domingo, 18 de novembro de 2018

RESENHA: Marcas da Guerra

Star Wars Marcas de Guerra
A saga Star Wars chama minha atenção há anos, especialmente depois que me tornei um leitor ávido de ficção científica, mas por um motivo ou outro nunca assistia aos filmes. Mês passado, finalmente criei vergonha na cara e assisti tanto a trilogia original quanto a segunda trilogia e uma coisa ficou clara: o universo de Star Wars é absurdamente rico! E por isso mesmo fiquei entusiasmado em explorar o restante deste universo em outras mídias, sobretudo pelos livros. 

Marcas da Guerra dá continuidade ao sexto episódio da saga. Após a destruição da Segunda Estrela da Morte, o Império Galáctico está em ruínas e uma Nova República começa a surgir. Entretanto, os remanescentes imperiais não pretendem desistir sem lutar e por isso se reúnem no planeta de Akiva, para planejar os próximos passos. O que eles não esperavam é que o destino acabasse levando para aquele mesmo planeta uma piloto das forças rebeldes, uma caçadora de recompensas e um agente da lealdade imperial. 

O início de Marcas da Guerra é lento. Weding introduz diversos personagens e a trama parece ser bastante dispersa. Porém, aos poucos vemos como as vidas desses personagens começam a se cruzar, convergindo para um mesmo ponto. Assim, a impressão que tive é que o livro é como uma partida de xadrez: no começo há pouca emoção, porém, na medida em que a partida avança e as estratégias ficam claras fica impossível não se empolgar. 

Por sua vez, o desfecho da obra é absurdamente empolgante, tanto é que li as últimas cento e cinquenta páginas de uma só vez, pois não conseguia parar a leitura. Wendig move as peças no tabuleiro de forma a surpreender o leitor com os rumos da estória, sendo que a batalha final conta com altas doses de adrenalina e certamente não irá desapontar aos fãs da franquia.  

A narrativa é exatamente o que eu esperava de um livro de Star Wars: visual. Wendig sabe como puxar o leitor para dentro da cena e fazê-lo enxergar tudo o que está acontecendo, como se estivesse sentando na poltrona do cinema assistindo a um filme. Apesar de ser visual, em nenhum momento o livro se torna excessivamente descritivo, de modo que não cansa o leitor. 

“O Império finge empenhar-se pela lei e ordem, mas no fim das contas, empenha-se em vestir a opressão com a fantasia da justiça.” (WENDIG, 2015, p. 346)

Me causou um certo estranhamento o fato de que não há exatamente um protagonista. Vemos um grupo de personagens, envolvidos de uma forma ou de outra numa situação complexa, mas não há como afirmar que a estória de um deles se sobressaia em relação aos demais. Talvez esse vácuo de protagonismo se deva ao fato de que a própria guerra seja o foco do livro, e as consequências devastadoras que ela traz para a vida de todos os personagens. 

Ainda assim, é preciso dizer que todos os personagens são bem desenvolvidos, contando com vidas pretéritas que foram afetadas por essa nova conjuntura política. Aliás, também merece elogio a diversidade dos personagens: além de mulheres fortes e em posição de liderança, também temos representatividade LGBT.  E finalmente, vamos a questão que não quer calar: algum personagem dos filmes aparece? Leia, Han e Chewie fazem pequenas participações na estória, enquanto o Almirante Akcbar tem um papel mais decisivo na estória. 

Outro aspecto interessante é que o livro conta com diversos interlúdios, mostrando o que está acontecendo nos demais cantos da galáxia. Assim, apesar do enfoque ser nos eventos que se desenrolam em Akiva, temos pequenos vislumbres do que acontece em planetas como Coruscant, Naboo e Tatooine, mostrando como a Nova República está se organizando. 

Marcas da Guerra faz parte do projeto “Jornada para Star Wars: O Despertar da Força”, uma iniciativa da Disney que visava a publicação de diversos livros que fizessem a ponte entre os acontecimentos do episódio VI com a nova trilogia. 

Encerrei a leitura com dois sentimentos: morrendo de curiosidade para assistir O Despertar da Força e ver como as peças do livro se encaixam com o filme, mas também com muita vontade de ler os demais livros da série. Marcas da Guerra é o primeiro livro da Trilogia Aftermath, sendo seguido por Dívida de Honra e Fim do Império

Título: Marcas da Guerra
Autor: Chuck Wendig
N.º de páginas: 404
Editora: Aleph
Exemplar cedido pela editora 

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9 comentários:

O Vazio na Flor disse...

