quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

RESENHA: Fundação

“Mesmo que o Império fosse reconhecido como algo ruim (algo que não digo), o estado de anarquia que se seguirá à sua queda seria pior. É esse estado de anarquia que meu projeto jurou combater. Entretanto, a queda do Império, cavalheiros, é uma coisa sólida e não será fácil evitá-la. Ela é ditada por uma burocracia em ascensão, um dinamismo em declínio, um congelamento de castas, um represamento da curiosidade... e uma centena de outros fatores.” (ASIMOV, 2009, p. 38/39)

***

Desde que li Eu, Robô pela primeira vez, tinha curiosidade de ler outras obras de Isaac Asimov, em especial sua obra prima, a Trilogia da Fundação. Após a leitura do primeiro volume da série a única pergunta que resta é por que demorei tanto tempo para mergulhar neste universo fantástico.

Hari Seldon é um psico-historiador que previu, por meio dessa ciência, o declínio do Império Galáctico e o fim dos seus 12 mil anos de progresso e riqueza. Segundo as contas de Seldon, após a queda do Império teria início um período de 30 mil anos de retrocesso: guerras, redução populacional, decomposição do conhecimento. Embora a queda seja inevitável, Seldon está convicto que há uma forma de reduzir o período das trevas para apenas um milênio: criar uma enciclopédia com todo o conhecimento da humanidade. Surge assim a Fundação da Enciclopédia. 

Apesar da premissa partir da ficção científica, é incrível como o livro não se limita a isso. O autor aborda assuntos inerentes ao ser humano como política, ciência, religião, comércio, poder, manipulação, e tantos outros. O conhecimento de Asimov sobre o comportamento humano é estarrecedor, e impressiona por se manter acurado, mesmo passados mais de setenta anos da primeira publicação da obra. 

Em sendo a saga audaciosa, pois abrange um período de mil anos de história da Fundação, o autor utilizou-se de um recurso pouco comum: acompanhamos os momentos-chaves para o desenrolar da saga, saltando grandes lapsos temporais que são irrelevantes. Ou seja, o leitor não é enrolado com cenas ou informações desnecessárias. 

O problema é que ao ter uma estória tão audaciosa para contar e ao adotar a estrutura acima descrita, o livro conta com vários personagens, e nenhum deles pode ser chamado de protagonista.  O livro é dividido em cinco partes (sendo que cada uma delas representa um momento-chave da Fundação), e em cada parte um personagem assume a direção da estória, então, não há alguém com quem o leitor se conecte do início ao fim do livro. 

Entretanto, entendo a opção do autor. A estória não é sobre um ou outro personagem, mas sobre a Fundação, que é o verdadeiro protagonista, o foco de toda a saga. Então, o livro é quase como uma colcha de retalhos, e cada parte  mesmo que tenha início, meio e fim , integra algo maior: a história da Fundação. 

Apesar de não termos muitos personagens fixos, dois deles se destacam: é impossível falar em Fundação sem mencionar o velhinho simpático, inteligente e engenhoso que é Hari Seldon, a mente genial por trás de todo o projeto; e Salvor Hardin, o primeiro e carismático líder a ter que superar as crises oriundas do início da queda do Império.

Como era de se esperar, a narrativa de Asimov é fluida e envolvente. Além disso, em sendo o autor extremamente hábil em criar problemas intrincados e resoluções surpreendentes, o livro nunca perde o ritmo, tampouco cai na monotonia. 

No primeiro volume da saga, Asimov demonstra toda sua criatividade e originalidade, sendo que a melhor palavra para descrever a Fundação é genial. Não é por menos que a trilogia foi premiada com o Hugo Award de Melhor Série de Todos os Tempos em 1966, ganhando até mesmo do clássico O Senhor dos Anéis

Título: Fundação (exemplar cedido pela editora)
Autor: Isaac Asimov
N.º de páginas: 239
Editora: Aleph

41 comentários:

amanda mazzei disse...

