Começo esta resenha dizendo que sim, tenho consciência de que estou alguns anos atrasados. Após anos de muita curiosidade, consegui vencer o meu receio em iniciar mais uma série e finalmente conferi o primeiro volume da série Percy Jackson e os Olimpianos.
Percy Jackson é um garoto de doze anos com dislexia e déficit de atenção, que passou por seis escolas nos últimos seis anos. De alguma forma, ele é um imã para problemas e enrascadas improváveis. É então que ele descobre que os deuses gregos não são apenas mitos, sendo ele mesmo filho de um deles. E pior: sua primeira missão será recuperar o raio-mestre de Zeus, antes que uma guerra entre as divindades coloque a humanidade em risco.
O Ladrão de Raios é narrado em primeira pessoa pelo protagonista, e o texto de Riordan é extremamente fluído e bem humorado. Além disso, o livro é dinâmico e conta com um bom ritmo, o que deixa o leitor envolvido com a estória do primeiro ao último capítulo.
Percy é aquele herói improvável com o qual todos se identificam. Longe de ser perfeito, mas com o coração no lugar certo, sempre pronto para agir, mesmo que muitas vezes por impulso e sem pesar as consequências. Além de esbanjar carisma, a narrativa em primeira pessoa foi a chave para que o leitor criasse uma conexão quase que instantânea com o protagonista.
“Eu trouxe você para um destino de herói, e um destino de herói nunca é feliz. Não passa de um destino trágico.” (RIORDAN, 2014, p. 356)
Um dos aspectos que sempre me chamou atenção nos livros escritos por Riordan era a abordagem da mitologia com pano de fundo de suas obras. E tendo lido O Ladrão de Raios, reconheço que é preciso tirar o chapéu para o autor por sua criatividade: Riordan explora a mitologia grega, mas também a mescla com elementos do século XXI.
Como esperado de um livro infanto-juvenil de fantasia, O Ladrão de Raios conta com alguns clichês do gênero: um grupo de amigos, a figura do mentor, a missão do escolhido, os poderes do antagonista, e assim sucessivamente. Entretanto, tais clichês não ofuscam a originalidade da estória.
Admito que já havia assistido ao filme há alguns anos, e mesmo sabendo quais seriam os rumos da estória, não perdi o interesse na leitura em nenhum momento. Creio que por causa deste fator também achei o final do primeiro livro um pouco previsível.
Também é preciso dizer que O Ladrão de Raios não apenas tem uma estória própria, com início, meio e fim; mas também serve como um excelente livro introdutório para a série, apresentando não apenas personagens, cenário e universo, mas também deixando ganchos promissores para as continuações.
Minha expectativa era encontrar uma leitura leve, divertida e descompromissada, e foi exatamente isso que encontrei em O Ladrão de Raios.
Autor: Rick Riordan
N.º de páginas: 385
Editora: Intrínseca
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