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sábado, 8 de agosto de 2015

RESENHA: Peter Pan tem que morrer

“Eu gostaria de pensar em mim como alguém que busca a verdade, mas provavelmente sou apenas um revelador de mentiras.” (VERDON, p. 107 , 2015)

John Verdon tem uma carreira relativamente curta como autor de livros policiais (apenas quatro livros), mas me parece seguro afirmar que é um daqueles autores que não decepciona. A mim nunca decepcionou.

David Gurney está vivendo dias calmos ao lado de sua esposa Madeleine na fazenda para onde se mudaram depois que ele se aposentou do Departamento de Polícia de Nova York. Isso até que Jack Hardman, um ex-colega com quem tem uma dívida, o procura pedindo ajuda com um caso. Kay Spalter está presa pelo assassinato do seu marido, mas Jack acredita que a investigação não foi conduzida como deveria e que Kay foi vítima de uma armação. A princípio, Gurney deveria apenas ajudar a identificar as irregularidades do caso para anular a sentença de Kay, mas não demora para que o ex-detetive perceba que existem mais coisas por trás daquele caso. Para começar, é impossível que o tiro tenha sido disparado da maneira como a polícia afirma. A investigação o coloca no rastro de um perigoso assassino profissional, um ser andrógeno e imprevisível que recebeu o apelido de Peter Pan.

Como é bom ler um livro policial em que o detetive é interessante, o crime é intrigante e a investigação faz sentido. É assim que me sinto cada vez que tenho um John Verdon em mãos. Na minha opinião, não apenas este é um dos melhores autores policiais da atualidade como um dos poucos que consegue fazer com que hoje em dia eu me empolgue com tramas essencialmente detetivescas e me faça lembrar porquê gosto tanto desse gênero.

Muito do mérito de Verdon vem do seu detetive e uma das minhas coisas favoritas em seus livros é ver como a mente de Gurney funciona e testemunhar a ansiedade (quase uma necessidade) do personagem de juntar todas as peças do quebra-cabeça até que elas façam sentido. Acredito que uma das razões que torna Gurney tão carismático é o fato de ele ser um detetive de fácil identificação. Isso porque o que o leva a investigar os crimes é o mesmo que leva o leitor a ler o livro: encontrar as respostas. Amarrar as pontas de um mistério intrigante. Não um senso exagerado de justiça ou de cumprimento às leis ou ainda uma ação parcial que favorece essa ou aquela pessoa porque foi contratado ou é do seu convívio e outras coisas do tipo. Gurney quer os detalhes e as respostas, não importa quais sejam. Quer provas de que são o que são e não o que ele quer que sejam. Se ele foi fisgado e ficou curioso, vai até o fim (e ninguém é melhor do que ele nesse “jogo”). Mas mesmo esse comportamento não faz dele um Sherlock Holmes (que só se interessa pelo caso e nada pelas pessoas). Gurney é sim um detetive cerebral ao extremo, mas também é humano. Tem problemas e conflitos pessoais, um casamento feliz no âmbito geral, mas que também enfrenta problemas. Todos esses aspectos são explorados por Verdon, o que torna Gurney mais do que um mero detetive que está ali para investigar o caso e sim uma pessoa real (que como tal não vive apenas da investigação). Tendo dito isso, é preciso mencionar que, quatro livros depois, eu ainda não consigo simpatizar com Madeleine, a esposa de Gurney.

A razão pela qual discorro tanto sobre o personagem é que sou da opinião que, em um livro policial, o caso é feito nos moldes do seu detetive. E para David Gurney é preciso que hajam muitas peças porque ele encara seus casos basicamente como quebra-cabeças a serem resolvidos. Em “Peter Pan tem que morrer”, Verdon consegue criar uma trama cheia dessas peças e surpreender seu leitor pela simplicidade da resolução quando chegamos ao final. Eu me peguei dizendo: “Claro que era isso! Como eu não percebi antes?” e adoro quando um livro faz isso comigo. A verdade é que tramas policiais não precisam ser intricadas para serem boas. Elas precisam parecer intrincadas, mas as que conseguem passar essa impressão e ainda apresentar soluções simples são as melhores. John Verdon sabe jogar as regras do jogo: dá aos leitores a chance de desvendar o mistério, mas os enreda de tal forma que eles não o fazem antes do detetive e acabam surpreendidos (exatamente como querem ser). Além disso, a narrativa de Verdon é envolvente do início ao fim. Daquele tipo que se você não precisar parar de ler por algum fator extrínseco a leitura, simplesmente não para.

