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quarta-feira, 11 de março de 2015

Conexões Além da Contracapa #18

Psicose” de Robert Bloch, conta a história de Norman Bates que juntamente com sua mãe dominadora administra um motel de beira de estrada. O livro de Robert Bloch foi a base do roteiro do clássico filme de Alfred Hitchcock e é o perfeito exemplo de livro que foi superado por sua adaptação cinematográfica, já que se tornou muito mais lendário que a obra original. O mesmo acontece com...

...os livros de Thomas Harris protagonizados por Hannibal Lecter, nos quais Dr. Lecter é um personagem secundário que não provoca  o mesmo fascínio que vemos nas telas, o que é uma das razões que fazem dos livros de Harris apenas a base promissora para ótimos filmes e séries de TV. No cinema, o psiquiatra canibal foi imortalizado por Anthony Hopkins, mas esse não foi o único personagem da literatura incorporado pelo ator que também deu vida ao professor Abraham Van Helsing no clássico de terror “Drácula de Bram Stocker”, filme que conta ainda com...

...Keanu Reeves como Jonathan Harker, mais famoso por seu papel na trilogia Matrix que tem em seu roteiro diversas influências, entre elas...

...do livro Neuromancer, clássico da ficção científica escrito por William Gibson e um dos principais exemplares do subgênero cyberpunk. Neuromancer recebeu diversos prêmios, entre eles o...


...Phillip K. Dick (dado anualmente a obras de ficção científica) cujo título é uma homenagem a um dos maiores autores do gênero de todos os tempos, cujas obras incluem Androides sonham com ovelhas elétricas?” “Ubik” e “O Homem do Castelo alto”, este último considerado por muitos seu melhor livro. Nessa trama, o autor explora um cenário em que os nazistas teriam vencido a Segunda Guerra Mundial. O conflito também é o tema de...



...“O Menino do Pijama Listrado”, de John Boyne, que no cinema conta com a presença de Vera Farmiga que também dá vida a Norma Bates na série de TV "Bates Motel" que serve como um prequal para os eventos retratados no filme e livro "Psicose".



sábado, 1 de março de 2014

Conversa de Contracapa #06

Conversa de Contracapa é coluna off topic do blog Além da Contracapa. Sem limitação temática, iremos explorar todo e qualquer assunto relacionado ao mundo da literatura. 

“- Achei que o senhor poderia estar curioso para descobrir se é mais inteligente que a pessoa que estou procurando.
- Então, por extensão, você pensa que é mais inteligente que eu, visto ter me apanhado.
- Não. Sei que não sou mais inteligente que o senhor.
- Então como me pegou, Will?
- O senhor estava em desvantagem.
- Qual?
- Paixão. E é louco.
- Você está muito bronzeado, Will.”


Diálogo entre Will Graham e Hannibal Lecter, extraído do livro Dragão Vermelho (HARRIS, pag. 81, 2013), presente também no filme de Brett Ratner.


Costuma-se dizer que o livro é sempre melhor que o filme. Com este tema em mente, há alguns meses, iniciamos uma série de três posts que analisam os diferentes resultados que uma adaptação de um livro para as telas pode render. Hoje, o último post da série aborda o caso de um livro cujas adaptações (tanto para televisão quanto para o cinema) aproveitaram melhor o universo criado pelo autor, amarraram as pontas soltas e tornaram um de seus personagens um dos mais lendários do cinema e da literatura. É o caso de “Dragão Vermelho”, de Thomas Harris, o primeiro livro a contar com a ilustre presença do Dr. Hannibal Lecter.


Na resenha que foi ao ar essa semana, comentei sobre a minha recente decepção com o livro tanto por ele não aproveitar o potencial dos personagens principais, quanto por deixar que certas coisas pareçam acontecer ao acaso.

Para exemplificar o que me refiro, cito Will Graham, cuja habilidade de dissecar cenas de crimes como nenhum outro investigador parece vir de uma inspiração divina ou de pura sorte, inclusive nos seus casos mais notórios (quando capturou os assassinos Garrett Jabob Hobbs - cujo confronto rendeu-lhe uma estadia no sanatório sobre a qual não sabemos nada, além de não sabermos nada sobre os crimes de Hobbs - e Hannibal Lecter, cujo confronto quase lhe custou a vida).

Quanto ao potencial mal explorado, comentei na resenha que Hannibal Lecter (por incrível que pareça!) não foi idealizado para ser um protagonista e por isso não ganha destaque no livro (tanto em termos de profundidade, quanto de aparições). É possível compreender esta escolha do autor, mas é impreterível lembrar que embora o personagem também apareça pouco no premiado “O Silêncio dos Inocentes”, seus meros 17 minutos em cena – condizentes com as páginas em que aparece no livro homônimo - foram responsáveis por transformá-lo em um dos maiores vilões de todos os tempos, além de tornar esta uma das interpretações mais icônicas do cinema.

