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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Conexões Além da Contracapa #11

“O Código Da Vinci” é o mais famoso thriller do escritor best-seller Dan Brown, no qual o autor habilmente insere personagens reais – especialmente Leonardo Da Vinci - em uma trama ficcional. Essa é uma prática que funciona muito bem em romances históricos...

como na trilogia “O Século” de Ken Follet, cuja ação iniciada em princípios século XX abrange eventos como a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa, permitindo a aparição de figuras como Churchill e Lênin. Embora suas obras mais recentes sejam romances históricos, foi com romances de espionagem que Ken Follet deu inicio a sua carreira. Dentre eles, se destaca seu primeiro romance “O Buraco da Agulha”, vencedor do Edgar Award em 1978, premio do qual...

Harlan Coben também foi vencedor com o romance “Sem Deixar Rastros” – o terceiro da série Myron Bolitar - em 1997. Também da série Myron Bolitar é o livro “Quando ela se foi”, no qual o investigador se envolve em uma perseguição  pelas ruas de Londres e Paris, por onde também se desenrola a ação de “O Código Da Vinci”.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

RESENHA: Na Toca do Leão

 “Os russos haviam cometido um erro. Bem pequeno, mas era tudo de que Ellis dispunha, e ele estava disposto a tirar o máximo de proveito. O erro fora algemar suas mãos na frente, e não nas costas.” (FOLLET, 2010, p. 401)

Histórias de espionagem tendem a misturar diversos elementos que deixam o leitor entusiasmado do início ao fim. Os principais deles são as intrigas, a ação, o mistério e o romance. “Na Toca do Leão” apresenta um pouco de tudo isso, mas a meu ver, poderia ter dosado melhor seus ingredientes.

Em Paris, Jane se apaixona por Ellis e vive com ele uma intensa história de amor. O que ela não sabe é que Ellis é um agente da CIA a procura de terroristas. O que ela também não sabe é que, terminada sua missão, ele pretende revelar tudo a ela e pedi-la em casamento. Antes que possa fazê-lo, Jane descobre a verdadeira profissão do namorado e o abandona, indo para o Afeganistão com Jean-Pierre, um médico bonitão, com quem acaba se casando. Mas existem mais coisas que Jane desconhece, entre elas o fato de que Jean-Pierre é um espião para os russos e sua ida ao Afeganistão é uma missão. Um ano e meio depois, conectando alguns acontecimentos curiosos, a mulher descobre a verdade sobre o marido. E é nessa época que Ellis surge no Afeganistão em uma importante missão que, para ele, é dupla: fazer um tratado com os líderes do lugar e reencontrar Jane.

Uma leitura prazerosa e rápida, “Na Toca do Leão” é narrado em terceira pessoa e apresenta três pontos de vista: o de Jane, o de Ellis, e o de Jean-Pierre. Essa é uma estratégia que me agrada, pois permite conhecer mais de cada um dos personagens principais, mas por se tratar de um livro de espionagem me causou certo estranhamento. Não é a primeira vez que leio um livro de Follet e vejo que o autor faz questão de mostrar o ponto de vista do vilão da história, o que seria ótimo caso o vilão fosse um Hannibal Lecter da vida, mas não no caso de Jean-Pierre. No caso dele, conhecer seus pensamentos e motivações só faz com que seja difícil vê-lo como vilão que é o que, a meu ver, diminui o impacto da história.

Mesmo tendo gostado do livro, duas coisas me incomodaram: a primeira delas foi Jane. Eu não consegui entender essa mulher. Em um momento ela ama profundamente o marido, logo depois, ama profundamente Ellis. Sente raiva de Ellis para em seguida pensar que o ama muito; se sente feliz com ele e teme perde-lo, para em instantes sentir raiva novamente. Sendo mulher, eu sei que nós temos uma capacidade incrível de nos irritarmos facilmente com os homens que amamos, mas Jane quase beira a bipolaridade. Nem irei mencionar como ela lida com Jean-Pierre.

A outra coisa que me incomodou foi a fuga de Ellis e Jane dos russos. O casal e seu guia andam e andam sem chegar a lugar algum – mais ou menos como o livro nessa parte da narrativa – o que é compreensível, mas não precisava ter sido descrito com tantos detalhes. Em compensação, a parte que poderia realmente ter sido emocionante – a captura dos dois – é rápida, o que me leva à questão do erro de dosagem.

Pelas coisas que chamei atenção nesta resenha, parece que não gostei do livro, o que não é verdade. É um bom livro, só não vai virar a sua cabeça. Como disse no início, é uma leitura prazerosa. A narrativa não é lenta, nem frenética, e a história apresentada é boa, mas faltou um equilibro entre alguns elementos. Sobrou romance, faltou ação.