Um tiro que não faz sentido, uma morte de timing suspeito, pessoas que teriam a ganhar com a morte e nem foram investigadas, desaparecimentos, recados sinistros, mafiosos, ex-detetives vingativos, policiais corruptos e jornalistas sensacionalistas são alguns dos elementos de “Peter Pan tem que morrer”: uma leitura rápida e interessante que tem tudo para agradar os amantes da boa literatura policial. Eu mal posso esperar para encontrar David Gurney novamente.

Título: Peter Pan tem que morrer (exemplar cedido pela editora)
Autor: John Verdon
N° de páginas: 399
Editora: Arqueiro

terça-feira, 1 de outubro de 2013

PROMOÇÃO: Combo John Verdon


John Verdon é escolha mais que indicada aos amantes ou curiosos do suspense policial. Pensando nisto, três blogs declaradamente fãs do autor resolveram sortear um combo especial com três livros do Verdon para apenas UM vencedor.
INFORMAÇÕES GERAIS
  • A promoção começa nesta terça-feira (01) e vai até o sábado (19);
  • A editora Arqueiro ficará responsável pelo envio dos livros;
  • É necessário possuir endereço de entrega no Brasil;
  • O vencedor tem até 72h para responder o e-mail de contato ou o sorteio será refeito.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

RESENHA: Não Brinque com Fogo

“Sou um detetive, pensou. Talvez sempre tenha sido e, de um modo ou de outro, sempre seja. Esse é um fato da minha vida, independentemente do meu contracheque ou da minha posição na cadeia de comando. Tenho talentos que me tornam o que sou. O que importa é o exercício desses talentos, não a opinião (...) de qualquer outra pessoa.” (VERDON, pag. 139, 2013)

John Verdon me conquistou com “Eu sei o que você está pensando” e provou com “Feche bem os olhos” que sua estréia no mundo da literatura policial não fora sorte de principiante. Com seu terceiro livro, “Não Brinque com Fogo”, o autor entrou definitivamente para a lista de autores cujo nome é suficiente para me fazer ler seus livros, pois já sei de antemão que não erra nunca.

Dez anos após os ataques do serial killer que ficou conhecido como Bom Pastor, David Gurney recebe um pedido de uma jornalista que conheceu nos seus tempos de detetive para que auxilie sua filha, Kim, enquanto ela produz um documentário sobre os familiares das vítimas do criminoso que nunca chegou a ser capturado e cujo alvo eram pessoas ricas. O que deveria ser apenas uma consultoria de um dia acaba se revelando um enigma difícil de solucionar quando Gurney percebe que a teoria elaborada pelo FBI na época dos crimes era muito simplória e, talvez, exatamente aquela em que o próprio criminoso queria que eles acreditassem. Contando com poucas pessoas para lhe ajudar e sem medo de fazer alguns inimigos pelo caminho, Gurney tenta solucionar o mistério do Bom Pastor ao mesmo tempo que tenta proteger Kim de estranhas ameaças que tem a cercado e que parecem querer atingi-lo também.

Antes de mais nada, preciso reforçar o quanto John Verdon acertou na criação de seu protagonista. O fato de David Gurney ser extremamente racional, inteligente e incansável em sua busca pela resolução dos crimes faz com que os casos que investiga precisem ser igualmente inteligentes e intrigantes, cheios de peças soltas que ao final o detetive irá encaixar com perfeição para então ver a figura completa (para Gurney os casos são sempre como quebra-cabeças). Isso faz com que seja extremamente prazeroso acompanhar suas aventuras e tentar, junto com ele, elaborar teorias.

Utilizando de capítulos curtos e de uma narrativa dinâmica que jamais se atém a detalhes desnecessários o autor dá forma ao livro que, minha opinião, traz o caso mais difícil de solucionar dentre os que o detetive vivenciou até o momento e mostra que não tem medo de criar um assassino inteligente que comete pouquíssimos erros, pois quanto maior o desafio, mais seu protagonista brilha.