Então como isso aconteceu se o livro parece largar sua história nas páginas, como se não tivesse vontade de contá-la para o leitor, transformando personagens ricos em meros investigadores de mais uma série de assassinatos que poderia ser como tantas outras já vistas na literatura?

Simples. Acontece porque as adaptações das obras de Thomas Harris souberam extrair desses personagens e desses eventos tudo que eles tinham para dar, ao invés de se contentar com os farelos deixados pelo autor em seus livros. Além de dar o devido destaque aos personagens, as adaptações procuraram justificar as relações entre eles além de explorar alguns eventos rapidamente citados.

A começar pelo filme “Dragão Vermelho” que mesmo sendo bastante fiel aos eventos do livro, à sequência da história e até mesmo aos diálogos, tem um roteiro muito melhor amarrado. Nas primeiras cenas fica estabelecido que Lecter e Will têm uma parceria que faz todo o sentido (e não que o psiquiatra surgiu no caminho do investigador por acaso) e quando o médico é desmascarado, isso ocorre porque o investigador juntou as peças do quebra-cabeça e chegou a uma conclusão lógica, não por um golpe de sorte. É assim que a relação dos personagens evolui para ser algo complexo, cheio de nuances, tornando um personagem verdadeiramente marcante para o outro.

E ressaltando o potencial desta relação, surgiu a série de TV “Hannibal”, criada por Bryan Fuller, cuja estréia em 2013 trouxe Mads Mikkelsen encarando a responsabilidade de dar vida a Lecter, em uma interpretação com características próprias que se diferencie da clássica premiada de Hopkins, e Hugh Dancy fazendo de Will Graham um personagem tão interessante quanto Lecter. A série não é a adaptação do livro “Dragão Vermelho” e sim inspirada nos personagens apresentados neste livro (inclusive com algumas pequenas alterações, como personagens masculinos no livro serem femininos na série). Isso porque Fuller tem planejadas sete temporadas de “Hannibal” e as três primeiras serão um desenvolvimento da relação entre Graham e Lecter para que só a quarta se dedique à história de “Dragão Vermelho” (consequentemente, a quinta a “O Silêncio dos Inocentes” e a sexta a “Hannibal”).

Com roteiros brilhantes, uma bela fotografia, um suspense tenso e cenas pouco recomendadas para quem tem estômago fraco, a série também explora a relação de outros personagens menores no livro com os protagonistas e ainda ressalta a quantidade de material dramático que Harris deixou em seus livros, usando o caso Garrett Jacob Hobbs como fio condutor de toda a primeira temporada ao explorar o caso (e o impacto dele em Will) ao máximo e, assim, justificar porque um treinado agente do FBI acabou no sanatório após matar um criminoso que estava prestes a matar a própria filha.

Eu gostaria de poder discorrer mais sobre como o filme e a série optaram por desenvolver o que acontece no livro e fazer as devidas comparações e análises, mas isso estenderia demais este texto. Mas são pelas razões aqui mencionadas que acredito que os livros de Thomas Harris ganharam muito com suas adaptações (em especial, claro, com “O Silêncio dos Inocentes”), pois elas salientaram o que de melhor tinham essas histórias e eliminaram o supérfluo. A partir delas, mesmo que esse primeiro livro não crie uma expectativa em torno de Lecter à altura do personagem, é impossível não ficarmos ansiosos para encontrá-lo, sentindo um frio na barriga, apenas ao lembrar do olhar frio, insano, calmo, penetrante e da voz metálica que o magnífico Anthony Hopkins usou ao lhe dar vida no cinema. Uma adição valiosíssima à obra original que qualquer autor só tem a agradecer.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

RESENHA: Dragão Vermelho

“Está na sua natureza fazer uma única coisa corretamente: tremer devidamente diante de Mim. O que me deve não é o medo, o senhor e outras formigas. O senhor me deve pavor.” (HARRIS, pag. 197, 2013)

Meu primeiro post no blog foi a estréia da coluna “Quem vem para o jantar” e um dos meus convidados foi Hannibal Lecter: um personagem que considero fascinante. Nesse post, comentei sobre a minha frustrante experiência com “O Silêncio dos Inocentes” e sua leitura lenta e arrastada. Mas muitos anos se passaram desde essa malfadada leitura e várias coisas me fizeram querer ler a obra de Thomas Harris na totalidade, entre elas a série “Hannibal” e um comentário do diretor do filme “Hannibal”, Ridley Scott, sobre final do último livro e sua adaptação para o cinema. Ao ler “Dragão Vermelho”, minha segunda experiência com o autor se tornou igualmente frustrante.

