quinta-feira, 9 de agosto de 2018

RESENHA: Leve-me com você

Leve-me com você Catherine Ryan Hyde
August planejava fazer uma road trip por reservas naturais para deixar cinzas do seu filho, que morreu em um acidente. O que ele não esperava é que seu caminho iria cruzar com duas crianças, Seth e Henry, e como sua vida seria impactada pelo convívio com os garotos. 

A narrativa da autora é bastante envolvente, de modo que a leitura flui com rapidez. Entretanto, admito que em algumas passagens, especialmente nos momentos em que os personagens estavam em meio a natureza, a autora exagerou no uso de descrições. 

Os personagens são bem desenvolvidos e a relação entre eles é muito natural. Apesar da improbabilidade que os reuniu, percebemos que as crianças não apenas precisam de uma figura paterna, mas o próprio August precisava deste contato para superar a perda do filho. Para mim, o destaque vai para Henry, personagem que ganha menos espaço na trama, mas que me pareceu o mais cativante, curiosamente. 

O livro aborda diversos temas, como redenção, amadurecimento, solidão, amizade, superação, injustiça, luto, perdão, recomeços, e muitos outros. Apesar desses assuntos serem pesados e complexos, a autora teve bastante sensibilidade ao abordá-los

“O que você sente é o que você sente, e, por mais que pense que devia sentir outras coisas, não pode mudar seus sentimentos. Tem coisas na vida que podemos mudar e outras que não.” (HYDE, 2018, p. 158)

O alcoolismo é outro tema abordado ao longo do livro, tendo afetado os três personagens de formas diferentes e profundas. Porém, me pareceu que a autora pesou a mão, forçando o assunto inúmeras vezes na trama, de modo que me deixou com o gosto de ser mais uma lição de moral do que uma reflexão. Além disso, fica claro que o assunto era algo pessoal para a escritora e pesquisando sobre sua vida descobri que ela de fato enfrentou tal problema.

Durante a road trip, fiquei com a impressão que não ocorrem muitos eventos. A viagem em si parece não ter muita importância para a estória, pois basicamente vemos os personagens indo de um ponto a outro. E muitas das situações que ocorrem na viagem servem para trazer à tona a discussão sobre o alcoolismo.  

A última parte do livro me surpreendeu bastante, pois a autora seguiu um rumo inesperado. É neste momento que conseguimos ver o impacto que os personagens causaram na vida uns dos outros. Entretanto, o desfecho em si não empolgou muito, visto que deu a impressão de ficar no lugar comum. 

Leve-me com você foi uma boa leitura, que conta com personagens interessantes e reflexões profundas. Apesar de ter batido desnecessariamente na mesma tecla, a autora consegue encantar o leitor e prender sua atenção do início ao fim.

Título: Leve-me com você
Autora: Catherine Ryan Hyde
N.º de páginas: 331
Editora: DarkSide Books
Exemplar cedido pela editora

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5 comentários:

Alice Duarte disse...

Oiii Alê

Eu adoro livros sobre road trip, eles geralmente são mais profundos do que parece e os personagens evoluem muito. Gostei dessa obra, principalmente ao tratar sobre tantos temas de uma maneira que parece ser agradável e ao mesmo tempo necessária. Vai pra lista com certeza.

Beijo

www.derepentenoultimolivro.com

Ludyanne Carvalho disse...

Esse livro está na minha lista de desejados.
Gostei da resenha, vi muitos comentários positivos sobre esse livro, mas é a primeira vez que leio com mais detalhes.
O abuso da descrição pode ser um pouco cansativo, mas acho que vou gostar dessa história.
E pelo visto será uma história que vai mexer comigo.

Beijos

Gabriela CZ disse...

Vai pra lista, Alê. Mesmo com alguns pontos negativos, me parece um livro que eu gostaria bastante. Ótima resenha.

Beijos!

Camila Faria disse...

Gostei da indicação. A história me parece ser bem introspectiva e delicada, acho que eu iria gostar. Um abraço!

Não Me Mande Flores

RUDYNALVA disse...

Alê!
Não tem como um livro que abosda essa gama de assuntos: "redenção, amadurecimento, solidão, amizade, superação, injustiça, luto, perdão, recomeços, e outros" ser um livro ruim, embora como falou, a autora exagerou nas descrições, mas até gosto dos detalhes, sabia?
cheirinhos
Rudy

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