Outro mérito do autor é transitar com naturalidade por todos os aspectos da história, desde o relacionamento de Gurney com sua esposa Madeleine (a intimidade de um casal que está junto há décadas é palpável), ou com Jack Hardwick (o detetive que o ajuda nesta aventura), e até mesmo pelo processo lógico que o personagem adota na investigação (Gurney não usa de sorte e sim de inteligência e persistência). É muito fácil ver esses personagens como pessoas reais que são movidas por necessidades reais, e se isso já acontecia desde o primeiro livro da série, é muito bom ver que eles continuam a evoluir.

Além disso, “Não Brinque com Fogo” é o livro em que podemos ver mais do lado humano de Gurney, pois direciona seu foco também ao relacionamento com Kyle, o filho de quem nunca foi muito próximo, e dá pinceladas do relacionamento de Gurney com seu próprio pai. Também temos a oportunidade de ver um Gurney mais debilitado, de certa forma, e até atormentado por algumas incertezas. Isso me leva a outra coisa que merece destaque: o autor sabe a dose exata de contextualização que precisa dar aos personagens, usando elementos pontuais dos casos anteriores e como eles afetam o protagonista (afinal, pessoas reais são afetadas pelos eventos que vivem), mas sem com isso atrapalhar a experiência de quem não leu os livros anteriores.

“Não Brinque com Fogo” é um quebra-cabeça formado por muitas peças pequenas. Pode não ser impactante como “Feche bem os olhos”, nem dar tanta oportunidade ao leitor de desvendar o caso sozinho como “Eu sei o que você está pensando”, mas isso não o faz menos intrigante, envolvente ou inteligente. É um excelente livro policial que não decepcionará os mais exigentes amantes do gênero e que vem a fixar o nome de John Verdon entre o dos melhores autores policiais da atualidade e David Gurney como um dos melhores detetives que a literatura já viu.

Título: Não Brinque com Fogo (exemplar cedido pela Editora Arqueiro)
Autor: John Verdon
Nº de páginas: 398
Editora: Arqueiro

domingo, 4 de agosto de 2013

LANÇAMENTOS: Editora Arqueiro

Confiram os lançamentos de agosto da Editora Arqueiro:

Uma Longa Jornada


Aos 91 anos, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de sua esposa Ruth surge diante dele.
Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra diversos momentos de sua longa vida em comum.

Perto dali, a jovem Sophia Danko acompanha a melhor amiga a um rodeio. Lá, é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva pelo caubói Luke Collins.
Ele e Sophia começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem juntos. Aos poucos, Sophia percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado. Isso se o terrível segredo não colocar tudo a perder.
Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida.


Nicholas Sparks é um dos convidados da Bienal do Rio de Janeiro no Riocentro e tem um encontro marcado com fãs no dia 31/8.

A capa brasileira de Uma longa jornada é resultado de uma votação promovida entre livreiros e seguidores da Arqueiro no Facebook

Título: Uma Longa Jornada
Autor: Nicholas Sparks
Nº de páginas: 368


Não Brinque com Fogo

No ano 2000, um criminoso que ficou conhecido como Bom Pastor matou seis pessoas em estradas, dentro de seus carros em movimento. Após o sexto assassinato, no entanto, encerrou a matança e nunca foi descoberto.
Dez anos depois, uma jovem estudante de jornalismo está fazendo um documentário sobre os familiares das
vítimas quando coisas estranhas começam a acontecer em sua casa.
Assustada, ela contrata Dave Gurney como consultor. Depois de ler o material sobre o caso – incluindo o perfil psicológico do assassino elaborado pelo FBI –, o detetive coloca em dúvida toda a lógica da investigação.
Ao confrontar os agentes responsáveis, porém, Dave percebe que está mexendo em um ninho de vespas. E, mais uma vez, se colocará em risco enquanto tenta provar seu ponto de vista e capturar o criminoso.

Título: Não Brinque com Fogo
Autor: John Verdon
Nº de páginas: 400


O Visconde que me Amava

A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Ao que tudo indica, o solteiro mais
cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso que resolve dar um basta na rotina de
libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal, mas, para
levá-la ao altar, terá primeiro que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com
ela.

"O visconde que me amava" é a sequência de "O duque e eu", da série Os Bridgertons.
Julia Quinn é considerada a Jane Austen contemporânea.


