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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Conexões Além da Contracapa # 09

“Drive”, de James Sallis, conta a história de um dublê de hollywood que em seu tempo livre “trabalha” como motorista de fugas de assaltos. O livro é considerado “um novo pulp fiction”, termo normalmente associado ao clássico dos anos 90 dirigido por Quentin Tarantino, mas que teve origem nas revistas feitas com papel barato que apresentavam histórias de entretenimento, mesmo que sem grande contribuição literária. Ainda assim, grandes escritores tem seus nomes associados a revistas pulp, como os americanos Raymond Chandler, Dashiell Hammet e...

... o russo Isaac Asimov, um dos maiores nomes da literatura de ficção cientifica, criador de clássicos do gênero como “Eu, Robô” e “Nightfall”. Assim como Asimov...

... Arthur C. Clark é outro escritor que popularizou a literatura de ficção cientifica. Um de seus livros de maior sucesso é “2001: uma odisseia no espaço” levado para os cinemas em 1968 pelo diretor Stanley Kubrick, que também adaptou outros livros como “Lolita” de Vladimir Nabokov, “O Iluminado” de Stephen King e...

“Laranja Mecânica” de Anthony Burgess. Este último conta a história de Alex - líder de uma gangue de delinquentes que roubam e estupram - que ao ser preso é usado numa experiência para refrear seus impulsos destrutivos que o impossibilita de qualquer ação de violência, mesmo que para defesa própria. Alex também é o nome do protagonista do livro...

“Um Porto Seguro”, de Nicholas Sparks, que conta o romance do viúvo e da misteriosa Katie. O livro ganhou uma adaptação cinematográfica que será lançada em 2013 e será o oitavo livro do autor a ser levado para as telas de cinema. Um dos filmes mais famosos baseados em livros de Sparks é “O Diário de uma Paixão”, estrelado por Ryan Gosling que também protagonizou “Drive”.



sábado, 22 de dezembro de 2012

RESENHA: Drive

“Ele existia a um passo ou dois do mundo normal, na maior parte das vezes passava despercebido, uma sombra, invisível. O que quer que possuísse, podia carregar nas costas ou simplesmente fugir daquilo. O anonimato era o que ele mais amava na cidade, fazer parte de tudo aquilo e ao mesmo tempo estar à margem.” (SALLIS, 2012, p. 24).

***

Acho que nunca mencionei que amo dirigir, certo? Poucas coisas me entretêm mais do que estar sentado atrás do volante, acelerar o carro, trocar a marcha e ouvir o ronco do motor. Sendo assim, um livro que prometia a união entre velocidade e suspense despertou meu interesse imediatamente.

De regra, não transcrevemos as sinopses dos livros em nossas resenhas. Porém, desta vez abrirei uma exceção. Diz a contracapa do livro:

Um dublê de Hollywood encontra mais adrenalina como piloto de fuga durante assaltos, mas, quando um roubo dá errado, suas habilidades para se safar e sobreviver são colocadas em jogo. Do autor best-seller James Sallis, Drive é um romance cheio de adrenalina, um novo pulpfiction, no qual assassinatos, velocidade e estratégia se misturam em uma narrativa cinematográfica que deixará o leitor sem fôlego.

Agora, explico por que transcrevi a sinopse: eu simplesmente não entendi o livro. Para se ter uma ideia, havia iniciado a leitura em fevereiro, quando estava de férias. Porém, após ler cinquenta folhas sem entender nada, imaginei que o fato de estar dividindo o quarto de hotel (leia-se: TV ligada e conversas constantes) tivesse afetado minha capacidade de compreensão, de modo que desisti do livro. Nove meses depois, decidi que havia chegado a hora de dar uma nova chance ao livro e, ao finalizar a leitura, percebi que o problema nunca foi minha capacidade de compreensão.

Dizer que o livro é confuso é ser mais do que eufemista. A narrativa do presente é alternada com capítulos de flashbacks e de flashfowards, todavia não há uma marcação de tempo. Quando o leitor inicia o capítulo, simplesmente não sabe em que parte do tempo aquela cena está ocorrendo.

Mas nada consegue superar a falta de estória de Drive. O piloto (isso mesmo, ele não tem nome) é dublê em Hollywood e faz alguns trabalhos alternativos como motorista de fuga em assaltos. Foi isso que eu entendi da estória. A partir daquele “quando um roubo dá errado” mencionado na sinopse, o livro passa de confuso para incompreensível.

A impressão que fiquei é que o autor, em uma madrugada de insônia ou após beber algumas, teve uma ideia e escreveu o livro, e em seguida publicou sem revisá-lo. Sinceramente, esta é única explicação que encontrei para tanta incoerência.

Título: Drive
Autor: James Sallis
N.º de páginas: 160
Editora: LeYa


 

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