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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

RESENHA: O Ladrão de Raios

O Ladrão de Raios Percy Jackson
Começo esta resenha dizendo que sim, tenho consciência de que estou alguns anos atrasados. Após anos de muita curiosidade, consegui vencer o meu receio em iniciar mais uma série e finalmente conferi o primeiro volume da série Percy Jackson e os Olimpianos.

Percy Jackson é um garoto de doze anos com dislexia e déficit de atenção, que passou por seis escolas nos últimos seis anos. De alguma forma, ele é um imã para problemas e enrascadas improváveis. É então que ele descobre que os deuses gregos não são apenas mitos, sendo ele mesmo filho de um deles. E pior: sua primeira missão será recuperar o raio-mestre de Zeus, antes que uma guerra entre as divindades coloque a humanidade em risco. 

O Ladrão de Raios é narrado em primeira pessoa pelo protagonista, e o texto de Riordan é extremamente fluído e bem humorado. Além disso, o livro é dinâmico e conta com um bom ritmo, o que deixa o leitor envolvido com a estória do primeiro ao último capítulo. 

Percy é aquele herói improvável com o qual todos se identificam. Longe de ser perfeito, mas com o coração no lugar certo, sempre pronto para agir, mesmo que muitas vezes por impulso e sem pesar as consequências. Além de esbanjar carisma, a narrativa em primeira pessoa foi a chave para que o leitor criasse uma conexão quase que instantânea com o protagonista

Eu trouxe você para um destino de herói, e um destino de herói nunca é feliz. Não passa de um destino trágico.” (RIORDAN, 2014, p. 356)

Um dos aspectos que sempre me chamou atenção nos livros escritos por Riordan era a abordagem da mitologia com pano de fundo de suas obras. E tendo lido O Ladrão de Raios, reconheço que é preciso tirar o chapéu para o autor por sua criatividade: Riordan explora a mitologia grega, mas também a mescla com elementos do século XXI.

Como esperado de um livro infanto-juvenil de fantasia, O Ladrão de Raios conta com alguns clichês do gênero: um grupo de amigos, a figura do mentor, a missão do escolhido, os poderes do antagonista, e assim sucessivamente. Entretanto, tais clichês não ofuscam a originalidade da estória. 

Admito que já havia assistido ao filme há alguns anos, e mesmo sabendo quais seriam os rumos da estória, não perdi o interesse na leitura em nenhum momento. Creio que por causa deste fator também achei o final do primeiro livro um pouco previsível. 

Também é preciso dizer que O Ladrão de Raios não apenas tem uma estória própria, com início, meio e fim; mas também serve como um excelente livro introdutório para a série, apresentando não apenas personagens, cenário e universo, mas também deixando ganchos promissores para as continuações. 

Minha expectativa era encontrar uma leitura leve, divertida e descompromissada, e foi exatamente isso que encontrei em O Ladrão de Raios

Título: O Ladrão de Raios (Percy Jackson e os Olimpianos)
Autor: Rick Riordan
N.º de páginas: 385
Editora: Intrínseca

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sexta-feira, 14 de março de 2014

RESENHA: Tequila Vermelha

“Na manhã seguinte cometi o erro de praticar espada de tai chi no quintal. Por volta das 9h eu já servira de café da manhã para um pequeno exército de mosquitos e assustara mortalmente os vizinhos.” (RIORDAN, 2011, p. 55).
 
***
 
Sempre tive vontade de ler algum livro do aclamado Rick Riordan e para meu primeiro contato com sua obra optei por Tequila Vermelha, o primeiro livro da série policial com o personagem Tres Navarre.
 
Quando o xerife de San Antonio é morto em sua própria casa, os investigadores estão crentes de que o crime foi motivado por retaliação. Infelizmente, as pistas do caso levam apenas a becos sem saída e nem mesmo o FBI se mostrou capaz de solucionar o mistério. Dez anos depois, o filho do xerife, Tres Navarre, retorna a cidade, disposto a descobrir o que aconteceu. É então que uma pessoa próxima é seqüestrada, e ele não sabe se os casos podem estar relacionados de alguma forma.
 
Tres se mostrou um protagonista que não convenceu. O autor tentou criar um personagem charmoso, destemido, bom de briga e com deduções brilhantes, mas a mistura parece ter criado alguém arrogante ao invés de cativante. Além disso, seus motivos fazem pouco sentido e suas ações se mostram mais desajuizadas do que as de um adolescente.
 
Os demais personagens são introduzidos rapidamente, e muitas vezes são apresentados por nome, profissão e, talvez, por algum vínculo com o passado, de modo que não há tempo hábil para que o leitor identifique quem é quem. Assim, não espere encontrar personagens profundos e bem desenvolvidos.
 
Por fim, a narrativa se mostrou lenta e cansativa, sendo que pouca coisa parecia acontecer até a metade do livro. Riordan se mostrou incapaz de desenvolver ganchos que prendessem a atenção do leitor, sendo que suas reviravoltas são as mais insossas possíveis.
 
O desfecho, reconheço, é inesperado em grande parte. E, justiça seja feita, a estória tinha muito potencial para se tornar um grande livro policial, todavia, sua fraca execução a tornou monótona e sem sal, sendo que nem mesmo seu final surpreendente a conseguiu salvar.
 
Riordan é mundialmente reconhecido por seus livros juvenis, o quê certamente comprova sua habilidade como exímio escritor. Infelizmente, na condição de escritor policial, o mesmo não pode ser afirmado.
 
Título: Tequila Vermelha
Autor: Rick Riordan
N.º de páginas: 428
Editora: Record
 
 

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