou consegui fazer isso se pegar um livro relacionado ao trabalho. Você, como colega de profissão, deve entender o sentimento.

Entendo que os temas abordados pelo autor são polêmicos, principalmente nesse livro, cuja questão do preconceito racial é tratado tão abertamente. Você disse que não concorda com a visão maniqueísta do autor, e concordo com você em partes. Temos que levar em conta que o sistema jurídico americano, bem como suas fontes, sempre foram voltadas ao sentido 8 ou 80, o que não ocorre aqui no Brasil, vez que tudo "depende do caso concreto" rsrsrs.

Enfim, infelizmente não tenho interesse em ler os livros do autor... a não ser que ele escreva um livro no qual o advogado é literalmente do diabo e esteja querendo aplicar a premissa do "pacta sunt servanda" aos contratos de adesão ao pacote de férias no purgatório HAHAHAHAHAHA

Grande abraço,
Matheus Braga
Vida de Leitor - http://vidadeleitor.blogspot.com.br/

Rafa Hübner disse...

Alê, vc sempre é muito querido cmg, deixando comentários fofos e tudo mais. Não sabia que vc é um colega de profissão (ou quase, já que ainda não me formei), me apaixonei mais s2 haha
John Grisham é um autor que eu gosto, acho que não tem como não gostar de thrillers jurídicos fazendo direito...mas como vc disse, os livros que li dele foram bons, mas não arrebatadores. Sempre que alguém fala nos livros dele me dá uma vontade de ler - tipo agora - mas é um autor que fica meio esquecido dentre os outros que quero ler hehe
Não conhecia esse livro, mas a discussão me parece interessante, ainda mais se passando nos EUA que, talvez, a segregação ainda seja sentida mais fortemente (embora aqui no BR as coisas funcionem de forma parecida, esses dias li uma reportagem no ConJur - creio - que falava que negros tem condenações maiores do que brancos por crimes similares).

Beijão!
Arrastando as Alpargatas

Teca Machado disse...

Alê, gosto muito dos livros dele, já li vários, apesar de não entender nada de mundo jurídico. Sou uma jornalista só.
Esse eu não li, mas gostei da temática polêmica, normal para as obras do Grisham.
Que chato que os personagens tem a mesma voz. Acho que isso deixa o livro tão falso, como se o autor estivesse com preguiça.
:(

Beijoooos

www.casosacasoselivros.com

Gleydson disse...

Confesso que fiquei um pouco confuso em relação ao livro. Quando li a sinopse, resolvi que o leria, mas ao ler sua resenha, pensei melhor. Eu gosto muito de livros que envolvem crimes e investigações, principalmente daqueles em que acontecem reviravoltas.

Abraços!
www.acampamentodaleitura.com

Aymée Meira disse...

Eu preciso ler um livro desse homem, pela sua resenha, provavelmente será esse. Muitos falavam bem da escrita dele, porém, tinha medo de me decepcionar. Sou fã de thrillers jurídicos e nunca li nada do John (#shameonyouamy). Esse ano vai... ah se vai. haha

beijos,

Amy - Macchiato

Nardonio disse...

Como não entendo essa parte jurídica, acho que essas suas colocações iriam em passar despercebidas. Mas, a partir do momento em que um autor se propõe a escrever algo nesse ambiente, ele deveria ser o mais real possível. Mesmo assim, como gosto de um thriller jurídico, me arriscaria a ler.

Seguidor: DomDom Almeida
@_Dom_Dom

Vitória Pantielly disse...

Oi Alê

Não conhecia o livro e muito menos o autor, e confesso que não tenho nenhum thriller jurídico na prateleira, pelo fato de nenhum ter me chamado a atenção. Até agora.
Por mais que sua opinião sobre o livro não seja tão positiva, conforme você descrevia o desenrolar da história eu me senti tentada a descobrir mais sobre o livro .. Acredito que vou me sentir indignada em vários momentos, pricipalmente, ao meu ver, pela injustiça do caso, e leituras assim tendem a me envolver. Enfim, acho que vale a pena dar uma chance pra leitura.

Amanda Pampaloni Pizzi disse...

Oi!
Ainda não tive oportunidade de ler nada deste autor, mas o tema em si já parece ser bastante pesado, pois além de estupro, fala sobre a questão racial, que para mim nem deveria existir tal polêmica, e da justiça pelas próprias mãos.
Beijos.

Louca dos livros disse...

Nossa não concordei que ele deu tiro no pé não, eu amei o livro, acho que foi suficiente o suspense dele ser ou não inocentado. Até fiz uma resenha no meu canal só falando pq devemos ler esse livro https://youtu.be/JZ2nSzZEPEU
Beijosss

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