Título
: O Visconde que me amava
Autora: Julia Quinn
Nº de páginas: 304


Como Salvar um Vampiro Apaixonado

Quando Jessica Packwood descobriu que era uma princesa vampira romena, sua pacata vida adolescente virou de pernas para o ar. Ela precisou fazer as pazes com seu passado para ficar com seu belo príncipe, Lucius Vladescu.
Agora que estão casados, Jessica e Lucius devem unir os clãs mais poderosos dos vampiros e estabelecer a paz de uma vez por todas. Mas primeiro ela vai ter que convencer uma nação inteira de vampiros ardilosos de que tem plenas condições de se tornar rainha.

"Como salvar um vampiro apaixonado" é a aguardada sequência de "Como se livrar de um vampiro apaixonado."

Título: Como salvar um vampiro apaixonado
Autora: Beth Fantaskey
Nº de páginas: 272

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

RESENHA: Feche bem os olhos

“Não havia ninguém para culpar. Ninguém para salvá-lo. Suas decisões o haviam levado àquele lugar, que era o mais perigoso em que já estivera em toda a sua vida. Aquele lugar estreito, oscilando à beira do inferno.” (VERDON, 2012, pg.414)

No ano passado, quando terminei a leitura de “Eu sei o que você está pensando”, primeiro livro de John Verdon, fiquei na expectativa de ver o que o autor novato criaria para seus próximos livros, pois sua estreia havia sido excelente. Quando a Editora Arqueiro lançou “Feche bem os olhos”, segundo livro do autor, eu mal podia esperar para ver se a minha expectativa seria correspondida. Dessa vez, ao terminar a leitura, pude afirmar que Verdon é sim um nome para constar na biblioteca dos fãs de suspense policial. “Feche bem os olhos” é tão bom quanto, se não até melhor, do que o já muito bom “Eu sei o que você está pensando”.

Quase um ano após o caso Mellery, o detetive aposentado David Gurney está vivendo no campo, ao lado de sua esposa Madeleine, quando é contratado como consultor por uma mãe para ajudar solucionar o assassinato de sua filha. O crime fora mais do que brutal: no dia de seu casamento, a jovem tivera sua cabeça decepada e seu corpo posicionado de maneira curiosa. O suspeito do crime, um jardineiro mexicano, sumiu sem deixar rastro e vestígios incompreensíveis foram deixados para trás. Gurney aceita o desafio de resolver mais esse enigma e quanto mais descobre sobre o caso, a vítima e as pessoas que a cercavam, mais terrível tudo se revela.

A trama do livro foi muito bem criada e executada. Verdon conseguiu fazer um crime inicialmente intrigante ficar cada vez mais intrigante e confuso, além de adquirir proporções incrivelmente perversas. Com exceção de Gurney, é muito difícil simpatizar com a maioria desses personagens, mas é muito fácil se deixar fisgar pelos seus mistérios.

Grande parte dos personagens de “Eu sei o que você está pensando” está de volta em “Feche bem os olhos”. Kline, Rodriguez, Hardwick, todos reprisam seus papéis no segundo livro do autor, mas quem brilha mesmo, lógico, é David Gurney. Longe de ser um daqueles super-detives como Sherlock Holmes e Hercule Poirot, Gurney é um cara normal, mas muito inteligente e atento aos detalhes. Era excelente como detetive justamente por reparar em coisas que os outros deixavam passar e por não sossegar até que todas as peças dos quebra-cabeças estivessem perfeitamente encaixadas. Em “Feche bem os olhos” fica claro que ser detetive é mais do que a antiga profissão de Gurney e sim parte do que ele é como pessoa – e de seus conflitos com Madeleine. A relação do casal é uma espécie de folga do caso que o autor dá para o leitor e contribui para dar um toque a mais de realismo ao livro, embora na maioria das vezes Madeleine seja extremamente irritante.

“Feche bem os olhos” tem bom ritmo, boa trama e bons personagens - cada um com suas personalidades bem definidas. Acho que o único erro do autor foram suas constantes referencias ao caso Mellery, ou seja, a trama de seu livro anterior. Mesmo que não haja spoilers do que acontece em “Eu sei o que você está pensando” tantas menções ao caso são chatas e desnecessárias e me incomodaram da mesma maneira como me incomodam nos livros de Michael Connelly, embora goste muito do autor.