Depois de um evento traumático, Will Graham encontra-se afastado do FBI e vive os dias tranquilamente com a esposa e o enteado. Porém, quando duas famílias são brutalmente assassinadas em circunstâncias semelhantes, ele é chamado por seu ex-chefe, Jack Crawford, para ajudar a encontrar o assassino conhecido como Fada do Dente. Não demora até que Will perceba que precisará de ajuda para compreender a mente doentia desse criminoso e recorre a aquele que há três anos quase lhe tirou a vida: o psiquiatra canibal Hannibal Lecter.

Evitarei comparar o livro com o filme e a série (embora essas adaptações tenham influenciado a minha leitura) para não me estender na resenha e dedicarei outro post a isso, mas não posso deixar de dizer que a minha impressão foi que Harris criou ótimos personagens, mas não extraiu deles todo o seu potencial, o que só veio a acontecer nas adaptações. Isso ocorre especialmente com Lecter que, a meu ver, deve sua notoriedade à magnífica interpretação de Anthony Hopkins.

Thomas Harris peca por desperdiçar elementos que parecem ser promissores, mas que acabam relegados a segundo plano (o que seria aceitável caso dessem lugar a algo mais interessante, mas não é o caso). Um desses elementos é a relação de Will e Lecter. Este é mantido envolto em uma áurea de mistério nas primeiras páginas e tudo que podemos fazer é ir montando o seu perfil aos poucos. Quando, finalmente, somos apresentados a ele, a expectativa em relação ao personagem já é alta, mas tudo que temos é um rápido encontro entre o doutor e Will e depois suas aparições são reduzidas a meras duas cartas.

Talvez não seja justo focar em Lecter e criticar sua falta de destaque já que o autor deixa claro no prólogo que não concebeu o personagem para ser um protagonista e que ele surgiu em sua mente após a criação de Will Graham e dos crimes investigados em “Dragão Vermelho”. Isso pode ser um choque para quem conhece o impacto do personagem pelos filmes, mas fica evidente em cada página do livro.

Mas se a atenção dedicada a Lecter é quase insignificante, bastam poucas páginas para que a personalidade interessante e atormentada de Will Graham fique evidente e o autor deixe no ar várias perguntas sobre ele. Will é um recurso poderoso para o FBI, pois não enxerga as coisas como a maioria das pessoas e é capaz de extrair informações das cenas dos crimes de maneira que nenhum outro investigador consegue. O problema é que esse processo que o personagem adota é mal explicado – talvez porque nem mesmo ele entenda direito como ocorre – e parece ser, muitas vezes, fruto do acaso. Sua mente não funciona de maneira convencional, mas saber isso não é o suficiente para acreditarmos em algumas de suas atitudes e conclusões (como a decisão repentina de ver Lecter ou como conseguiu desmascarar o canibal há alguns anos).

Outra coisa que, a meu ver, não funcionou é a condução da história em dois núcleos: o do assassino e o da investigação. Antes da metade do livro, já sabemos quem é o Fada do Dente e em torno de quê giram seus crimes (o que o atiça e como escolhe suas vítimas). Esse é um ótimo recurso do autor que rende momentos tensos (até mesmo repugnantes) e permite que o leitor conheça detalhes da vida do criminoso e entenda porque ele se tornou o que se tornou. É uma decisão que costuma me agradar e que exige segurança do autor e confiança de que o suspense de sua história não gira simplesmente em torno de descobrir a identidade do assassino, sendo mais complexo do que isso. O problema em “Dragão Vermelho” é que de um lado conhecemos o assassino e a essência de seus crimes e do outro somos forçados a acompanhar Will e Crawford em uma investigação pouco estimulante, pois sabemos estar indo para o lado errado.

Além da condução da história, a narrativa de Harris também deixou a desejar em alguns momentos, em especial em certos diálogos que pareceram não acontecer entre os personagens e sim de forma a explicar algo para o leitor.

Thomas Harris apresenta em “Dragão Vermelho” ótimos personagens, mas que não têm todo o seu potencial desenvolvido e o livro só não foi uma decepção maior porque eu já não havia gostado de “O Silêncio dos Inocentes”. Na verdade, se esse fosse qualquer outro livro, eu estaria bem tentada a usar a frase “não tem nada de extraordinário”, se ele não tivesse uma das coisas mais extraordinárias que um livro de suspense poderia ter: o Dr. Hannibal Lecter.

Título: Dragão Vermelho
Autor: Thomas Harris
Nº de páginas: 381
Editora: Best Bolso

sábado, 24 de setembro de 2011

Quem vem para o jantar?

"Quem vem para o jantar?" é a coluna mensal do Além da Contracapa em que um jantar fictício se torna a ocasião em que personagens e autores interagem em encontros inusitados. 