Oi!
Eu nunca tinha ouvido falar da Fundação. Teve algo que me atraiu nesse livro, e esse algo foi a História. Sou apaixonada por história e sistemas de governo. História real me atrai mais, porém história ficcional é uma delícia. Amante de literatura fantástica sempre vai pra esses lados, né?
O único ponto que me pareceu ruim foi esse de não ter um personagem pra me conectar. Até nas fantasias (onde tem toneladas de personagens) aparecem alguns pra gente acompanhar. Mas se a própria Fundação é o protagonista, isso pode ter sido original, ou massante. Está mais inclinado a ser original mesmo, me despertou curiosidade.
Beijos!
Expresso de Nárnia

Mariana Ogawa disse...

sério, eu realmente tenho que ler asimov.
ainda não li nenhum livro dele, apesar de ter vontade de fazer anos...
já tinha escutado falar da fundação, mas me disseram que não era um livro muito fácil de ler e na época eu tava tão cansada que acabei deixando de lado.
agora, eu entendo a razão da pessoa ela reclamava dos vários personagens, mas no min ela não entendeu que o personagem principal era a própria fundação

bom, eu coloquei como meta que esse ano eu ia voltar a ler clássicos e definitivamente asimov está lista só não decidi ainda por qual começar, alguma sugestão?

Renata Caparroz disse...

Amo livros geniais! Quero muito ler a trilogia e me apaixonar pelo livro e pelo autor <3
beijão <3 estou te seguindo
www.renatacaparroz.com

Matheus Braga disse...

Fala Dr., tudo bem? ^_^

Sempre quis comprar Eu, Robô, mas sempre que surge a oportunidade acabo comprando algum outro livro que vá completar alguma outra série ou algo do tipo. Um dia eu leio.

A ideia central da Fundação é bem interessante, mas não gosto muito de livros que possuem vários personagens centrais, ou que é narrado sob vários pontos de vista. Muitas vezes construímos uma imagem de um determinado personagem, pois ele é visto pela perspectiva de um terceiro, e quando a história é narrada por ele, percebemos que aquela imagem não está correta, e não falo isso em um sentido positivo. O maior exemplo? Coração Ardente, da série Bloodlines. Nesse volume temos a narrativa sob o ponto de vista do Adrian e isso simplesmente descaraterizou por completo o personagem que a autora criou durante 3 obras. No lugar daquele Adrian sarcástico e cheio de vícios, temos nada mais que um adolescente bobão que é só "Sydney isso, Sydney aquilo, Sydney aqui, Sydney lá", etc. Por isso que essa obra do Asimov, ou até mesmo Game of Thrones, não despertam meu interesse.

Me pergunto se os produtores de TBBT nomearam o Sheldon em homenagem ao personagem. Além de ter todo esse background de sci-fi, em um dos episódios o Sheldon é claro ao dizer que sua prioridade em um mundo apocalíptico seria preservar o conhecimento da humanidade.

Grande abraço,
Matheus Braga
Vida de Leitor - http://vidadeleitor.blogspot.com.br/

Sofia disse...

Oi, Alexandre!
Preciso ler algo do Isaac. Tenho uma curiosidade tremenda por sua escrita, e pretendo começar por "Eu, Robô". Mas já fiquei interessada por "Fundação" (talvez até mais que por Eu, Robô). A história é instigante , sem dúvidas.

Beijo

Ana Carolina da Silva disse...

Acho que se você escrevesse um livro, eu leria em alguns minutos! Sua escrita é incrível, e você sabe como convencer alguém a se interessar por algo!
Já havia ouvido falar dessa trilogia, mas nunca realmente me interessei... O que se alterou por completo agora!

http://imaginationrelease.blogspot.com.br/

Eu, Garota Anônima disse...

Nunca li nada do autor (não que eu tenha lido muitos livros até agora), mas fiquei com bastante vontade de ler. Vou adicionar essa série a minha listinha pra ler depois que eu terminar o livro que estou lendo atualmente.
Gostei muito da sua resenha, você escreve muito bem.

Eu, Garota Anônima

Celly Nascimento disse...

Oi, Alê.

Eu também comecei Asimov com a coletânea "Eu, Robô". O que acho fantástico em Fundação é exatamente o que lhe desagradou: a ausência de um personagem fixo para chamarmos de nosso. Outra característica que admiro no autor é o fato de ele ser simples e direto, sem filuras e divagações, e ainda assim conseguir nos comover. Antes eu pensava que Asimov era chato (havia livros dele na biblioteca da minha escola e pra mim todos que estavam lá eram insuportáveis), mas depois que dei a primeira chance passei a admirá-lo pelo autor fantástico e incrível que é.
Tem post novo esperando por você no MeL.