Essa é a única critica que sinto que devo fazer a “Feche bem os olhos”. De resto o livro cumpre muito bem sua função e não decepciona de forma alguma. A aposta de John Verdon em um detetive normal, cercado de pessoas normais, envolvido em um crime absurdo repleto de pistas que não fazem o menor sentido, e que dessa vez revelam uma trama perversa em vários níveis, funcionou muito bem. Não tenho duvidas de que o terceiro livro do autor fará parte da minha biblioteca.

Título: Feche bem os olhos
Autor: John Verdon
Nº de páginas: 424
Editora: Arqueiro

sábado, 7 de julho de 2012

LANÇAMENTOS: Editora Arqueiro

Confira os lançamentos de julho da Editora Arqueiro


Título: Feche bem os olhos
Autor: John Verdon

"Complicações intrigantes, ritmo perfeito e um protagonista cheio de conflitos. A ideia do autor, que dota a trama de uma humanidade fantástica, torna este livro imperdível para fãs de suspense que adoram histórias não só instigantes, mas também verossímeis.” - Library Journal
David Gurney sempre foi viciado em resolver enigmas. Mesmo dois anos depois de ter trocado a carreira policial pela pacata vida no campo, sua mente investigativa não consegue resistir a uma boa charada. Foi assim com o caso do Assassino dos Números, um ano antes. Agora, a história se repete quando ele é convidado para trabalhar como consultor e ajudar a polícia a desvendar um instigante homicídio.
Jillian Perry, uma jovem de 19 anos, foi morta de maneira brutal no dia do próprio casamento. Todas as pistas apontam para um misterioso jardineiro, só que nada mais na história se encaixa: o motivo, o lugar onde a arma do crime foi deixada e, principalmente, o modus operandi.
A princípio, David reluta em aceitar o convite, preocupado em preservar seu casamento, já que sua esposa, Madeleine, é totalmente avessa ao seu envolvimento em qualquer assunto policial. Porém, recusar-se a participar da investigação seria ir contra sua essência e David acaba se convencendo de que não conseguirá dormir em paz enquanto o criminoso estiver à solta.
Quando começa a entrevistar parentes e conhecidos de Jillian e a avançar no caso, fica claro que o assassino é não só mais inteligente e implacável do que ele esperava, como também destemido o suficiente para atacar seu ponto fraco. David terá que pensar além das evidências para desvendar o quebra-cabeça mais sinistro com que já se deparou.
Com uma voz narrativa arrebatadora e personagens irresistíveis, John Verdon constrói um suspense vertiginoso, que reserva uma surpresa a cada página. “Feche bem os olhos” tem tudo para alcançar o mesmo sucesso de “Eu sei o que você está pensando” (RESENHA), aclamado pelos leitores e pela crítica.


Título: O Casamento
Autor: Nicholas Sparks

“Sparks está em sua melhor forma nesta comovente história de amor sobre um herói imperfeito que tenta corrigir seus erros.” – Booklist
Após quase 30 anos de casamento, Wilson Lewis é obrigado a encarar uma dolorosa verdade: sua esposa, Jane, parece ter deixado de amá-lo, e ele é o único culpado disso.
Viciado em trabalho, Wilson costumava passar mais tempo no escritório do que com a família. Além disso, nunca conseguiu ser romântico como o sogro era com a própria mulher. A história de amor dos pais de Jane, contada em “Diário de uma paixão”, sempre foi um exemplo para os filhos de como um casamento deveria ser.
Diante da incapacidade do marido de expressar suas emoções, Jane começa a duvidar de que tenha feito a escolha certa ao se casar com ele. Wilson, porém, sente que seu amor pela esposa só cresceu ao longo dos anos. Agora que seu relacionamento está ameaçado, ele vai fazer o que for necessário para se tornar o homem que Jane sempre desejou que ele fosse.
Em “O casamento”, Nicholas Sparks faz os leitores relembrarem a alegria de se apaixonar e o desafio de se manterem apaixonados.