Ao contrário de você, todo este universo de Star Wars nunca conseguiu me prender :/ E oh, não foi por pura falta de vontade não. Mas tentei inúmeras vezes, ver os filmes, me conectar com os livros e foi em vão.
É um universo que sempre digo, está além de mim. Mas acompanho os filmes e livros, pois sei que há fãs demais e tudo que sai sobre a saga, ganha atenção mundial!!!!
Gostei de ler que não há apenas um personagem principal,mas sim, todos! Aprecio demais isso em todos os livros que leio.
Não digo que lerei,mas....quem sabe um dia, eu ainda consiga esta conexão?
Beijo

Vitória Pantielly disse...

Olá Alê,
Eu assisti aos filmes da franquia recentemente, por livre e espontânea pressão do meu namorado, e não é que me apaixonei por esse universo?
Ainda não tive oportunidade de ler os livros, ate porque são muitos, mas pretendo, já sabia que o autor trabalha bem os detalhes, pode até ser um pouco arrastado, nas deixa a leitura mais rica, e isso me conquista.
Imagino que, como estamos acostumados a ter um protagonista, isso seja mesmo estranho, mas, por outro lado, é algo que deixa a história ainda mais original.
Beijos!!

Gabriela CZ disse...

Que bom que você entrou no universo de Star Wars, Alê! Li esse livro há bastante tempo, inclusive, o ganhei num sorteio aqui. Realmente é muito bom, só tenho que me lembrar de comprar as sequências. E acredito que você irá gostar da nova trilogia. Eu adoro, apesar dos xiitas criticarem. Enfim, ótima resenha.

Beijos!

Ana Lima disse...

Uau! Muito boa a sua resenha, de verdade cheias de sentimento (o que reflete q o livro foi amado!), também não tinha visto nenhum dos filmes, até que um amigo meu me chamou para ver O Despertar da Força, não tinha nenhum interesse pelos filmes ou livros até depois de assisti-lo, assim que voltei do cinema assistir a todos os filmes e agr sou apaixonada no universo Star! Ainda não li nenhum dos livros ( estou aguardando ter todos!) algo que me interessou muito no universo foi justamente os interlúdios (são muito bem alocados pelo menos nos filmes), que bom que a leitura foi progredindo. ótima resenha muito objetiva e me fez amar mais todo o universo! Abraços!

Andressa Palma Santos disse...

Eu tento ser fã de Star Wars mas não rola hahaha, tentei varias vezes ver os filmes, na metade eu perco a paciência e procuro outra coisa pra assistir.
Ja tentei assistir os clássicos, os mais recentes, os que se baseiam na saga mas... Prefiro a concorrência haha
Mas adorei a resenha, bjs

Atraentemente Evandro disse...

Há uns três anos que resolvi assistir todos os filmes da saga, porque até então tinha visto alguns e fora de ordem. É realmente um universo que proporciona infinitas histórias. Gostei muito da resenha do livro e acho bem interessante o foco ser a guerra e não necessariamente um protagonista. Dica anotada. Livro ainda não li nenhum.

Luana Martins disse...

Oi, Alê
Só assisti os filmes mais antigos, os novos ainda não.
Mas também quero me aventurar mais nesse universo de Star Wars lendo os livros e assistindo aos novos filmes.
Gostei de não ter um protagonista e o enredo ser focado na guerra com os personagens envolvidos.
Beijos

Ana Paula Santos Moreira disse...

É interessante tudo o que acontece nesse mundo Star Wars e como tem tantas pessoas fascinadas pela série. Por mais sucesso que façam no mundo todo, eu não curto muito, prefiro conhecer um pouco através de resenhas somente.

Ana I. J. Mercury disse...

Alê, pela sua resenha gostei e fiquei com vontade de ler, mas confesso que não entendo muito dos livros de Star wars, não se é porque ainda não assisti aos filmes, mas sempre me perco kkkk
Gostei de ter representatividade LGBT e sobre mulheres fortes.
Vou assistir os filmes logo pra ler kkk
bjs

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