Título: Na Toca do Leão
Autor: Ken Follet
Nº de páginas: 416
Editora: Best Bolso

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Conexões Além da Contracapa #5


O Pálacio de Inverno” é um livro de John Boyne cuja história se passa na Rússia czarista no início do século XX, no qual o autor intercala os acontecimentos desta época com os do presente. John Boyne é também o autor de...

O Menino do Pijama Listrado” cuja história passa na Alemanha. Porém, o autor revelou em uma entrevista que, originalmente, a sua intenção era que a história se passasse na Polônia, país que também é cenário de...

Era uma vez, há muito tempo atrásde Brigid Pasulka, um belo romance, com um toque de conto de fadas, que ocorre na época da Segunda Guerra Mundial. De temática diferente, outro livro que também se passa na Segunda Guerra Mundial é o trilher de espionagem...


O Buraco da Agulha” de Ken Follet que conta a jornada de Henry Faber, um espião da alta confiança de Hitler. Quando o livro foi adaptado para as telas do cinema, o papel de Faber ficou a cargo do ator Donald Sutherland, que também participou da adaptação cinematográfica do clássico de Jane Austen...

Orgulho e Preconceito”, como o pai de Elizabeth. A heroína, por sua vez, foi interpretada por Keira Knightley que recentemente também interpretou...
Anna Karenina, personagem de Liev Tolstói. A história de “Anna Karenina” se passa na Rússia, assim como a de “O Palácio de Inverno

sábado, 9 de junho de 2012

RESENHA: O Buraco da Agulha

“Sua vaga compreensão de si mesmo lhe dizia que sua insegurança era a razão pela qual escolhera a profissão de espião: o único modo de vida que permitia a ele matar instantaneamente qualquer um que representasse a mais leve ameaça.” (FOLLET, 2010, p.238)

Histórias de espionagem além de serem repletas de aventura tem um charme inegável. Quem resiste? “O Buraco da Agulha” de Ken Follet é um ótimo exemplar do gênero.

O espião alemão Henry Faber, codinome “Die Nadel”, está na Inglaterra a fim de descobrir informações para seu país. Mas ele não é qualquer espião. É um espião da alta confiança de Hitler. Quando ele faz uma descoberta capaz de mudar os rumos da Segunda Guerra Mundial, sua missão é enviar provas para a Alemanha. Mas essa é uma jornada cheia de perigos. Conhecido também como “o assassino do estilete de Londres” são muitas as pessoas atrás de Faber.

Esqueça os carros potentes, as mulheres sedutoras e todo o glamour das histórias de 007. “O Buraco da Agulha” é uma história de espionagem mais realista, digamos assim. A jornada de Faber é bastante complicada. É claro que, como todo bom vilão, ele é extremamente esperto e consegue se sair muito bem das enrascadas, mas ainda assim passa por apertos como ser emboscado em um trem e precisar se esconder no meio do carvão ou quase morrer no mar em meio a uma tormenta. Se você pensava que vida de espião era fácil, estava enganado.

A trama permite ao leitor acompanhar os dois lados da aventura: a jornada de Faber e os esforços ingleses em capturá-lo e o autor sabe dosar muito bem as duas coisas. Nada é apressado. O leitor está junto do espião na fuga e dos oficiais na investigação. Eu devo dizer que gostava especialmente das partes com Faber, mas as estratégias militares também eram interessantes, apesar de eu me confundir com os nomes dos personagens algumas vezes.

Como uma boa história de espionagem não estaria completa sem um romance, Faber se envolve com Lucy, uma bela e carente mulher, que se revelará tão corajosa quanto soldados no campo de batalha. Uma adversária inesperadamente a altura do grande e perigoso Die Nadel.

Os personagens são bem construídos e todas as mínimas características de suas personalidades são aproveitadas, principalmente no caso de Lucy. Acredito que ela seja a personagem que o leitor tem a oportunidade de conhecer mais a fundo, conseguindo entender seus desejos, temores, anseios e, consequentemente, suas atitudes. O romance, inclusive, é outra coisa que o autor dosa com perfeição, sem fazer soar forçado ou adquirir proporções exageradas. Ele é, sim, parte fundamental da trama, mas o cerne da história é a fuga e captura do espião.

Para quem gosta de filmes antigos (como eu, por exemplo), "O Buraco da Agulha" foi adaptado para o cinema em 1981 com Donald Sutherland no papel de Faber.

Título: O Buraco da Agulha
Autor: Ken Follet
Nº de páginas: 384
Editora: Best Bolso

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