quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

[Livros de guerra] para quem não gosta de [livros de guerra]

Todo leitor se identifica com alguns gêneros literários mais do que com outros. Mas existem alguns livros que são capazes de abrir os olhos dos leitores para gêneros dos quais ele nunca gostou, justamente por mostrarem uma faceta diferente do gênero, por terem algo a mais. Livros que fazem o leitor que diz “Não gosto deste tipo de livro” se apaixonar justamente por um livro deste tipo.

Foi pensando nisso que o Além da Contracapa criou uma nova coluna: “[...] para quem não gosta de [...]”, na qual faremos uma seleção de livros de um determinado gênero ou temática que podem agradar até mesmo quem costuma fugir deles. 

Não são todos os leitores que se interessam pelo campo de batalha, por cenas de luta ou pelas estratégias para vencer o adversário. Entretanto, há livros que utilizam deste elementos, mas que não se limitam a eles. Então, selecionamos três livros de guerra que podem interessar quem não se interessa por essa temática. 

O Pacifista

Tristan é um jovem que se alistou para lutar na Primeira Guerra mundial e mesmo que boa parte do livro se desenvolva em pleno front de batalha, a estória de O Pacifista não diz respeito à guerra. Está é, na verdade, apenas o cenário em que vemos os personagens vivenciando profundos conflitos de identidade e onde descobrem o verdadeiro significado das palavras coragem e covardia. Apesar do contexto violento, Boyne escreveu um drama absurdamente humano e emocionante, que nos faz refletir sobre assuntos que vão muito além da guerra. 



A Casa das Sete Mulheres

A Guerra dos Farrapos foi a mais longa guerra civil brasileira e embora muitos autores já tenham contando essa estória pelo ponto de vista dos generais que lideraram a revolução, Letícia Wierchowski teve a brilhante ideia de olhar para outros personagens: as mulheres que estavam longe da batalha, mas que viveram suas consequências de forma tão intensa quanto os que lutavam. E embora a guerra seja sempre um constante na vida daquelas mulheres — pois estão preocupadas com seus maridos e filhos — o cerne de A Casa das Sete Mulheres diz respeito aos dramas que elas vivenciam no isolamento e na solidão deste cenário. 


O Rei do Inverno

Impossível falar em livros de guerra e não mencionar Bernard Cornwell. O autor sabe escrever sobre batalhas como poucos, narrando a ação de forma empolgante a ponto de fazer o leitor ficar sem fôlego. Mas O Rei do Inverno irá prender a atenção até mesmo daqueles que não se interessam pela adrenalina da batalha, pois Cornwell cria uma trama extremamente criativa e verossímil para recontar a estória do Rei Artur. O autor se atém ao panorama histórico do período, mas não tem medo de se apropriar dos personagens que vivem no imaginário popular e contar a estória ao seu modo. O Rei do Inverno é o primeiro volume da série As Crônicas de Artur. 

10 comentários:

Ludyanne Carvalho disse...

Que legal! Gostei da nova coluna. Esse ano me permiti ler mais fantasias, e estou apaixonada. É claro que precisa conter um romance para me deixar mais interessada, né...
Eu gosto de romances históricos, que se passam em períodos de guerra e que me deixam emocionadas.

Preciso muito ler algo do Boyne, esse parece bem interessante.
A casa das sete mulheres está na minha lista, mas confesso que tenho um certo receio de não gostar da narrativa, então fico adiando. Mas vou ler assim que der...

Beijos

Caroline Waschburger disse...

Oi! Adorei a coluna!
Confesso que livros de guerra realmente não são meus preferidos, mas já que você indicou eles justamente pra quem não é um "grande fã", acho que merecem uma chance!

Beijo!
www.controversos.com

Victor Nascimento disse...

E ai Ale! Tudo beleza?

Pô gostei da coluna, bem interessante prospectar leitores para o gênero. Acho que me ganhou também em rsrs

Grande abraço!
http://www.cafeidilico.com/

RUDYNALVA disse...

Alê!
Sempre achei bem interessante livros de guerras com estratégias.
Já li A Casa das sete mulheres e é um livro fantástico, forte e mostra a ideologia da época.
Os outros dois não li ainda e gostei de ver que tem drama e ação.
Valeu pelas dicas.
Novo Ano repleto de realizações!!
“Meta para o Ano Novo? Ser feliz!” (Desconhecido)
cheirinhos
Rudy
1º TOP COMENTARISTA do ano 3 livros + Kit de papelaria, 3 ganhadores, participem!

Monyque Evelyn disse...

Achei bem interessante esse post, parabéns, é uma forma de mostrar outro lado do gênero para o leitor, estarei sempre de olho nessas postagens :D

https://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

Alison de Jesus disse...

Olá, adorei esse post, uma vez que ele incita as pessoas a sair de suas zonas de conforto e apostar em outros gêneros. Bernard Cornwell é um expoente quando se trata de tramas de batalhas, suas Crônicas Saxônicas são impecáveis e O Rei do Inverno deve ser incrível também. Beijos.

Carolina Santos disse...

Eu vou me arriscar a ler o livro O Rei do inverno só porque eu já ouvi falar muito bem a respeito do autor E pelo fato do livro também ser do gênero fantasia que é um dos meus gêneros favoritos eu vou tentar sair da minha zona de conforto mas é aquela coisa vamos ver no que vai dar

Ana I. J. Mercury disse...

Muito boa a lista, adorei!
Também gosto de ler sobre guerra, acho muito importante para entender tudo o que houve e tentarmos evitar que volte a acontecer.
Quero muito ler os três, principalmente O Pacifista.
bjsss

Marta Izabel disse...

Oi, Alê!!
Não curto muito livro que tenham guerra no meio mais gostei bastante da indicação dos livros principalmente A casa das sete mulheres.
Bjoss

Gabriela CZ disse...

Gosto muito de livros de guerra mas infelizmente não li nenhum desses, Alê. Porém, estão na minha lista há tempos. ótima lista.

Beijos!

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