Com carinho,
Celly.

http://melivrandoblog.blogspot.com/

Vitória Pantielly disse...

Oii Alê!

Me perdi na resenha de "Eu, Robô" e estou bem curiosa pra ler o livro, mas confesso que Fundação não me agradou nenhum pouco, principalmente por ter temas que vivo fugindo, como política e religião, que de longe são temas que eu gosto!
Apesar de sua empolgação e elogios ao livro, este não conseguiu me conquistar, e acredito que seria uma leitura frustrada.
Bj

Paula de Franco disse...

Oi, Alê.

Quando li a Resenha de Eu Robô fiquei até animada com a leitura, mas essa resenha de Fundação não me chamou muito a atenção. Achei legal o livro em si não ter um protagonista e que o foco maior dele é falar a respeito dessa fundação, bem diferente de tudo que vemos por aí, mas não faria essa leitura.

Beijos.
Visite: Paradise Books BR

Julia G disse...

Nossa, sério que esses livros de Asimov foram publicados há tanto tempo? Eu sabia que eram antigos, mas não tanto ;x rsrs
Eu tenho curiosidade de ler os livros do autor, parecem ter um quê de futurista bem interessante, além de uma escrita que prende qualquer leitor. Gostei da premissa da obra.

Beijos

Nilda de Souza disse...

Preciso iniciar logo a leitura de Isaac. Tenho Eu,Robô, mas ainda não tive oportunidade de ler. Acho que vou passa-lo na frente de outras obras. E Fundação é outro que quero muito ler. Eu já havia lido em outras resenhas sobre essa questão de que não há um protagonista. Ou melhor que o protagonista é a fundação. Eu acho essa escolha extraordinária. É por essas e outro que Isaac é tão aclamado.

Abraço!
Os nós da rede

Kamila Villarreal disse...

Olá!

Nunca parei para ler nada do autor, não sabia que ele falava de temas tão complexos com tanto discernimento, com muito conhecimento!

resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

Cabine de Leitura disse...

Realmente o Eu, Robô é muito bom, li a algum tempo e me apaixonei,
gostei da resenha e por conhecer uma boa obra do autor leria esse també, espero ter a oportunidade.

Abraços Alê.
http://cabinedeleitura1.blogspot.com.br/2015/01/resenha-o-quarto-do-sonho-entre-quatro.html

Ana Clara disse...

Oi Alê!

Do autor, eu só li o "Eu, Robô" e, assim como você, tenho muita vontade de ler outras coisas dele. Porém, digamos que eu não tenha oportunidade. Já ouvi muito falar da "Trilogia da Fundação", mas não sabia que "O Senhor dos Anéis" perdeu para ela como A Melhor Série de Todos os Tempos! Fiquei com bastante vontade de ler depois disso, já que "O Senhor dos Anéis" é uma das minhas trilogias preferidas da vida.

Beijo!
http://www.roendolivros.com/

Gabriela CZ disse...

Ultimamente tenho ficado curiosa para a Trilogia da Fundação, e seus comentários aumentaram meu interesse, Alê. Gosto de ficções cientificas que tragam alguns debates e críticas. Ótima resenha.

Abraço!
http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

Jéssica Soares disse...

Oi, Alê! Tudo bem?
Ainda não li nada do Isaac Asimov, eu esperava começar a me familiarizar com suas obras através de "Eu, Robô", mas "Fundação" parece ser uma boa pedida também! Eu gosto muito do que dizem sobre os livros dele e saber que o autor não se limitou na ficção científica é ainda melhor, só mostra que os elogios a ele são merecidos. Ah, e se a trilogia venceu "O Senhor dos Anéis" então ela vale uma leitura obrigatória, só espero não me decepcionar já que as expectativas estão altas!
Jéssica - http://lereincrivel.blogspot.com.br/

Nardonio disse...

Esse livro é, no mínimo, um projeto ousado. Conseguir em tão poucas páginas abranger 1000 anos da Fundação, não é para todos. E o mais impressionante é que tem uma gama enorme de assuntos relacionados aos relacionamentos humanos. Enfim, o Isaac Asimov entrou na minha listinha de futuras leituras.

Seguidor: DomDom Almeida
@_Dom_Dom

thayna ta disse...