Para iniciar minha participação aqui no blog decidi fazer algo diferente. Não é uma resenha, não discorre sobre um livro específico ou mesmo sobre um autor ou gênero literário. A idéia partiu de algo que li há certo tempo (uma crônica ou uma reportagem, não lembro ao certo) que fazia a instigante pergunta: “Se você pudesse jantar com um personagem da literatura qual seria?” Difícil, não? Eu pensei muito, mas leitora ávida que sou desde criança, me deparei com inúmeras lembranças de personagens que me marcaram, nas mais diferentes épocas e pelas mais diferentes razões, e não consegui me decidir por um único apenas, escolhendo dois que, curiosamente, saíram da literatura e foram para o cinema. São eles Hercule Poirot e Hannibal Lecter.


Começando com a mais inusitada das minhas escolhas e com o espanto que possa causar, e possivelmente com a vergonha que eu deveria ter de dizer, arrisco confessar que a-do-ro o doutor “Canibal” Lecter. Nascido da imaginação do escritor Thomas Harris e protagonista de três livros “Dragão Vermelho”, “O Silêncio dos Inocentes” “Hannibal” e posteriormente um quarto onde é narrada sua juventude “Hannibal – A Origem do Mal” o psiquiatra mais brilhante e assustador da literatura foi imortalizado no cinema pelo magnífico Anthony Hopkins.
Para aqueles que conhecem o Dr. Lecter não deve ser tão difícil de entender porque esse personagem me provoca certo fascínio. Elegância, inteligência e brilhantismo são apenas algumas das características dele que me ocorrem. A fineza aliada à frieza com que ele age me confunde e me causa admiração, ao mesmo tempo. Psiquiatra, profundo conhecedor da natureza humana, com gosto refinado e desprezo por toda e qualquer demonstração de falta de educação, seu único problema é o alternativo gosto que tem para alimentação. A maldade se confunde ao pensamento de que, na verdade, está prestando um serviço para a sociedade com sua atividade canibal e assusta leitores e platéias em todo o mundo há trinta anos (se considerarmos a publicação do primeiro livro), além de assombrar Clarice Starling em seus sonhos, tenho certeza.
Para aqueles que não conhecem a trajetória do médico canibal eu aconselho que se deixam assustar, e encantar, a começar pelo filme “O Silêncio dos Inocentes” que, para mim, continua sendo o melhor filme da série mesmo depois de acompanharmos Lecter nas adaptações cinematográficas de outros livros. Em relação ao livro, confesso que minha experiência não foi, nem de longe, tão interessante. Thomas Harris tem uma narrativa lenta que não me agradou na ocasião da leitura e não me estimulou a ler mais do que um capítulo por vez (o que é estranho e vergonhoso para mim). Ainda assim, pretendo dar mais uma chance ao escritor e, um dia, ler mais algum de seus livros e das aventuras do Dr. Lecter. De qualquer forma, Harris merece reconhecimento por ter criado um personagem único e complexo, capaz de provocar reações das mais diversas.


Andando agora em terras menos sombrias, mas tão interessantes quanto, falo sobre meu grande herói: o perfeccionista detetive belga Hercule Poirot.
O mais famoso personagem criado pela eterna Rainha do Crime Agatha Christie é um detetive baixinho que usa um bigode inconfundível, trajes sempre impecáveis, é extremamente detalhista, não tem nada de modéstia e soluciona os mais intrigantes crimes. Porém engana-se quem pensa que Poirot é o tipo de detetive “cão buldogue” como ele mesmo fala. Aquele que se ajoelha no chão com uma lupa à procura de pistas e pegadas, muito semelhante ao imortal Sherlock Holmes criado por Arthur Conan Doyle. A principal ferramenta de Poirot são suas “células cinzentas” com as quais trabalha, de preferência no conforto de sua casa, muitas vezes montando castelo de cartas, buscando encontrar uma explicação para as pistas obtidas pelos “farejadores” da polícia.
Adepto da “ordem e método” e dotado de uma mente atenta a todos os detalhes, nada passa despercebido a Poirot e nada além da verdade e do encaixe perfeito de todos os fatos lhe satisfaz. Meu herói desde a adolescência, o detetive belga traz elegância e humor aos inteligentes livros de Agatha Christie (de quem sou fã incondicional, como os que me conhecem bem sabem), presente em mais de 40 livros da escritora, entre eles alguns de seus maiores sucessos como “O Misterioso Caso de Styles”, “O Assassinato de Roger Ackroyd”, “Morte no Nilo” e “Assassinato no Expresso do Oriente”.


Difícil escolha de companheiro de jantar, não é mesmo? Ambos elegantes e inteligentes. Ambos fascinantes e prometem grandes ensinamentos. Sendo assim, convido os dois distintos senhores para jantar com a condição que o Dr. Lecter aceite minha tradicional refeição com carne animal e Monsieur Poirot não a recuse caso não esteja disposta simetricamente no prato. Alguém se habilita a jantar conosco?
 

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