Título: Private: Missão Jogos Olímpicos
Autores: James Patterson e Mark Sullivan

Declaro abertos os Jogos Olímpicos de Londres de 2012!
A Private Londres, filial da maior agência de investigações do mundo, está trabalhando com o Comitê Organizador das Olimpíadas para garantir a segurança da competição. Tudo estava correndo bem até que, na véspera da cerimônia de abertura, Sir Denton Marshall, um figurão do comitê, é brutalmente assassinado em sua casa.
Um psicopata com sede de vingança pode pôr tudo a perder
Horas depois, a jornalista Karen Pope recebe um envelope contendo um cartão musical e uma carta assinada por um homem que se intitula Cronos. Ele assume a autoria do crime e diz que o pesadelo está apenas começando. Sua intenção é purificar os Jogos Olímpicos, manchados por mentiras e corrupção.
Milhares de vidas estão em risco
Peter Knight, líder da Private Londres, logo percebe que Cronos não vai desistir até acabar de vez com o maior evento esportivo do mundo. Numa caçada implacável, a Private e a polícia de Londres tentam deter esse gênio do crime que parece saber mais do que deveria.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

RESENHA: Eu sei o que você está pensando

“Se alguém lhe dissesse para pensar em um número, sei em que número você pensaria. Não acredita? Vou provar. Pense em qualquer número de um a mil – no primeiro número que lhe vier à mente. Visualize-o. Agora veja como conheço os seus segredos” (VERDON, 2011, pag.22)

Quando “Eu sei o que você está pensando” me chamou a atenção não foi exatamente pelo título nem pelo nome do autor, visto que este é o primeiro livro de John Verdon, mas sim pela intrigante sinopse e mais ainda pelo comentário que encerrava essa sinopse e eu o transcrevo aqui: “John Verdon criou em seu livro de estréia um personagem denso, cerebral, capaz de resolver crimes dignos de Hercule Poirot e Sherlock Holmes.” Pronto! Se você quer me fazer ler um livro, basta citar Hercule Poirot e deu: você me ganhou! Um ou dois dias depois, comprei o livro, mas infelizmente não pude le-lo imediatamente. Porem, a espera valeu a pena.

David Gurney, um detetive aposentado, está vivendo um momento pouco agradável em seu casamento e tem se ocupado desenvolvendo um trabalho artístico a partir de fotos de assassinos. Essa rotina é interrompida quando Mark Mellery, seu antigo colega de faculdade, entra em contato com ele pedindo sua ajuda. O que acontece é que Mellery recebeu estranhos bilhetes ameaçadores que o fazem acreditar que o remetente sabe muito sobre ele. Gurney fica intrigado e se envolve no caso. A partir disso, uma série de outras mensagem misteriosas continuam a chegar, perturbando ainda mais Mellery e intrigando cada vez mais Gurney, principalmente quando o detetive aposentado se vê diante de um serial killer extremamente metódico e inteligente. Guimbas de cigarro sem nenhum traço de DNA ou impressões digitais e uma trilha de pegadas interrompida no meio do nada, são apenas alguns dos elementos aparentemente inexplicáveis encontrados nas cenas dos crimes.

O livro é envolvente. O entusiasmo que a trama provoca é constante e não se perde o interesse em nenhum momento. Quando eu achava que sabia do que se tratava e o que é que estava acontecendo, surgia um comentário isolado, uma única frase que me deixava, assim como a Gurney, duvidando de tudo que sabia até aquele momento. É aquele tipo de livro em que nada parece fazer sentido, mesmo você sabendo que está tudo interligado. Quando cheguei aos momentos finais, mesmo já tendo uma boa noção do se tratava, só entendi qual era a grande surpresa uma página antes das coisas começarem a se esclarecer.

São poucos os livros que conseguem prender a atenção do leitor desde as primeiras páginas, e “Eu sei o que você está pensando” é um que se encaixa nessa categoria. De tão bem amarrada que é a trama, é inacreditável que esse seja o primeiro livro de John Verdon e isso me deixa na expectativa de ver o que o autor criará o futuro. Eu teria curiosidade de ver mais de Gurney e até do seu delicado relacionamento com Madeleine, sua esposa, mas para isso teremos que aguardar e ver o que o autor nos reserva. Por enquanto, “Eu sei o que você está pensando” é um belo exemplar de suspense policial que mostra que autores novatos e desconhecidos podem, muitas vezes, ser muito melhores que alguns veteranos que temos por aí.

Título: Eu sei o que você está pensando
Autor: John Verdon
Nº de Páginas: 339
Editora: Arqueiro
 

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