A capa deste livro é bem diferente. A cor é forte e chamativa. Não sabia que era do autor de Eu, robô. Mesmo não tendo lido. Por ser uma trilogia, ficou bem mais interessante. Não curto muito ficção científica. Mas alguns autores sabem fazer muito bem na escrita, e isso deixa interessante em algumas das vezes. Gostei de o foco não ser apenas na ficção, já fica mais leve para mim que não consigo ler um foco só, ainda mais ficção. Por ter bastante personagens, acho que não fica meio confuso? Mas gostei da divisão. Hari foi um personagem que mais me interessou. E para ganhar de senhor dos anéis... tem de ser muito bom mesmo. O que eu duvido haha, senhor dos anéis é um dos meus queridinhos.
Abraços Alê.

Vanessa Vieira disse...

Gostei da resenha Alê. Não conhecia o livro e apesar de não fazer muito o meu gênero, parece ser bem criativo. Abraço!

www.newsnessa.com

Daiana Ayalla disse...

Que nostalgia falar sobre Asimov... Li "Eu, Robô" a uns 6 anos atrás e quero muito reler, tenho outra cabeça agora e acho que vou absorver melhor, apesar que mesmo naquela época eu amei a narrativa. Estou doida pra ler mais livros dele, ainda não tive oportunidade.

Beijo.
http://www.tendadoslivros.com.br/

Aymée Meira disse...

Ale, o livro parece mais do que tentador, viu?
A cada resenha que leio dele, tenho certeza que é o tipo certo de livro que me atrai e me prende. :D Ganhei uma meta nova esse ano: ler um livro do Asimov!

beijos,

Amy - Macchiato

Markus Andrez disse...

Oii! Conheci esse autor por "Eu, Robô" e fiquei super interessado nas obras dele! Adorei a história!

mundoemcartas.blogspot.com.br

Alessandra Salvia disse...

Oi Alê!
Descreveu como 'genial'? Me ganhou!
Quero ler! E olha que não conhecia, foi a primeira resenha que li desse livro!
Beijos
http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

Diane Pauline disse...

Ah deve ser uma ótima leitura!!

http://aqueladosviinte.blogspot.com.br/

Pedro Santtos disse...

Estou me surpreendendo com os autores mais é pra melhor, gostei da proposta do livro e também do titulo, a capa é bem o tipo que eu gosto que chama a atenção pro mistério, isso é bom...
Abraços e um Boa semana...

Um Conto Literário

Matheus Salera disse...

Não conhecia essa obra, mas pela sua resenha parece ser um livro muito bom! Vou procurar para ler ^^

Até mais!
Math // de-livro-em-livro.blogspot.com

Fernanda Ohashi disse...

Oi Alê! Não conhecia nada desse autor, mas pela sua resenha tá com cara de ser um ótimo livro! E pelo tamanho do projeto, deve ser uma boa trilogia :) Se ganhou de "O Senhor dos Anéis", é melhor eu anotar aqui né? haha beijos!
http://www.trocandodisco.com.br/

Sil disse...

Meu sobrinho é fanático pelo autor. Mas eu já tentei ler e não consegui. Não gosto muito de livros assim, infelizmente não são para mim. Mas ainda bem que você gostou tanto dele. Tomara que os outros estejam a altura do primeiro.

Blog Prefácio

Giane Nunes Teles disse...

Oi Alê.
Nunca li nada do Issac, mas tenho bastante curiosidade. Sou louca para ler Eu, Robô. Até porque vi o filme e achei sensacional! :D :D Adorei a resenha.
Bjoks da Gica.

Uma Leitora Aquariana

Amanda Pampaloni Pizzi disse...

Não sabia que esta série era tão antiga, muito menos que ele a abordasse de forma tão peculiar! Bem interessante, creio que entrará para minha lista de "Um dia lerei".
Beijos.

Hoje é dia de Livro disse...

Esta aí um livro que preciso ler!
Gostei da resenha.
Abraços!

hojeediadelivro.blogspot.com.br/

Kelen Vasconcelos disse...

Oi Alê!

Esse livro parece ser de certa forma uma crítica política e social, não é? Ultimamente não tenho lido livros assim, apesar de sempre buscar variar o estilo. Sua resenha me fez lembrar de algo certa vez q disse ao uma professora..."Nossa história parecer se desenvolver em ciclos repetitivos" Demorou um pouco pra ela entender o que eu quis dizer com isso, mas logo depois me deu razão. Muito obrigada pela indicação.
Abraço.

http://kelenvasconcelos.blogspot.com.br/

blogsemserifa.com disse...

Fiquei com vontade de ler! Queria começar alguma coisa de ficção científica (um gênero que não conheço muito bem), e essa trilogia parece um boa opção. A opção de não ter um protagonista pode ser interessante também, já que o foco é a história... vou pôr na lista.

Abs,
Isa

George Araujo disse...

Olá Alê!

A primeira obra de Asimov que li foi O Fim da Eternidade. Foi paixão a primeira viagem no tempo! Como você bem citou, o escritor não esbanja com momentos supérfluos no enredo. Tudo que ele coloca tem um porquê.
Ainda não tive a chance de conhecer A Fundação, e sua resenha me deixou com uma vontade gigantesca de conhecer a obra. Posso estar enganado, mas percebi na leitura de O Fim da Eternidade que Isaac Asimov sabe abordar temas complexos sem confundir a cabeça dos leitores. Então imagino a magnificência da obra tendo política, religião, ciência em suas entrelinhas. Quero já na estante!

Finalizando, parabéns pela resenha sucinta!

Abraço!

Kamilla Evely disse...

O livro parece ser muito bom, cheio de coisas, impossível não conseguir fisgar qualquer leitor ein? E achei muito bacana o fato de não ter protagonistas propriamente dito e sim a fundação ser como o protagonista. Nunca li nada assim. E sinceramente espero ter oportunidade de ler esse livro.
Beijos
Lendo & Apreciando

Wislanny Martins disse...

Sempre tive muita vontade e curiosidade em conhecer algumas obras do Isaac Asimov, principalmente por ser tão genial, confesso que sua resenha me deixou com mais interesse. Adorei!

Beijos!
livrosdawis.blogspot.com.br

Wilson Brancaglioni disse...

Por incrível que pareça, ainda, não li nada de Isaac Asimov. Sei que pequei, no entanto, esse ano irei corrigir esse lapso. A literatura de ficção científica entrou na minha vida e a dimensão que ela proporcionou foi fabulosa. É como tentar descobrir o que irá acontecer conosco em um futuro próximo. Acredito que alguns autores conseguiram. Em relação a Trilogia da Fundação já está na minha lista. Pela resenha fiquei curioso em saber como tudo termina, afinal, Asimov é famoso por conhecer o perfil do ser humano. É como se ele fosse um psicólogo, sociólogo, filósofo, enfim, um profundo conhecedor das ciências humanas. Parabéns.

Wilson Brancaglioni
www.estantedowilson.com.br

Teca Machado disse...

Oi, Alê!
Acredita que nunca li nada do autor? Que pecado, né? :(
Esse parece ser muito bom e completo, mas gosto de protagonistas, hahaha.
Acho que isso talvez me deixasse meio perdida, mas posso me aventurar.

Beijoooos

www.casosacasoselivros.com

Isabelle Vitorino disse...

Olá Alê,
Desde que li "As Cavernas de Aço" tenho sido impulsionada a procurar outras obras do Asimov para ler e depois que li "Eu, Robô" essa necessidade se tornou ainda mais urgente. A princípio fiquei dividida entre ler essa obra e "O Fim da Eternidade", mas depois de ler a sua resenha acredito que essa trilogia seja uma opção muito boa para leitura imediata. Ah, gostei muito dessa ideia de que a Fundação é a protagonista, é bem diferente das abordagens que os autores comumente emprega mesmo em livros ambiciosos.
Beijos,
Isabelle | http://www.mundodoslivros.com/

Cris Albert disse...

Tenho um grande interesse em conhecer a obra de Asimov, pois já li ótimas resenhas de livros como "O fim da eternidade" e "Eu, Robô", contudo, até agora não tive a oportunidade de ler nenhum desses. Em outro momento já tinha ouvido falar dessa trilogia Fundação e ao ver a resenha, não pude perder a oportunidade de saber mais sobre a obra. Achei a temática muito interessante e com um enorme potencial a ser desenvolvido. Sobre o fato de não haver um protagonista definido, isso até me agrada, pois gosto muito de outras histórias que seguem uma linha semelhante, discorrendo sobre a história de várias gerações de uma família, como acontece nos livros de Érico Veríssimo. Enfim, um dia pretendo ler essa trilogia.

Leitores Forever

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